Não é surpresa ou novidade que o mercado de trabalho é extremamente desafiador para as mulheres. Segundo pesquisa do LinkedIn com a consultoria Think Eva, mais da metade das 414 mulheres entrevistadas já foi vítima de assédio em âmbito profissional. Fora isso, há também, entre outras questões, o sexismo. O IBGE divulgou em março deste ano que em 2019 as mulheres receberam 77,9% do salário dos homens. 

Embora 60% das brasileiras estejam inseridas no mercado de trabalho, de acordo com uma pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial em 2020, os desafios enfrentados pelas mulheres ainda são gigantescos, especialmente para aquelas que se tornam mães. 

Efeito Home Office

O panorama não se alivia nem mesmo com o home office. Segundo pesquisa recente realizada pela Catho com mais de 6 mil profissionais, 92% das mulheres que estão em trabalho remoto também são as responsáveis pelos filhos, que estão em casa neste período por conta do fechamento temporário das instituições de ensino. 

E, apesar do trabalho dobrado, esse grupo ainda pode se considerar privilegiado, pois faz parte dos 15,5% que conseguiram transferir o escritório para as suas residências. Realidade de uma minoria, já que para 71% dos entrevistados, trabalhar no conforto do seu lar, podendo cuidar dos filhos, é algo muito distante do seu dia a dia, assim, deixá-los com terceiros para trabalhar fora ainda é parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Das mães que trabalham fora, ainda segundo o levantamento, 69% deixam seus filhos com outras pessoas, 19% com os pais e 12% em uma escola ou creche. Enquanto os pais que trabalham fora, 36% deixam com outras pessoas, 58% com as mães e 6% em uma escola ou creche.

Regina Botter, Diretora de Operações da Catho, esclarece que essa é uma rotina que envolve considerável parcela da população brasileira. “O número de mães solo no país chega a mais de 11 milhões. São mulheres provedoras do lar, que estão sentindo as dificuldades relativas ao cuidado e a sobrecarga de tarefas potencializadas pela pandemia. Os dados mostram que tanto no home office, quanto trabalhando fora, a mulher acaba sempre sendo a maior responsável pelo cuidado dos filhos. Lembrando que quando pais ou mães deixam os filhos com terceiros, geralmente são com avós ou tias. Ou seja, outras mães”, afirma Regina.

De acordo com uma pesquisa feita em abril pela empresa de recrutamento Robert Half com 2.379 profissionais no LinkedIn, 54% dos respondentes acreditam que a melhor forma de demonstrar apoio às trabalhadoras que são mães é estabelecer jornadas mais flexíveis, opinião compartilhada por Mariane Hotta, diretora de Risco e Compliance da Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada.

“Principalmente durante a pandemia, é importante que as empresas deem mais flexibilidade de horário às colaboradoras mães e se esforcem para compreender os desafios que cada uma enfrenta em sua casa para conciliar a vida profissional com a maternidade. Estamos lidando com um aumento na carga de trabalho não apenas com o ensino à distância das crianças, mas com a redução na ajuda com as tarefas domésticas e, com possíveis enfermos e óbitos na família”, pontua.

Cuidados com as finanças

Além da dupla jornada de trabalho enfrentada pela maioria e dos desafios que a maternidade ainda representa à progressão de carreira, as mães precisam revisitar o planejamento financeiro para adequar os gastos à nova realidade. De acordo com um estudo feito em 2020 pela Onze, remanejar os gastos para garantir um futuro financeiro mais confortável pode ser especialmente mais difícil para o público feminino, tendo em vista que há mais mulheres (64%) ganhando até 3 salários mínimos do que homens (50%).

Com as finanças mais prejudicadas, as trabalhadoras brasileiras também sentiram mais os efeitos do estresse nos últimos 12 meses. O primeiro motivo apontado foi dinheiro, seguido por trabalho e saúde.

Embora a chegada de um novo membro cause euforia na família, é preciso manter o lado racional e colocar na ponta do lápis todas as despesas, como fez Mariane Hotta. Com a maternidade passei a me planejar melhor financeiramente, eliminando gastos com passeios, viagens e restaurantes e adotando uma disciplina com metas de reserva financeira para cada ano. Além disso, contratei seguros de vida com receio de que eu possa faltar em algum momento”.

