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Pessoas e empresas na adaptação ao "novo normal"

Coluna 1082

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É possível notar uma grande divisão entre os adaptáveis e os não adaptáveis. A pandemia nivelou muita coisa no mundo corporativo, mas é apenas temporária e transitória. Quando acabar, uma corrida frenética pela liderança será retomada e não serão os mais fortes que puxarão a fila, mas sim os mais flexíveis, maleáveis e ágeis.

Quem estava à frente antes e agora pensa em usar as mesmas estratégias, recursos e habilidades para manter a posição, pode ser impetuosamente ultrapassado por aqueles que conseguirão identificar as oportunidades, ditando os novos caminhos, se adaptando, sendo humilde e veloz diante das mudanças.

Muitos dizem que o "novo normal" já estava previsto e na verdade o que está acontecendo é apenas uma aceleração. O ponto é que estamos com pouco tempo para reconhecer as emergentes demandas, desenvolver ou aperfeiçoar as habilidades necessárias e emocionalmente equilibrados para, mesmo diante das pressões do aqui e agora, ter calma para manter o controle, o foco e começar a se movimentar na direção correta.

Assim como outras empresas que seguiam a mesma linha, a Elfa saiu em vantagem, pois forjou-se como uma organização centrada no humano. Estabelecemos o modelo mental estratégico focado no conceito de que são as pessoas engajadas que trazem os resultados sustentáveis. Todas as práticas de gestão já vinham sendo exercidas com esse mindset há um bom tempo, então não encaramos esta nova realidade como um choque ou com receio.

Para nos adaptar a este momento de instabilidade, criamos um Comitê Especial de Crise para avaliar diariamente a necessidade de readequações e novas medidas. Além disso, um time foi destinado para o Comitê Tático Permanente e está acompanhando o quadro de saúde e o trabalho dos funcionários, assim como o avanço da Covid-19 no Brasil. Manter as operações, garantir a manutenção dos empregos e o atendimento a todos os clientes dentro dos prazos estabelecidos é importante para nós. Desta forma podemos contribuir para a diminuição do impacto da doença em nossa sociedade.

Nesse momento de pandemia, para organizar nossas abordagens e determinar os próximos passos de forma mais clara, iniciamos um profundo estudo sobre como esse novo normal será estabelecido. Identificamos cinco grandes blocos: gente, tecnologia, processos, finanças e reputação.

A ideia é que com a mente aberta e flexível seja possível peneirar as práticas mais tradicionais desses processos e preservar apenas as rotinas que possam fazer sentido para o mundo novo. Os aspectos mais subjetivos serão colocados à frente dos objetivos, do pragmático e do rígido.

Não basta olhar a superficialidade intransigente dos indicadores. A rentabilidade, por exemplo, tem como sombra a possibilidade de estar rentável hoje, mas literalmente amanhã deixar de existir. Os motivos podem ser porque o negócio foi substituído por outro mais performático, ou porque por motivos subjetivos a empresa teve a percepção de valor e reputação fragilizada no mercado e não é mais aceita e comprável.

Aline Sueth é palestrante, mentora e diretora de gente e gestão do Grupo Elfa. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião da colunista. Foto: Divulgação.

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