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Um levantamento realizado pela Muta Ecossistema apontou uma melhora de 90% em relação ao engajamento das equipes e o clima organizacional em empresas que adotaram o Transforma.Co, metodologia corporativa voltada ao desenvolvimento de habilidades emocionais, comportamentais e estratégicas.

Desenvolvido por Clarissa Da Rosa e Rachel Frota, o método capacita profissionais em quatro etapas diferentes e, como consequência, transforma companhias em ambientes com profissionais mais capacitados. 

Disponível ao mercado desde o fim de 2019, o Transforma.Co tem ajudado a manter o bom relacionamento entre líderes e colaboradores nas empresas, mesmo durante a pandemia. A necessidade de clareza na comunicação torna-se ainda mais essencial no ambiente de home office imposto pela pandemia.

Formas tradicionais de capacitação não são mais garantia de sucesso e a crise do coronavírus expôs a falta de preparo comportamental dos profissionais para lidar com crises, mudanças, estresse e distanciamento. Por isso, PMEs dos setores de mídia, tecnologia, saúde e agronegócio têm procurado a Muta para remodelar ou criar novas estratégias de ensino e aprendizagem nas corporações.

Desde então, ao todo onze empresas passaram pelo programa, sendo que oito delas já concluíram o trabalho. Após o treinamento desenvolvido no decorrer de 2020, foram mais de 4420 horas de conteúdo compartilhado, com 350 pessoas respondendo a um questionário, e um feedback que demonstrou como a metodologia adotada resultou em melhora do clima organizacional, aumento na produtividade, intensificação na colaboração entre as equipes e redução significativa de repetições no trabalho durante as atividades diárias. 

Como funciona? 

As quatro etapas da metodologia são: a definição do propósito, o alinhamento com os objetivos de negócio, a criação de ferramentas de engajamento e feedback constante entre os times. Nas primeiras fases, as executivas embarcam em uma jornada intensiva de conhecimento a respeito do contexto e propósitos de cada um dos participantes. Essa imersão se dá por meio de perguntas reflexivas, que levam as equipes a se questionarem sobre os propósitos e objetivos de suas empresas.

Em seguida, para criar as ferramentas de engajamento, as responsáveis pelo projeto encaram os desafios junto ao RH das empresas para conectar as equipes e melhorar a comunicação entre líderes e funcionários na prática. A parceria também estabelece metas a serem cumpridas, dentro do âmbito das soft skills.

Na etapa final da jornada de aprendizagem, a equipe da Muta Ecossistema estimula os participantes da iniciativa a darem seu feedback, de modo que as estratégias adotadas possam ser ajustadas e aprimoradas ao fim de cada treinamento. Para isso, as equipes são encorajadas por meio de exercícios a desenvolverem a capacitação argumentativa e a sensibilidade para conseguir agir de maneira inteligente ante as particularidades humanas do ambiente de trabalho. 

Como resultado, os participantes das dinâmicas reportam suas percepções sobre as diferentes etapas do treinamento e apontam os pontos que podem ser melhorados, de modo que a estratégia do Transforma.co esteja em constante adaptação com a realidade de cada uma das empresas.

“É preciso entender os impactos da flexibilidade no trabalho. Muitas vezes, se manter ocupado não significa ser produtivo”, conta Clarissa. “Toda empresa é afetada se os trabalhadores dedicam mais tempo a processos mecânicos do que à comunicação com os colegas”, finaliza. 

O foco em comportamento 

Um questionário do grupo Empresas do Futuro, ao investigar se as empresas estão no caminho certo para se adequarem aos novos modelos que estão surgindo, identificou que as habilidades do profissional do futuro serão baseadas em soft skills, uma vez que será cada vez mais necessária a capacidade de se adaptar e resolver problemas complexos, que não são solucionáveis somente pelo aporte tecnológico. 

O aprimoramento dessas habilidades surge a partir do aumento de relatos por parte das equipes de RH das empresas quanto a problemas pontuais como absenteísmo, comunicação insuficiente, conflitos entre colaboradores, falta de integração ou colaboração.

A pandemia do novo coronavírus é um exemplo de crise que desencadeia insegurança nas pessoas e interfere nas relações de trabalho. Diante do distanciamento imposto pela quarentena, o reforço da comunicação constante entre os times faz-se ainda mais necessário. 

Para Clarissa, adiar o ajuste desses comportamentos pode refletir diretamente no ambiente organizacional. “Novas habilidades começam a ser despertadas nos profissionais quando começamos a falar de inteligência emocional, comunicação assertiva, gestão do tempo e produtividade, técnicas para controle de ansiedade, manutenção da saúde mental e autoconhecimento”, explica.

O profissional do futuro 

Atentas a este cenário, as especialistas afirmam que o profissional do futuro será capacitado para se comunicar com qualquer pessoa sobre seu trabalho, resolver conflitos, lidar com crises, refletir sob pressão, unir frentes, saber escutar e conduzir a tecnologia sob suas necessidades. Ao adquirir inteligência emocional, o profissional se torna capaz de ter autonomia frente a conflitos e se empodera enquanto agente de transformação benéfica à empresa. 

As afirmações vão ao encontro do que preconizam pesquisadores na área. Para John Hagel — diretor do Center for the Edge da Deloitte, localizado no Vale do Silício, e membro da Singularity University —, os modelos e métodos de negócios tradicionais já não funcionam em um mundo que se transforma rapidamente. O segredo está em mudar o foco da empresa e métodos escaláveis para o aprendizado escalável. 

Para Clarissa e Rachel, é importante que as empresas entendam seu papel de responsabilidade no desenvolvimento das equipes, pois não existe base educacional que nos prepare para atividades que ainda serão criadas e é exatamente o que essa nova visão de aprendizagem deverá suprir.

A dupla ressalta, segundo o estudo Future of Jobs, divulgado o World Economic Forum, quais serão as habilidades mais valorizadas no mercado nos próximos cinco anos:

  • Criatividade, originalidade e iniciativa;
  • Pensamento crítico;
  • Liderança e Influência social;
  • Resolução de problemas complexos;
  • Inteligência emocional;
  • Raciocínio e ideação;
  • Persuasão e negociação;
  • Resiliência e flexibilidade;
  • Foco nas necessidades do consumidor;
  • Solução para a experiência do usuário;
  • Pensamento analítico e Inovação;
  • Aprendizado ativo (lifelong learning);
  • Uso, monitoramento e controle da tecnologia;
  • Análise e avaliação de sistemas;

Por Bruno Piai


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