Quase dez anos após o nascimento do primeiro filho, Hotta colhe os frutos de um planejamento financeiro bem feito. “Após quase uma década poupando um pouco todos os meses, é nítido o impacto da disciplina financeira junto aos juros compostos. Ter uma reserva de investimentos traz mais tranquilidade ao dia a dia e nos deixa mais preparados para enfrentar imprevistos como crises financeiras e desemprego”, pontua.

O analista de investimentos da fintech, Samuel Torres, ressalta a importância de pensar em um futuro distante. “O ideal é fazer um planejamento financeiro a longo prazo, estimando os gastos com os filhos a cada ano, pois podem haver acréscimos relevantes à medida que as crianças crescem. Também é importante estruturar reservas para grandes gastos futuros, como intercâmbio e faculdade. A longo prazo, investir em fundos de previdência e no Tesouro IPCA+ são boas opções”.

Protagonismo na Saúde, mas sem se esquecer… da saúde!

Cuidar da saúde se tornou ainda mais relevante e dedicar um tempinho a mais na correria do dia-a-dia virou prioridade na agenda feminina Brasil afora. Com tantos afazeres e cientes da importância dos cuidados preventivos, mulheres de todo o país têm se sentido incentivadas e investido mais em check-ups, exames de rotina, ultrassons, densitometria óssea e mamografia.

O médico Ginecologista e Obstetra do Grupo Sabin, Dr. Fernando Boldrin, explica que a saúde feminina não deve estar limitada à ginecologia, fertilidade e menopausa. “Trata-se de observar atentamente todos os aspectos de como a mulher vive hoje sua jornada de cuidados com a saúde física e mental, além do bem estar no dia a dia”, explica.

O médico cardiologista do Grupo Sabin, Dr. Fernando Cesar Faleiros, destaca outro fator relevante nesta jornada de cuidados: o coração. A observação do especialista se ampara em números da Organização Mundial da Saúde, que aponta que 20% dos óbitos delas acontecem por problemas cardíacos – são mais de 3 milhões de mulheres que perdem a vida em decorrência de ataques cardíacos.

Outro percentual é que 45% das mulheres com mais de 20 anos têm alguma forma de doença cardiovascular. “São dados que reiteram a importância de adotar cuidados mais específicos com doenças cardiovasculares. Exames cardiológicos como: ecocardiograma, eletrocardiograma e teste Ergométrico, precisam estar nas listas de check up delas”, explica. O especialista informa também que quase 80% dos eventos cardíacos podem ser evitados, mas muitas mulheres ainda não têm informações sobre a doença para compreender e prevenir qualquer exposição aos riscos. “Por isso, os exames periódicos são imprescindíveis, especialmente agora, quando tantas mulheres tiveram que adiar os cuidados. Eles revelam às pacientes cinco fatores importantes de saúde pessoal e que ajudam a determinar os riscos de doenças cardíacas: colesterol, colesterol HDL (bom), pressão arterial, açúcar no sangue e índice de massa corporal”.

Quanto ao lado profissional, as mulheres assumem seu protagonismo na saúde. O trabalho na área sempre exigiu um enorme esforço devido à rotina exaustiva. Com plantões que viram a noite e horários que excedem o comercial, o trabalho dessas pessoas costuma ter longas jornadas, e durante a pandemia, isso se intensificou. A pesquisa da Catho também revelou que 40% das mães, que trabalham na área da saúde, deixaram de conviver com os seus filhos para evitar a transmissão da covid-19.

Segundo dados do IBGE, as mulheres são a principal força de trabalho da saúde, representando 65% dos mais de seis milhões de profissionais ocupados nos setores público e privado, tanto nas atividades diretas de assistência em hospitais, quanto na Atenção Básica.

Regina Botter explica que nesse momento é importantíssimo uma rede de apoio à mulher. “Muitas vezes, uma profissional de saúde passa 12 horas em um plantão e mais de 1h ou 2h no deslocamento até em casa, tendo apenas 1/3 do dia para conviver com o seu filho. E é nesse momento que os amigos e familiares precisam se fazer presentes e formar a tão famosa rede de apoio” finaliza.

