Por de trás de soluções tecnológicas há pessoas que as executam

E se a satisfação dos seus clientes, a motivação dos seus colaboradores e a produtividade da sua loja aumentassem simultaneamente? É uma pergunta e um desejo de muitas empresas de B2C que precisam agradar, simultaneamente, seus públicos interno (colaboradores) e externo (clientes).

Mas a resposta não é tão simples e fácil de ser colocada em prática, é preciso ter muita estratégia, forte liderança, processos adequados e customizados, além de ferramentas de tecnologia que facilitem a apuração dos dados e a entrega das informações de forma inteligente e rápida.

Compreender o modus operandi de uma empresa é a base de tudo. Conhecendo o funcionamento interno de um supermercado ou uma farmácia, por exemplo, quais os horários de mais movimento; como repor estoques com maior agilidade, sem sobrecarregar as lojas com produtos desnecessários; como escalar colaboradores para áreas onde são mais necessários em determinadas horas do dia; de que forma computar tudo o que há nas prateleiras, verificando prazos de vencimentos de produtos; quando é a hora de fazer alguma promoção para que o estoque diminua em determinado produto. Todos estes fatores farão a diferença no sucesso do negócio.

Todas estas tarefas são feitas não apenas por softwares inteligentes de BI, mas por especialistas em estoque, logística, gestores, colaboradores que precisam estar engajados e motivados, que podem contar com a infraestrutura necessária para desenvolverem seu trabalho de forma eficaz, ágil e inteligente.

Além de todos esses fatores que parecem óbvios, não se pode esquecer que a modernidade traz mudanças rápidas, a tecnologia avançou com a digitalização e as transformações foram a aceleradas pela necessidade imposta por uma pandemia que ninguém esperava que iria aparecer.

As empresas precisaram se reinventar, mudou-se a forma de consumir, de vender, de fazer negócio. A inovação nunca foi tão presente e, hoje, já estamos vivenciando um comércio diferente, que exige muito mais dos colaboradores, que deixaram de ser autômatos para atuarem como consultores dos clientes no momento da compra. Que conseguem, por meio da forma como conduzem o processo de venda, ser o diferencial para que a venda se consagre.

As organizações que estavam aceleradas para o digital saíram na frente de outras e, hoje, têm os negócios bem consolidados e gerando mais e mais parcerias com comércios menores, aumentando a capilaridade. Que são o caso de grandes lojas de varejo no Brasil e no mundo.

Os ecossistemas de negócios serão cada vez mais presentes na atualidade, englobando um maior número de setores, exigindo cada vez mais a necessidade de colaboradores criativos, treinados e ágeis para se tornarem competitivos entre os grandes players do mercado. A competição ficará cada vez mais forte, e quem tiver a melhor estratégia e as melhores ferramentas terá a vantagem competitiva. O colaborador que fizer parte desta engrenagem fará toda a diferença para o negócio bem-sucedido.

O próprio sistema de pagamento está mudando aos poucos e, muito em breve, todas as pessoas farão sozinhas o self checkout sem a ajuda de colaboradores nos caixas. Estas pessoas, que hoje registram os códigos de barras para efetuar a cobrança, assumirão postos internos nos supermercados e lojas. O pagamento será totalmente automatizado, simples e seguro. E esses colaboradores antes subutilizados poderão se desenvolver e aprimorar suas funções nas organizações e ter maiores ganhos.

Como disse Jack Ma, chairman do Grupo Alibaba, “o novo varejo é a integração do online, offline, logística e dados em uma cadeia única de valor”. Só assim as empresas vão poder crescer no mercado, em vários setores de atuação, gerando mais e mais empregos, preparando os colaboradores para esta nova forma de atuar: inteligente, ágil, que segue processos com estratégia, pois conta com ferramentas de coleta e análise de dados assertiva, que não apenas fazem a gestão do negócio, mas também ajudam as pessoas que estão por traz dessa tecnologia.

 

Por de trás da tecnologia há pessoas que as executam

Por Paulo Magalhães, CEO da Tlantic. Graduado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho (Portugal), possui várias especializações em negócios e tecnologia realizadas em instituições europeias como o INSEAD, Fontainebleau e London Business School. Além disso, Paulo tem especialização em empreendedorismo pelo MIT. Leciona em diferentes universidades portuguesas, como a Universidad do Porto e a Porto Business School, há mais de 30 anos. A sua experiência acadêmica como professor nas áreas de engenharia, gestão e economia, levou-o a consolidar a sua crença na ligação com o mundo acadêmico e a empreender um conjunto de iniciativas que exploram as complementaridades entre a Academia e a Empresa.