Treinamento e desenvolvimento (T&D) é um subsistema dos Recursos Humanos (RH). Em empresas pequenas e médias, é comum não haver subdivisão de papéis; isto é, um(a) profissional fica responsável por todos os subsistemas: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, folha de pagamento/departamento pessoal e onboarding de colaboradores(as).

Com o objetivo de ter estratégias de treinamento que realmente vão gerar aumento de performance nas pessoas colaboradoras, é importante entender alguns princípios diretamente relacionados a esta evolução.. Compartilho nas próximas linhas alguns destes princípios, como os utilizamos em contexto com a inteligência artificial e os benefícios que as empresas podem ter ao utilizar também:

1. Diminuição do atrito e construção do hábito

Estudos científicos, como os quais o autor americano James Clear apresenta em seu livro Hábitos Atômicos, mostram que só o fato de dificultarmos ou facilitarmos o acesso a um objeto, maiores ou menores as chances de repetirmos um hábito que não é saudável..

Exemplo: Se uma pessoa chega em casa às 19h, depois de um dia cansativo no trabalho, e para ter uma refeição saudável ela precisa pegar os legumes na geladeira, descascá-los, cozinhá-los, para só depois montar o prato, enquanto a pizza congelada só exige colocar no forno e esperar, as chances dessa pessoa escolher a pizza são bem maiores.

Imaginamos agora o contrário. Sabendo que o importante é estar mais saudável, ela escolheu nem comprar a pizza congelada e aproveitou o final de semana para deixar os legumes devidamente descascados, cortados e pré-cozidos, prontos para ir para o prato. Isso aumenta substancialmente as chances de uma refeição saudável.

Pesquisa Infojobs

Dito isso, conseguimos aplicar o mesmo fundamento em uma Universidade Corporativa ou outros recursos de educação corporativa.

No Learning Management System (LMS), que são plataformas utilizadas para hospedar conteúdos de variados formatos, temos etapas e condições para chegarmos no objetivo final, ter uma pessoa treinada.

Essa pessoa precisa de acesso a um computador e internet, realizar um login na plataforma, encontrar o curso, começar ou continuar o curso, assistir vídeo-aulas, em sua maioria sem interação, e fazer um teste ao final para emitir um certificado. Cada etapa deste processo apresenta uma potencial perda ou abandono. Por isso chegamos nos dados de baixa adesão e conclusão, pois é um jogo de conversão.

De acordo com uma pesquisa recente do Opinion Box, o Brasil é o país com maior número de usuários ativos no WhatsApp – por que não aproveitar esse canal para promover treinamentos?

Utilizando o comportamento que a pessoa colaboradora já possui, que é conversar no WhatsApp, o conteúdo pode ser adaptado para parecer uma conversa, onde a inteligência artificial entrega o conhecimento que essa pessoa precisa naquele momento e proporciona interação, por meio de quizzes e perguntas e respostas sobre o conteúdo, incluindo o feedback automático para aprimoramento antes da conclusão, focando em melhorar a qualidade da entrega do funcionário e não a emissão do certificado.

2. Aumento do alcance e impacto dentro da organização + ESG

Algumas grandes corporações possuem dezenas de milhares de colaboradores(as) que trabalham em campo ou não possuem computadores à disposição, especialmente durante o horário de trabalho. Por esse motivo, normalmente esse público não é beneficiado pelas estratégias digitais de educação corporativa.

Para estratégias e iniciativas ESG, principalmente no aspecto de transformação social, estratégias digitais tradicionais falham em proporcionar oportunidades e desenvolvimento de pessoas que não sabem ler ou escrever, por exemplo. Essas pessoas não conseguem participar de treinamentos técnicos a não ser que estes sejam disponibilizados em workshops presenciais, que são custosos e pouco eficientes.

Utilizando inteligência artificial no WhatsApp, é possível adaptar um curso inteiro para ser disponibilizado em formato de áudio, possibilitando também a interação com este colaborador ou colaboradora.