Por Bruno Piai

No próximo dia 11 de maio acontecerá a 11ª edição do HR First Class – evento que reúne lideranças da área de RH para discutir soluções, boas práticas e tendências que são relevantes e essenciais ao aprimoramento do mercado – e assim como nas duas últimas edições, o evento será transmitido via plataforma online. 

Desta vez a discussão é sobre Saúde Mental, tema que vem ganhando cada vez mais protagonismo no dia a dia das pessoas e tem chamado a atenção das organizações; em especial dos Heads de RH e C-levels. Para debater conosco, convidamos dois dos maiores médicos especialistas do país, um deles é o Dr. Leandro Pereira Garcia – Doutor em Ciências da Saúde, pela Universidade do Sul de Santa Catarina e University College London. Com foco em aumentar o impacto positivo de sistemas de saúde sobre as condições de saúde populacional, o profissional é Mestre em Administração Pública. Atua há mais de 10 anos na gestão da Secretaria Municipal de Saúde, de Florianópolis (SMS) e atualmente ocupa o cargo de Gerente da Gestão de Saúde Populacional da Amil.

Outro destaque da noite será a Dra. Yara Azevedo – Mestre em Psiquiatria, pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Psiquiatria, pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP e médica credenciada Amil One. Atua na área há 30 anos em atendimentos e atualmente em interconsulta psiquiátrica, no Hospital Israelita Albert Einstein. 

Saúde Mental entra em discussão no 11º HR First Class

O encontro irá discutir a forma como as lideranças em todas as áreas, em especial na de RH, estão lidando com a questão da saúde mental dentro das empresas, com seus colaboradores, além de buscar soluções que possam de fato mitigar o problema. 

Realizado pela Scaldelai Projetos de Crescimento, o evento conta com a Amil e a Safe Care, empresa especializada em gestão integrada e auditoria do benefício saúde, como patrocinadoras masters.

Por Redação

Nos dias 10, 11 e 12 de maio, às 19 horas, a Conquer, a escola de negócios da nova economia, em parceria com as empresas Gympass, Gupy, Zenklub, Qulture Rocks e Abler, irá realizar a RH Week – Saúde Mental e Novos Modelos de Trabalho, um evento que irá abordar a importância da saúde mental no ambiente corporativo.

Serão três webinars gratuitos e online que contarão com palestras ministradas pela Gerente de Gente e Gestão da Conquer, Ana Júlia Archer; a Head de Saúde Mental da Ambev, Mariana Holanda; a Diretora de CS da Gupy, Dedila Costa; o Diretor Global de Human Resources do Gympass, Renato Basso; e o CEO e cofundador do Zenklub, Rui Brandão.

A temática da saúde mental e do bem-estar nunca teve tanta relevância na agenda das empresas. De acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Administração, 75% das companhias brasileiras buscaram desenvolver ações de saúde mental para seus colaboradores na pandemia. Para a área de Recursos Humanos, o grande desafio é conseguir formular e executar estratégias capazes de minimizar os efeitos psicológicos causados pelo isolamento social, pelas incertezas sobre o futuro e pelo luto.

Por isso, na RH Week, o assunto central será saúde mental e os novos modelos de trabalho. Durante os três dias de evento, a edição irá discutir o papel do RH no desenvolvimento da saúde mental dos colaboradores e vai promover um bate papo sobre saúde mental nas organizações que será guiado pelo case da Ambev com uma apresentação da Head de Saúde Mental da empresa, Mariana Holanda.

Conquer terá semana dedicada a falar sobre a saúde mental

Além disso, o evento trará também um webinar focado nas práticas mais consistentes e atuais de promoção da saúde emocional dos colaboradores. “A nossa ideia é reunir grandes empresas parceiras, para discutir uma temática tão importante e atual, mas que ainda precisa de mais visibilidade no mercado. De forma geral, o mundo corporativo como um todo está, cada vez mais, se importando com o bem-estar e saúde mental dos colaboradores. E com a RH Week, a finalidade é que os profissionais de RH e outros stakeholders possam ter acesso a ferramentas, reflexões e insights para desenvolver iniciativas de saúde mental e bem-estar ainda mais completas e eficazes”, ressalta o cofundador da Conquer, Hendel Favarin.

