CANAL

Fátima Motta

PhD em C.Sociais e mestre em Adm. Especialista em comportamento e liderança. Professora. Psicanalista. Coaching. Sócia-Diretora da F&M Consultores.

Na última viagem que fiz, passando mais de 12 horas dentro de um avião, é normal assistir vários filmes e foi o que fiz. O mais surpreendente é que tanto eu como todos que faziam e fazem isso, esperam que o super herói resolva problemas e se o filme não traz nenhum grande problema, parece que é muito sem graça. Quando parei para pensar seriamente sobre isso, cheguei à seguinte conclusão, que talvez você já tenha chegado e pode compartilhar suas impressões comigo.  “Como nos filmes, da mesma forma nossa vida se entrelaça com um sem número de problemas, o tempo todo. E talvez fique sem graça se nunca tivermos um probleminha para resolver”.

Eu atendo vários executivos todos os dias, seja em processos de mentoria, em palestras, em aulas ou em treinamentos e é interessante como cada problema é visto como algo ruim, desprezível, um castigo! E é assim comigo também! Quando um problema vem, claro que não gosto. O pior é que eu resolvo e depois vem outro, outro e mais outro. Será que para você isso também acontece?

Então, se pararmos para pensar, um executivo existe para resolver os problemas da área, de recursos, de pessoas, de mercado, de produção, de finanças e assim por diante. Se é assim, acredito que ficar amigo(a) dos problemas torna tudo mais fácil.

Parar de brigar com os problemas significa não ficar reclamando porque eles aparecem. Evitá-los apenas retardam seu aparecimento e suas consequências. Encará-los é nos implicarmos com o que é da nossa responsabilidade e solucioná-los o mais rapidamente possível.

O mais interessante é que às vezes temos todos os recursos e informações para resolvê-los e ficamos brigando, tornando algo simples em uma briga incrível, indo para uma dificuldade que torna o problema algo realmente muito chato de ser solucionado.

E aí, normalmente entram as emoções que começam a complicar ainda mais. A angústia, a ansiedade, a tristeza, a raiva, a inveja, o ciúmes e elas podem realmente formar um molho tão pesado que o problema fica de difícil digestão, ou mais exatamente, de difícil solução.

Ah, mas há problemas que não podem ser solucionados. É verdade, mas se não podem ser solucionados, uma nova situação já está colocada e o problema deixa de existir, passa a ser uma nova realidade.

E assim, podemos tornar cada dia de trabalho ou mesmo da nossa vida, algo prazeroso ou profundamente pesado, mas o que eu descobri nessa viagem, seja por conta dos filmes, seja por tudo que eu vivi, é que os problemas sempre vão existir, podem ser maiores ou menores, mais fáceis ou mais difíceis de serem solucionados, mas sempre existirão. O que podemos fazer é torcer para que os problemas nossos de cada dia sejam pequenos e que tenhamos os meios necessários para resolvê-los da forma mais rápida e eficaz possível.

Qualquer coisa fora isso acaba sendo ilusão e, quando vivemos a partir de uma ilusão, a frustração vem nos cobrar e aí, bem….. aí, o problema fica maior….

Pense nisso!!!

Por Fátima Motta, Profa. Dra. Fátima Motta, Sócia-Diretora da FM Consultores. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.


De 1 a 5, quanto esse artigo foi útil pra você?
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5


0 Comentários

COLUNISTAS

Ricardo Amorim

Inovação, commodities e os ciclos das bolsas globais

18/11/2020

Vicente Graceffi

O seu “manpower” está pronto para o retorno operacional?

05/10/2020

Alberto Ogata

Como lidar com os impactos psicológicos da quarentena – o papel do RH

09/04/2020

Tiago Petreca

EX – A Experiência do funcionário, Rei Arthur

04/06/2021

Gustavo Mançanares Leme

Pensamento digital já é o talento mais procurado no mercado

08/05/2020

Reinaldo Passadori

Autobiografia de um novo líder e a sua Expressão Corporal

11/09/2020
Athomus Tecnologia da Informação