Concluindo, de um lado temos uma estrutura que é menos inclusiva, beneficiando em sua maioria pessoas que trabalham em escritórios ou ambientes similares, com acesso a um computador e internet e conseguem dedicar tempo durante o horário de trabalho para se desenvolver.

Do outro, a oportunidade de uma educação mais inclusiva, investindo no crescimento de profissionais que podem se tornar ainda mais valiosos para a empresa e que de outra maneira, não teriam oportunidade de se desenvolverem.

3. Todo mundo tem um assistente inteligente com um investimento muito baixo

Imaginem se todos os profissionais da sua empresa pudessem ter um(a) estagiário(a) dedicado(a) ou alguém com um nível de conhecimento enorme sobre a empresa e atividades importantes da empresa, disponível 24 horas para ajudá-lo(a) a fazer o trabalho dele com mais qualidade, entregando mais resultados.

Quais vantagens isso teria para ambos, colaborador(a) e empresa?

Enquanto o WhatsApp ajuda na capilaridade dentro da companhia, a IA ajuda a gerar escala com qualidade, podendo em um futuro breve ser um assistente na palma da mão de cada colaborador.

4. Gestão de dados e conhecimento profundo sobre o time

Toda a interação do usuário, neste caso colaborador, dentro do WhatsApp gera dados e, por consequência, insights. Os gestores e gestoras da organização podem, em tempo real, ter acesso a dados sobre o que seu time tem de potencial, dificuldades, quais desafios estão enfrentando e talvez não abriu com a liderança, entre outras informações valiosas para uma melhor gestão desses talentos.

Desde informações básicas como evolução nos cursos, engajamento, conclusão, principais temas estudados e habilidades desenvolvidas até resultado de avaliações, perguntas mais frequentes, humor do colaborador ao final das sessões, para citar algumas aplicações, contribuindo para uma gestão e cultura direcionada por dados.

Logo, com o uso da inteligência artificial somado a plataformas de chat como o WhatsApp, quebramos barreiras de adesão de sistemas complexos e pouco integrados, entregando uma melhor experiência aos usuários e com isso, ficamos mais pertos do objetivo inicial que é ter pessoas cada vez mais capacitadas para gerar valor para a empresa e para elas mesmas.

Como reduzir barreiras de aprendizado nas empresas?Por Jan Krutzinna, formado em Ciências da Computação e Psicologia pela Universidade de Harvard, com MBA pela Harvard Business School. Tem passagem pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela consultoria global McKinsey & Company na posição de gerente em Nova York, também foi co-autor de um relatório para o Secretário-Geral sobre o impacto do empreendedorismo nos países em desenvolvimento.

 

Ouça o RH Pra Você Cast, episódio 139: “G4 Educação encontra na Inteligência Artificial o equilíbrio para melhorar a jornada das pessoas“. Novas tecnologias, por melhores que sejam, costumam trazer consigo uma certa resistência. A moda da vez, o ‘empolgante e polêmico’ ChatGPT, se encaixa perfeitamente nesse cenário. Para alguns, a Inteligência Artificial é revolucionária e extremamente eficaz para o desenvolvimento de projetos pessoais e profissionais. Para outro grupo, a nova moda chega para ‘acomodar’ as pessoas, tornando-as intelectualmente dependentes e podendo substituí-las no mercado de trabalho.

Opiniões à parte, é fato que a Inteligência Artificial e a tecnologia como um todo chegaram para facilitar o dia a dia até mesmo do mais humanizado os setores empresariais: o RH. Para quem tem a mente aberta de aproveitar todo o seu potencial, a transformação é notável. Exemplo disso ocorre na G4 Educação. Todas as vantagens e benefícios identificados pela empresa quem revela é uma das maiores entusiastas da IA no RH, Marcela Zaidem. A Diretora de Pessoas dá as melhores dicas para quem quer dominar o equilíbrio entre pessoas e digital. Confira o RH Pra Você Cast clicando diretamente no app abaixo:

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