Faça sua inscrição em: https://cutt.ly/LbTbccC

Por Redação

Muitos brasileiros estão buscando o recebimento do auxílio emergencial, mas, em um segundo momento, existe um grande risco para quem busca essa opção, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

Para se ter ideia da gravidade dessa situação, em 2020, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), foram aproximadamente 7 milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial indevidamente, sendo obrigado a devolver, parte em dezembro do ano passado (2,6 milhões de pessoas) e outros devolverão o dinheiro no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2021. Confira aqui como declarar o auxílio no IR.

Nesta segunda fase o pagamento do auxílio emergencial está mais restrito. Assim, o trabalhador informal que quer saber se receberá tem que acessar a lista de aprovados no Portal de Consultas da Dataprev. “Ponto de atenção é que o contribuinte que recebeu qualquer valor [Lei 13.982/2020 e MP 1.000/2020] em decorrência da Pandemia Covid-19 e obteve mais que R﹩ 22.847,76 de outros rendimentos tributáveis no ano calendário 2021 deverá devolver o benefício emergencial para os cofres da União”, explica o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Mota.

Mota pontua que se a pessoa já fizer a devolução no mesmo ano-calendário não precisa declarar e não há o que devolver. Caso contrário o valor recebido do Auxílio Emergencial será incluído na base de cálculo do Imposto de Renda aumentando o IR a pagar ou reduzindo o valor do IR a Restituir. “Esse ponto será crucial para muitos contribuintes que terão que fazer esse ajuste sobre risco de serem penalizados pela Receita Federal”, avalia.

Pode parecer uma situação longe da realidade dessas famílias que estão recebendo esses valores, mas Mota lembra essa situação pode ocorrer de forma simples. “Uma pessoa que estava sem emprego e que conseguiu se recolocar, tem que fazer essa conta e já se ajustar para caso de devolução”, explica o diretor da Confirp.

“O contribuinte poderá ainda conferir as informações sobre o auxílio emergencial, inclusive emitir informe de rendimentos diretamente no site do Ministério da Cidadania por meio do Portal de Consultas da Dataprev ou através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital (disponível nas principais lojas virtuais para celulares e tablets). Importante: o CNPJ a ser informado como fonte pagadora será o CNPJ 05.526.783/0003-27 – Ministério da Economia (Benefício Emergencial – COVID 19) e não do empregador como consta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital”, complementa o especialista.

O que não falta pela web são as famosas dicas de como os candidatos devem se comportar diante de um recrutador. Há uma infinidade de orientações para que profissionais de todos abram portas no mercado de trabalho. Contudo, será que somente aos entrevistados há “regras” dentro de um processo seletivo?

Um bom recrutador é aquele que faz perguntas coerentes, que é atento a todos os detalhes e que consegue extrair do candidato as informações mais importantes para a vaga em questão. Porém, o processo que parece simples na teoria e que começa desde a forma como a oportunidade de trabalho é anunciada, nem sempre é tão efetivo na prática.

“Apesar de parecer uma tarefa simples para o RH, muitos deslizes acabam sendo cometidos na etapa do recrutamento & seleção. A boa notícia é que a maioria deles podem ser evitados com algumas dicas. Se preparando da maneira correta, é possível que nada prejudique o processo de seleção e a imagem da empresa como marca empregadora”, afirma Nathalia Paes, desenvolvimento de negócios do InfoJobs, empresa de tecnologia para recrutamentos.

A especialista separou os 7 erros mais comuns que devem ser evitados dos recrutadores:

Não fazer uma pré avaliação do candidato

Deixar de fazer uma pré-avaliação do candidato é um erro que pode acabar custando mais tempo de entrevista, falta de direcionamento da conversa, e até mesmo desajuste no perfil esperado. Isso acontece, algumas vezes, porque o perfil do candidato é selecionado por uma pessoa e encaminhado para outra que, normalmente por falta de tempo, não analisa o currículo antes do bate-papo.

Não definir o tipo de entrevista de acordo com a vaga

É preciso avaliar o perfil da vaga e definir qual tipo de teste e entrevista se adequa melhor aquela oportunidade. Normalmente, um processo não precisa anular o outro. Algumas empresas escolhem duas ou mais maneiras de avaliar o candidato, por exemplo, vídeo entrevista em grupo e individualmente.

