À medida que empresas e profissionais se preparam para um 2026 marcado por avanços em inteligência artificial, mudanças no mundo do trabalho e pressões crescentes por produtividade saudável, quatro executivos que trabalham com foco em saúde mental compartilham os livros que mais influenciaram suas reflexões em 2025 e que se tornam boas recomendações de leitura para quem deseja começar o próximo ano com novos repertórios.
Confira:
1 - “A Conquista da Felicidade”, de Bertrand Russell, indicado por Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa
Escrito originalmente em 1930, o filósofo Russell busca, na obra, compartilhar um diagnóstico para as causas da infelicidade na vida moderna, traçando um caminho para escapar do mal-estar aparentemente inevitável que predomina mesmo em sociedades prósperas.
“Russell traz aspectos que nos geram infelicidade, como comparação social, ansiedade, propósito e o peso das pressões culturais e mostra que a felicidade não é fruto de circunstâncias perfeitas, e sim de escolhas internas de foco, interesse, relações e equilíbrio emocional.”, declara Rivetti.
2 - Marina Marzotto, CEO da Normalyze, IA de compliance emocional, indica “A Coragem de Ser Imperfeito”, de Brené Brown.
No livro, a autora, pesquisadora referência mundial em coragem, vergonha e autenticidade, mostra que tentar parecer perfeito, forte o tempo todo ou imune a críticas nos afasta de conexões verdadeiras, de relações mais profundas e de uma vida mais plena.
“Este é um clássico, que aborda vulnerabilidade como força e a base da liderança empática. Brené Brown toca em assuntos que costumam ser evitados por causarem grande desconforto. Neste livro, ela apresenta suas descobertas e estratégias bem-sucedidas, toca em feridas delicadas e provoca grandes insights, desafiando-nos a mudar a maneira como vivemos e nos relacionamos”, explica Marina.
Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink, indica "Mestres da escala: As grandes ideias que transformaram pequenos negócios em sucessos"
Como pequenas ideias se transformam em negócios globais? Em “Mestres da escala”, lançado no Brasil em 2023, Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn e um dos nomes mais influentes do Vale do Silício, mergulha nessa pergunta ao entrevistar alguns dos maiores empreendedores da atualidade. São histórias dos bastidores de empresas como Apple, Spotify, Nike, Google, Airbnb, Xapo e Twitter, contadas pelos próprios fundadores.
A obra reúne dez princípios que, segundo Hoffman, explicam por que algumas iniciativas ganham o mundo enquanto outras não passam da fase inicial. O autor desconstrói fórmulas prontas e apresenta caminhos que fogem do óbvio: da identificação de uma ideia realmente vencedora ao momento certo de acelerá-la; de como interpretar um “não” estratégico à provocadora questão sobre quando parar de ouvir o cliente.
"Recomendo o Mestres de Escala porque ele traz aprendizados muito práticos de líderes que realmente escalaram seus negócios, ajudando você a enxergar caminhos que talvez ainda não tenha considerado. Para qualquer empreendedor ou líder, é uma leitura que provoca, inspira e oferece ideias aplicáveis para acelerar resultados com mais clareza e confiança", relata Luis Gonzalez.
Nathalia Gottheiner, fundadora do Bosque Belo, indica um clássico necessário, “O Monge e o Executivo”, de James C. Hunter
Lançado em 1998, o livro tornou-se um clássico instantâneo da liderança moderna. Já vendeu 4,5 milhões de exemplares no mundo todo e segue, décadas depois, entre os livros mais lidos e recomendados por profissionais que buscam compreender a essência das relações humanas no trabalho. Mesmo sendo uma obra de outra época, continua atual, um daqueles raros títulos que envelhecem bem porque tocam fundamentos que não mudam.
“É um livro essencial porque nos faz lembrar que ser líder é, antes de tudo, um processo de autoconstrução. Ele resgata a humanidade no centro das relações profissionais, algo urgente em um mundo acelerado, técnico, transacional e pouco aprofundado emocionalmente. No livro, Hunter mostra que resultados consistentes surgem quando existe um ambiente seguro, quando o líder serve, orienta, dá limites com clareza e respeita a individualidade de cada pessoa. Essa visão dialoga totalmente com o que vivo diariamente com os cavalos. Quando Hunter fala sobre liderança servidora, eu vejo no campo: servir, no sentido mais elevado, é criar condições para que o outro avance, sem carregar, sem infantilizar, sem retirar responsabilidade”, explica Nathalia.
Uma curadoria para um ano de transformação
As quatro recomendações oferecem caminhos complementares para lidar com pressão, cultivar coragem, ampliar repertório e liderar com mais consciência. O próximo ano exigirá líderes e profissionais com repertórios mais amplos e capazes de navegar entre neurociência, relações humanas, cultura, saúde mental e tecnologia.
A seleção reúne perspectivas de executivos que atuam diretamente com tecnologia, comportamento humano, desenvolvimento de lideranças e bem-estar corporativo, oferecendo um panorama plural para quem deseja iniciar 2026 com novas lentes de análise e ferramentas práticas de evolução pessoal e profissional.