A felicidade está mesmo em pauta? Bom, na semana, sim, já que a quinta-feira (20) foi de celebração do Dia Internacional da Felicidade. Porém, será que no mercado de trabalho o tema é tratado com a devida atenção?
Vamos falar disso e muito mais no GiroRH de hoje. Venha com a gente!
Cadê a diversidade?
A Catho, plataforma gratuita de empregos, divulgou a nova edição da Pesquisa Mulheres 2025, que busca compreender o cenário das mulheres no mercado de trabalho e conscientizar empresas e profissionais sobre o tema. O levantamento revelou que 57% das companhias ainda não possuem iniciativas para aumentar a contratação feminina. Entre aquelas que afirmam contar com ações nesse sentido, 43% estão em fase inicial, limitando-se a processos de recrutamento mais direcionados e vagas exclusivas.
Para Christiana Mello, diretora da unidade de recrutadores da Catho, os dados são preocupantes: “Estamos diante de um grande desafio para as mulheres no mercado de trabalho. O fato de a maioria das organizações ainda não contar com iniciativas para a contratação feminina, e muitas estarem apenas no estágio inicial, demonstra que a inclusão de mulheres avança a passos lentos. Esses números reforçam a necessidade de políticas mais eficazes e de um compromisso real por parte das empresas para transformar essa realidade”.
Dia Internacional da Felicidade
A semana foi de comemoração – ou pelo gostaríamos que assim fosse. Na quinta-feira (20), foi celebrado o Dia Internacional da Felicidade, um tema que, por mais estranho que possa parecer, ainda é um tabu em muitas organizações. Felicidade e trabalho não combinam? Acho que já passou da hora de mudar tal pensamento, não é mesmo?
De acordo com Renata Rivetti, CEO e fundadora da Reconnect Happiness at Work & Human Sustainability, três fatores são determinantes para que a sociedade se sinta infeliz – seja dentro ou fora dos escritórios:
- Mente divagante;
- Viés negativo;
- Mundo hustle (a valorização do trabalho incessante e da produtividade acima de tudo).
E como mudar esse cenário?
Para Renata, a felicidade precisa ser entendida como ciência. Uma vez que já existem inúmeros estudos, artigos acadêmicos, livros e cursos sobre a Ciência da Felicidade, “precisamos entender os fatores que estão por trás, que são: intenção, autoconhecimento, autorresponsabilidade e disciplina, e realizar mudanças”.
- Intenção: A felicidade é uma construção diária, ela precisa ser intencional, o que inclui novas escolhas, novos hábitos, mudanças de comportamentos e relações. Ela é a primeira chave desta jornada.
- Autoconhecimento: O próximo ponto é que precisamos entender quem somos, o que estamos buscando, o que nos traz realização e significado. “Só o próprio indivíduo terá essas informações sobre si mesmo. Se não souber, vai seguir o que é imposto pela sociedade e ser infeliz, ou mesmo viver da dopamina rápida”, explica Renata.
- Autorresponsabilidade: Assim como acontece com o autoconhecimento, você é responsável por si mesmo e por seus atos. Renata costuma comparar a felicidade com a saúde: “Todos temos um ponto de partida genético, mas podemos ir além das ‘predisposições’ que recebemos em nosso DNA. Podemos fazer escolhas e construir uma vida mais saudável, com boas relações, sentido e realização”, continua.
- Disciplina: Todos os dias precisamos fazer escolhas e segui-las. “Posso deixar a vida ‘me levar’ ou assumir a disciplina de construir algo que me faz bem e seguir nessa jornada”.
“Sem romantizar o tema, a felicidade é algo simples. Mas ela não virá de novas compras, comida, likes nas redes sociais e seguidores. E sim de uma vida com mais realização, significado, desafios que façam sentido e um grupo de apoio”, destaca a executiva.
Mas se não tiver cuidado e acolhimento, não há felicidade que se sustente nas empresas
No Brasil, 43% dos trabalhadores se sentem desamparados para falar sobre saúde mental com os seus gestores, devido à falta de empatia e julgamento. Além disso, mais de 75% das empresas não destinam recursos para o cuidado com a saúde mental dos colaboradores. "Os números crescentes mostram que precisamos ampliar o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho, algo que infelizmente ainda não vemos em todos os lugares", afirma a psicóloga Giselle Silva, do Grupo Med+.
Nesse sentido, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a NR-1, estabelecendo que todas as empresas do país deverão implementar medidas para promover a saúde mental dos trabalhadores. Entre as exigências estão a identificação e gestão de riscos psicossociais, como sobrecarga de trabalho, jornadas prolongadas, assédio e pressão por metas. As empresas também deverão realizar análises ergonômicas do trabalho e desenvolver planos de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais para mitigar esses fatores.
"Investir em programas de bem-estar, oferecer suporte psicológico, considerar a ergonomia e implementar ajustes no ambiente são estratégias essenciais para promover um local de trabalho mais saudável e produtivo", explica Giselle
Mentoria inclusiva
A MSD abre a segunda edição do Programa de Mentoria Inclusiva da MSD para pessoas negras e/ou com deficiência, que visa a capacitar aspirantes que desejam atuar na indústria farmacêutica como MSL (Medical Science Liaison).
Buscando promover maior diversidade na área, as vagas do programa serão destinadas a pessoas que se autodeclarem pretas ou pardas e/ou possuam deficiência, que não atuem na indústria farmacêutica, com mestrado completo e doutorado (cursando ou completo) na área da saúde e inglês intermediário. Para se inscrever, basta acessar o link e enviar a sua candidatura até segunda-feira, 24 de março. Candidatos de todo o Brasil podem participar.
Política sustentável
No Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Inspira Rede de Educadores reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e apresenta resultados expressivos de suas ações ESG. Em 2024, a rede alcançou a economia de 6 milhões de litros de água, evitou a geração de 4 milhões de litros de esgoto e reduziu significativamente o consumo de energia e emissão de CO₂. O consumo médio de água no país é de 148,2 litros por habitante ao dia, enquanto a ONU recomenda 110 litros diários para atender às necessidades básicas de uma pessoa.
A iniciativa faz parte da parceria iniciada em 2022 com a Ela Sustentável, uma empresa especializada em filtragem de água para residências, empresas e setores públicos, que implementou válvulas de controle de vazão de água (VLVs) em diversas unidades das mais de 100 escolas da Inspira. No Colégio Guroo, localizado em Florianópolis (SC), onde o projeto teve início, foi registrada uma redução de 32% no consumo médio de água (2022). Já em 2023, a expansão para outras unidades resultou em uma economia efetiva de 56% nos pontos instalados.
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Por Bruno Piai