Fazer perguntas irrelevantes ou que ultrapassem o limite profissional

Pode parecer simples, mas formular as perguntas certas é uma das principais etapas de uma entrevista. No entanto, se feitas da maneira errada, podem colocar tudo a perder. Alguns exemplos de perguntas que podem ser evitadas são: Qual é sua orientação sexual? Qual a sua religião? Você planeja ter filhos? Sua vida social é agitada? Você tem dívidas?

Exagerar no nível de formalidade (ou no de informalidade)

Esse ponto deve ser levado em consideração ainda mais em tempos de home office. Assim como uma entrevista formal demais pode intimidar o candidato e fazer com que ele não se sinta à vontade, muita informalidade pode passar a imagem de falta de profissionalismo por parte da empresa. O equilíbrio é a melhor escolha.

Favorecer candidatos que compartilham de suas ideias pessoais

Apesar de parecer uma dica básica do que o RH não deve fazer, o fator humano social pode falar mais alto. Para isso não acontecer, se blinde de interferências que não tenham a ver com o foco do trabalho e as competências do entrevistado. A dica é ter um comportamento humanizado, mas focar no que interessa.

Fazer julgamentos precipitados

Os primeiros minutos da entrevista têm impacto em relação ao que o entrevistador está vendo, como aparência, roupa e postura. No entanto, evite estereotipar o candidato por conta de preconceitos internos, e não se deixe enganar somente com esses fatores.

Prometer um retorno que não vai acontecer

Uma das principais reclamações dos candidatos em relação ao RH é a falta de retorno sobre os processos seletivos. Problemas como esses atrapalham o posicionamento da empresa como marca empregadora. Com isso, sempre deixe claro como serão as próximas etapas e qual tipo de retorno será dado, em casos positivos ou negativos.

“Se o problema for falta de tempo para organizar o processo e garantir a atenção necessária a todos os candidatos, existem softwares de recrutamento e seleção que podem ajudar com soluções digitais”, finaliza Nathalia.

Por Bruno Piai

As recentes transformações ocasionadas pela pandemia nas empresas consolidou a busca por profissionais com competências capazes de contribuir com o desenvolvimento do negócio. Nesse cenário, além das aptidões técnicas, algumas características são fundamentais, principalmente aquelas relacionadas ao perfil comportamental de candidatos e colaboradores – as soft skills. Para 72% das mais de 500 empresas ouvidas pela Catho no Guia Tendências de RH 2021, a capacidade de trabalhar em equipe é a habilidade mais valorizada neste ano.

Anteriormente à pandemia, o trabalho em equipe já era uma habilidade essencial para garantir os resultados dos negócios. No atual cenário, ela se tornou imprescindível para o cumprimento das metas em meio a cenários bastante desafiadores.

“Isso se explica também pelo fato de que um time de trabalho que trabalha de forma colaborativa potencializa os resultados, pois reage muito bem diante de desafios. Além disso, profissionais com essa habilidade costumam levar consigo outras competências, como boa comunicação interpessoal e flexibilidade”, explica a diretora de Gente e Gestão da Catho, Patricia Suzuki.

Ainda segundo o Guia Tendências de RH da Catho, outras habilidades buscadas e valorizadas pelas empresas entre os profissionais são a proatividade (68%), flexibilidade (67%), resolução de problemas (65%), resiliência (61%), ética (59%) e relacionamento interpessoal (55%).

“Em se tratando do momento atual de grandes adversidades e também no desenvolvimento de uma trabalho remoto saudável, essas soft skills ajudam a manter a segurança e o equilíbrio dos profissionais”, complementa Patrícia Suzuki.

Habilidades mais desejadas para 2021 e aplicação no contexto de trabalho remoto/híbrido

Proatividade: a proatividade mostrou-se como uma habilidade que não pode faltar no perfil do profissional. Isso se deve também ao fato de, no trabalho remoto, os colaboradores precisarem tomar decisões sozinhos e antever demandas que possam aprimorar o desempenho individual ou o da equipe. Por isso, essa é a segunda habilidade (68%) mais procurada pelas empresas.

