Com a projeção de crescimento contínuo do mercado de eventos corporativos no Brasil, empresas que deixam o planejamento para a última hora terão mais dificuldade para garantir fornecedores, negociar preços e assegurar qualidade na entrega. A análise é da Panda Inteligência em Eventos, que vem monitorando a movimentação do setor e alerta: 2026 já deverá começar com alta pressão sobre agendas, fornecedores, infraestrutura e profissionais especializados.

Segundo dados da pesquisa da Allied Market Research, o mercado global de eventos corporativos deve ultrapassar US$ 510 bilhões até 2032, com ritmo médio de crescimento anual superior a 17%. No Brasil, o último levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) aponta que o setor movimentou mais de R$ 330 bilhões em 2023, crescendo acima da média nacional, e pode avançar entre 12% e 15% ao ano até 2026 – impulsionado pela retomada dos encontros presenciais, pela profissionalização das áreas de marketing e pela entrada massiva da IA no setor.

Esse avanço acelerado, porém, cria um efeito colateral: picos de demanda que comprimem prazos, encarecem operações e pressionam o nível de serviço dos fornecedores. “Há uma corrida silenciosa acontecendo. As empresas estão entendendo que não dá mais para ‘empurrar’ o planejamento para o segundo semestre. O setor está aquecido, as agendas de 2026 começam com um sprint fora do comum. Quem não se organiza agora vai pagar mais caro e entregar menos”, afirma Eduardo Zech, especialista em inteligência de eventos e fundador da Panda.

Aquecimento setorial cria ambiente competitivo

O comportamento do mercado mostra um padrão claro: eventos presenciais voltaram a ser uma das principais ferramentas de relacionamento e geração de negócios.  Além disso, a consolidação dos grandes centros como hubs – São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília e Recife – intensifica a competição por fornecedores estratégicos.

“Não é só sobre garantir data. É sobre garantir a capacidade produtiva de um ecossistema inteiro. Quando todas as empresas decidem ativar suas marcas ao mesmo tempo, o setor trava. É por isso que antecipar planejamento deixou de ser vantagem competitiva e virou condição para manter performance”, reforça Zech.

Em paralelo, o país entra em um ciclo eleitoral que tradicionalmente absorve fornecedores, impacta agendas corporativas e aumenta a volatilidade. Esse conjunto cria o ambiente perfeito para congestionamento operacional no setor – e, segundo o especialista, exige visão estratégica imediata.

“O Brasil vai viver um período crítico para quem organiza eventos. Quem não antecipar 2026 agora vai competir não só com concorrentes diretos, mas com agendas institucionais, eventos globais e demandas públicas. A boa notícia é que quem planeja com método e previsibilidade consegue reduzir custos e garantir fornecedores de maior performance”, salienta Zech.

A Panda Inteligência em Eventos recomenda que as empresas iniciem 2026 com calendário fechado. A recomendação da marca é começar o ano com, no mínimo, 70% dos eventos já mapeados, orçados e com fornecedores pré-selecionados.

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