As redes sociais ganham cada vez mais espaço dentro e fora das organizações, e um lugar que antes era visto apenas para entretenimento e lazer, passou a ser um local para a construção da marca pessoal. Embora essa tendência pareça óbvia, para algumas gerações a tarefa de se expor com foco na carreira pode não ser uma tarefa fácil, especialmente para as gerações X (pessoas nascidas entre 1965 e 1980) e Y (indivíduos que nasceram de 1981 a 1996).

A exposição nas redes sociais de forma profissional não é indicada apenas para quem está se candidatando a uma vaga, mas também para os profissionais que buscam uma ascensão na carreira ou queiram “poder de barganha”, para estabelecer o que desejam das organizações nas quais trabalham.

Crescer na carreira ou até mesmo encontrar uma nova oportunidade é o desejo de muitos brasileiros, pois uma pesquisa realizada pela 7waves revelou que 26,70% de 16.119 pessoas entrevistadas desejam um upgrade profissional em 2022. Enquanto 10,58% pretendem ser promovidos, 8,13% querem encontrar um novo emprego.

“A construção do personal branding por meio das redes sociais é uma etapa essencial para qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho, isso porque além de indicar inovação e adaptação às novas tecnologias, esse é um espaço em que a pessoa consegue evidenciar os seus atributos, construindo uma autoridade no segmento no qual atua”, explica Liris Gonçalves, mentora de executivos que já esteve na liderança de grandes empresas como C&A e Avon.

Personal Branding

Se para a geração Z, pessoas que nasceram de 1997 a 2010, a tarefa de exposição nas redes sociais é natural – não necessariamente da forma mais indicada para a vida profissional – essa atividade pode ser árdua para as pessoas acima de 30 anos, segundo Liris. “Na maioria das vezes, esses profissionais veem essa exposição com certa desconfiança e como algo sem relevância”.

A especialista explica que além disso, existem outros pontos como o medo da crítica e o perfeccionismo que podem atrapalhar quem quer começar a divulgar a imagem profissional nas redes sociais. Mas para construir essa imagem nas redes sociais, é preciso uma estratégia que esteja alinhada com os objetivos e o propósito de carreira do profissional.

Veja mais: Carreira e futuro: as prioridades das próximas gerações

“O colaborador esteja ele em uma posição de liderança ou não, precisa definir quais são as suas metas, para traçar um plano de comunicação alinhado ao seu objetivo, além disso, é necessário que ele defina a linha editorial, ou seja, os temas que pretende abordar, relacionados ao seu segmento, e sempre ficar atento às novidades para trazer conteúdo sobre o assunto”, comenta a mentora.

Além de investir na busca por conexões através das redes sociais com empresas e pessoas, segundo a especialista outra forma de intensificar essa relação é dedicar um tempo para interação, comentando em publicações dessas empresas e grupos. “Essa é uma maneira do profissional começar a ser conhecido, tanto pelo setor, quanto por possíveis empregadores”, pontua. A mentora de executivos também afirma que é essencial a criação de um perfil profissional exclusivo para a realização dessa divulgação.

Para saber mais

Enquanto muitas pessoas almejam uma promoção ou uma mudança de empresa, outras vão além e buscam uma outra carreira. Porém, tal ambição nem sempre traz consigo uma jornada fácil. Então, como saber qual é o momento certo de mudar de carreira e a melhor maneira para fazer isso?

Para falar sobre, o CEO do Grupo TopRH, Daniel Consani, e a Editora do RH Pra Você, Gabriela Ferigato, bateram um papo com a headhunter Dani Verdugo e com o especialista de carreira Hugo Capobianco. Confira no player abaixo ou clicando aqui.

Por Redação