Flexibilidade: habilidade foi considerada fundamental para os participantes – a taxa de indicações para ela alcançou o patamar de 67%. Estar disposto a se adaptar às situações permite alcançar os resultados pretendidos pela organização e demonstra que o profissional está disposto a colaborar.

Resolução de problemas: diante de cenários tão desafiadores, contar com profissionais capazes de resolver problemas é fundamental. E aqui não se trata apenas de cargos de liderança. A capacidade de encontrar soluções é considerada indispensável para vários recrutadores (65%) ouvidos no Guia Tendências de RH 2021.

Resiliência: a resiliência já era uma habilidade muito buscada pelas organizações em momentos anteriores, mas, em 2021, ganha ainda mais importância. Por isso, os resultados (índice de 61%) mostram que essa habilidade é primordial para conquistar e manter uma colocação profissional. Afinal, diante de mudanças e da necessidade de adaptação a novas rotinas, manter uma postura positiva é de suma importância. Isso contribui com o desenvolvimento da equipe e da própria companhia, além de colaborar para um clima organizacional mais positivo.

Ética: a ética no trabalho – conjunto de princípios que orientam os colaboradores – é uma skill também relevante para 59% dos respondentes. Isso porque, diante dos desafios enfrentados na pandemia, conduzir os processos, mesmo fora do escritório, demanda condutas éticas mais aguçadas dos profissionais: eles terão de resguardar procedimentos e informações da empresa, protegendo dados confidenciais.

Relacionamento interpessoal: habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal continuam sendo bastante valorizadas pelas empresas. A porcentagem de 55% de marcações para a categoria mostra que o relacionamento interpessoal é uma habilidade indispensável para integrar a equipe: ela ajuda a negociar ideias e prazos, bem como defender projetos. Além disso, mantém a boa convivência com a equipe, o que favorece a criação de novas soluções que colaborem para a inovação nas empresas.

Na última terça-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro editou as Medidas Provisórias (MPs) 1045 e 1046, que instituem o novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Semelhante às medidas tomadas no ano passado com o objetivo de amenizar a crise das empresas por conta da pandemia da Covid-19, as organizações poderão promover ações como a redução de salário e jornada dos colaboradores e também a suspensão contratual – o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (o chamado BEm foi recriado).

A MP referente ao programa foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União. A estimativa é que a iniciativa custe cerca de R$ 10 bilhões aos cofres do governo. De acordo com o Ministério da Economia, a adoção do BEm em 2020 garantiu que 10 milhões de empregos fossem assegurados. 

Como vão funcionar as MPs?

Assim como o salário, a jornada e o contrato de trabalho, as MPs promovem mudanças também nas férias e em outras medidas. Para explicar melhor, vamos falar sobre as principais dúvidas:

1 – Como serão as reduções e a suspensão contratual?

De acordo com o advogado Mourival Boaventura Ribeiro, sócio do Boaventura Ribeiro Advogados, a MP 1045, referente ao novo Programa Emergencial, “autoriza as empresas a reduzir a jornada de trabalho em percentuais de 25%, 50% e 70% com a correspondente redução de salário ou ainda suspender o contrato de trabalho, uma e outra em prazo de até 120 dias, podendo este ser prorrogado a critério do Ministério da Economia”.

Segundo projeções, a expectativa é que pelo menos 4,7 milhões de acordos sejam realizados entre empregadores e colaboradores. A informação é do Estadão/Broadcast.

2 – Como funcionará o auxílio dos profissionais que forem impactados pela medida?

A base dos valores é calculada a partir do seguro-desemprego. Mourival explica que na hipótese de suspensão temporária do contrato de trabalho, o benefício será equivalente a 100% do seguro-desemprego a que o empregado teria direito. A regra é válida para empresas com faturamento anual inferior a R$ 4,8 milhões em 2019.

“Para empresas com faturamento anual superior, o benefício será em percentual equivalente a 70% do Seguro Desemprego, neste caso a empresa pagará ao trabalhador a título de abono, o percentual equivalente a 30% do salário contratual auferido pelo trabalhador”, salienta o advogado. O valor máximo a ser pago, com base no seguro-desemprego, é de R$ 1.911,84.

