No palco da 25ª edição do HSM+, o maior evento de gestão e liderança da América Latina, o historiador e filósofo Yuval Noah Harari expôs um dos grandes paradoxos do nosso tempo enquanto desenvolvemos as tecnologias mais avançadas da história. Segundo ele, a confiança está entrando em colapso e, embora tenhamos criado ferramentas para nos conectar, elas nos dividem. Como líderes podem navegar neste paradoxo?

Pensando nisso e traduzindo o pensamento de Harari para o mundo corporativo, a HSM organizou uma lista com 10 tendências para 2026 que respondem exatamente a essa questão, apontando caminhos para líderes que buscam tomar decisões mais conscientes em um cenário de profundas transformações sociais, tecnológicas e humanas. 

São elas:

1) Confiança será o principal ativo das organizações

Empresas competitivas serão aquelas capazes de sustentar cooperação em larga escala, algo cada vez mais raro em um mundo marcado por desconfiança institucional.

2) Empresas geram confiança entre pessoas que não se conhecem

Marcas, contratos e sistemas corporativos são tecnologias sociais. Quando a confiança nesses sistemas falha, os negócios também falham.

3) A confiança está migrando das pessoas para os algoritmos

Decisões antes humanas passam a ser delegadas a sistemas automatizados, exigindo novas discussões sobre ética, transparência e governança.

4) Corporações sem líderes humanos deixam de ser ficção

IA já permite decisões estratégicas autônomas, levantando questões políticas, jurídicas e morais para o mundo empresarial.

5) Lideranças que exploram conflitos enfraquecem organizações

Gestores que alimentam medo e divisão até ganham tração no curto prazo, mas corroem a sustentabilidade das empresas.

6) O mundo entra em uma era de supercompetição

Com o enfraquecimento de valores e regras globais, empresas operam em ambientes mais instáveis e imprevisíveis.

7) Ganhar dinheiro de forma honesta vira diferencial competitivo

Não basta falar em impacto social: a forma como o lucro é gerado passa a ser central para reputação e longevidade.

8) Reconstruir confiança começa dentro das empresas

Cultura, relações internas e coerência entre discurso e prática ganham peso estratégico.

9) Saúde mental se torna competência de liderança

O “bunker” mais importante não é físico, mas mental. Líderes emocionalmente despreparados ampliam crises.

10) Carreira e liderança passam a ser escolhas éticas

Avançar profissionalmente estará cada vez mais ligado à capacidade de gerar valor sem destruir pontes humanas e sociais. 

“O mundo corporativo deixou de analisar apenas competências técnicas. Hoje, habilidades socioemocionais, visão crítica e consciência do impacto das decisões são centrais para o desenvolvimento de líderes. Trazer reflexões como as de Yuval Harari para esse contexto ajuda profissionais e empresas a pensarem carreira, liderança e negócios de forma mais humana, responsável e conectada com a sociedade”, afirma Glaucia Guarcello, CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village. 

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