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Reinaldo Passadori

Fundador da Passadori Educação e Comunicação. Mestre em Neuromarketing. Palestrante, escritor, professor e apresentador do programa Comunicação é Tudo.

A comunicação é indispensável para qualquer relacionamento humano e no ambiente corporativo não é diferente. Saber apresentar seu ponto de vista e suas ideias com clareza colaborada para que não tenha um desencontro de informações, principalmente em um microambiente onde se encontram pessoas com diferentes perfis e temperamentos, é fundamental.

De acordo com pesquisa realizada pela Harvard Business Review, 91% dos colaboradores afirmaram que problemas na comunicação podem prejudicar os executivos. A mesma pesquisa identificou, ainda, que para 57% dos profissionais, falta de clareza é um dos principais problemas das lideranças.

Para que exista uma comunicação não violenta na relação entre o líder e o liderado, é imprescindível o desenvolvimento de algumas competências emocionais básicas, como o diálogo, a empatia e a autoliderança. Abaixo, listamos algumas habilidades que devem ser trabalhadas nos gestores e que têm como objetivo estabelecer uma liderança conciliadora e não autoritária:

O autoconhecimento

Para que uma comunicação não violenta se estabeleça é necessário o desenvolvimento do autoconhecimento, para o entendimento de como cada um reage em determinada situação. Isso possibilita, também, a identificação da mudança de comportamento e quebra de paradigmas. Costumamos ouvir que as pessoas não são agressivas, mas, sim, objetivas. Porém, ao conversar com pessoas de seu círculo de amizade, nota-se que esta “objetividade” é entendida como grosseria para os envolvidos. Este é um exemplo de situação comum e que pode ser alterada por meio de uma autoanálise.

Escuta ativa e empatia na comunicação não violenta

Quando vemos alguma situação em que não estamos de acordo, inconscientemente, tomamos partido e acabamos julgando o que achamos certo ou errado. Entretanto, a comunicação não violenta exige que o exercício da empatia seja colocado em prática, o que resulta na necessidade de ouvir as duas partes. A escuta ativa humaniza a relação entre o gestor e sua equipe, permitindo que antes de fazer juízo sobre determinada situação, o líder busque formas de ajudar o seu colaborador, fazendo com que se sinta valorizado.

Estabeleça vínculos com a sua equipe

O convívio com colegas de trabalho é indispensável para o sucesso das equipes. Por este motivo, o líder deve estar atento para promover um ambiente favorável ao diálogo, em que os colaboradores sintam-se à vontade para dar feedbacks positivos ou negativos e, também, trocar ideias. É importante lembrar que momentos de descontração são importantes para criar e/ou estreitar vínculos, colaborando para que a liderança entenda melhor o perfil de cada membro do seu time e adapte sua mensagem de acordo com o receptor.

Ter uma comunicação não violenta não quer dizer que as pessoas devem passar a concordar com tudo, tornando-se completamente passivas. Significa que, a partir de um comportamento diferente, elas estarão dispostas a ouvir o próximo com mais atenção.

Esta comunicação promove a empatia e o autoconhecimento, estimulando uma nova forma de se relacionar em que a prioridade é entender a necessidade do outro. No ambiente corporativo, este tipo de comunicação auxilia na construção da cultura organizacional, fazendo com que a equipe se sinta engajada para participar do crescimento do negócio, uma vez que se sente valorizada e compreendida pela organização.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação. É um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação


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