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Viu uma violação à ética na empresa? relate! Qual seria a sua atitude se você presenciasse uma uma situação de assédio moral com colegas no ambiente de trabalho? Em um levantamento recente realizado pelo IPRC – Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental, 41% dos brasileiros entrevistados disseram que se omitiriam se presenciassem uma situação como essa, enquanto 18% disseram tolerar o assédio moral como algo normal e aceitável.

A pesquisa, que teve como objetivo entender como as pessoas reagiriam frente a situações de conflitos éticos e seu nível de resiliência a essas situações dentro da empresa, também revelou que quando o assunto é assédio sexual, 37% disseram possuir “flexibilidade ética” quanto ao tema, tendendo a ser indiferente a situação, enquanto 16% afirmaram que se aproveitariam da posição hierárquica para tentar favores sexuais com subordinados.

Esses dados alarmantes reforçam o quanto precisamos ser mais assertivos e implacáveis no desenvolvimento e implantação de uma cultura ética nas empresas. Nossos profissionais precisam conhecer a ética no dia a dia e a obrigação de denunciar fraudes, assédios, comportamentos desonestos e violações de qualquer natureza. As organizações precisam urgentemente criar um ambiente favorável para que estas violações sejam relatadas de forma segura e livres de retaliações.

Com a pandemia e a adoção do trabalho remoto, as situações de assédio não deixaram de acontecer. Embora tenham características um pouco diferentes do contato presencial, os casos de constrangimento e humilhação no ambiente virtual têm aumentado e estão mais relacionados à invasão de privacidade, longas jornadas de trabalho, desconfianças e torturas psicológicas por resultados.

Por que é importante denunciar? Todo mundo perde com a desonestidade no ambiente profissional, sejam acionistas, donos de empresa, executivos, liderança, funcionários, terceiros e a própria comunidade.

Então, precisamos “brigar” pelo comportamento ético. As organizações precisam declarar intolerância a condutas antiéticas e investir fortemente em programas que promovam a ética no dia a dia das pessoas, criando um ambiente favorável para que seus públicos possam fazer denúncias de qualquer natureza.

Práticas recomendadas são ações educativas, abordando casos de assédio moral e sexual e exemplificando de forma prática, como características do assédio, da discriminação e quando essas situações acontecem. Também é importante reforçar a cultura organizacional, criando um código de ética que expresse de forma clara a postura da empresa em relação a todos os tipos de violações, bem como políticas e processos que atuem para evitar quebras do código de ética.

Apesar de ainda termos um longo caminho a percorrer, nos últimos anos, temos visto um aumento do número de denúncias nas empresas, impulsionado, talvez, por regulamentações como a Lei Anticorrupção e a LGPD e importante evolução e abertura de nossa sociedade, que está mais atenta a situações de assédio, discriminação e irregularidades no trabalho, entendendo cada vez mais que a conduta antiética traz prejuízos a todos, não somente às empresas.

Dessa forma, o canal de denúncia é uma ferramenta eficaz para denunciar essas quebras do código de ética nas organizações, por ser confidencial, anônima e independente, trazendo transparência, credibilidade e inteligência para as organizações.

Por meio de um canal de denúncias, os funcionários, terceirizados, fornecedores, dentre outras partes interessadas, têm a possibilidade de relatar de maneira segura violações relacionadas à empresa. Os relatos podem ser feitos por formulários a partir da internet, telefone, e-mail, intranet e ferramentas de mídia social. A garantia de investigação e apuração das denúncias é também um fator chave para uma decisão de reportar.

Cuide de sua organização e de todos aqueles que estão envolvidos com ela, invista em Ética.

violação à ética na empresa? relate!

Por Oswaldo Basile, CEO da Trusty Consultores e representante exclusivo da Resguarda do Brasil.


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4 Comentários
  1. Com uma exceção: o Auditor Interno não deve ser um whistleblower (denunciante); deve reportar no relatório emitido, ao Board, ao Conselho de Auditoria (ou Conselho Fiscal) e se, for a prática da empresa, aos diversos stakeholders, com a inserção dos relatórios no site da empresa (* Accountability – responsabilidade de prestação de contas).

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