3 – Ainda existe o período de carência para quem passar por alguma redução ou suspensão?

Sim! Em qualquer um dos casos há um período de garantia de emprego que se equivale ao tempo que as medidas forem adotadas. “No caso da rescisão imotivada do contrato de trabalho neste período o empregador ficará obrigado ao pagamento, além das parcelas rescisórias previstas na legislação, de indenização no valor de: 50%, 75% ou 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, conforme o período de redução”, diz o advogado.

4 – Como funciona a formalização da suspensão ou redução?

Mourival esclarece que todo o processo deve ser formalizado e que o colaborador deve ser informado das medidas adotadas. 

“A suspensão do contrato ou redução da jornada poderá ser formalizada por acordo individual escrito ou de negociação coletiva aos empregados com salário igual ou inferior a R$ 3.300,00 ou com diploma superior e que tenham rendimento mensal superior a duas vezes o Regime Geral de Previdência Social (R$ 12.866,00). Para os empregados que não se enquadrem nas condições acima, apenas poderão ser estabelecidas por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, exceto em caso de pactuação por acordo individual escrito que estabeleça redução proporcional de jornada de trabalho e de salário em até 25%.”

5 – O que muda nas férias?

A MP 1046 permite que, assim como foi no ano passado, as empresas possam antecipar férias individuais ou oferecer férias coletivas. Além disso, a medida garante a autorização para o Teletrabalho, para antecipação de feriados, instituição de banco de horas, suspensão de exigências trabalhistas de Segurança e Saúde no Trabalho, e suspensão do recolhimento do FGTS. “No caso de antecipação de férias, o percentual correspondente a 1/3 poderá ser pago até dezembro/2021”, finaliza o advogado.

Por Bruno Piai

A evolução dos cargos do RH

No ano passado, a Cognizant, corporação que atua com tecnologia da informação, divulgou, a partir de um estudo, uma lista com as 21 novas profissões da área de Recursos Humanos. O levantamento destacou que a nova era do setor precisará ter uma atenção especial a temáticas como bem-estar, trabalho com dados e parceria entre pessoas e máquinas.

As mudanças referentes a cargos e segmentos não acompanham somente as tendências do mercado de trabalho. A atenção social dada a determinados assuntos contribui ativamente para as empresas tomarem a decisão sobre seus próximos passos. Gestor de Diversidade & Inclusão é, por exemplo, uma função que começa a ganhar espaço dentro das organizações, assim como o Chief Happiness Officer (Diretor da Felicidade), que já estampa páginas de contratos ao redor do globo.

De acordo com Vicente Picarelli, sócio-diretor da Picarelli Human Consulting, o processo de desenvolvimento de novos cargos não só faz parte de uma tendência natural de evolução do mercado, como também é acelerado por conta do chamado “novo normal”.

“O novo normal no mundo do trabalho está mais complexo e isto muda a forma de envolver as pessoas. Elas estão trabalhando mais tempo e continuamente conectadas aos seus empregos por tecnologias móveis. Além disso, suas motivações também mudaram e continuarão mudando. Elas buscam propósito e harmonia para suas vidas pessoais e trabalho. Flexibilidade, capacitação, desenvolvimento e mobilidade agora desempenham importante papel na definição da cultura de uma empresa”, pontua.

O consultor esclarece que o desenvolvimento de funções do RH tem o potencial, inclusive, de atender necessidades que a própria máquina pública, hoje, não consegue. “Já é realidade o fato de as empresas estarem substituindo, gradativamente, os papéis do Estado no que diz respeito aos assuntos que envolvem a sociedade do ponto de vista humano. Fundadas em gigantescas estruturas baseadas na acomodação de interesses e privilégios, o Estado, há muito, não consegue entregar com qualidade, eficiência e velocidade os seus serviços essenciais aos cidadãos”, salienta.

Necessidade de inovação

A necessidade em inovar quanto aos cargos não se resume aos fatores sociais ou de bem-estar. Picarelli explica que fatores como a deficiência na formação de profissionais preparados para as novas necessidades de mercado, treinamentos defasados e dificuldades de organizações para atrair e reter talentos contribuem para que seja preciso mudar alguns formatos de condução de processos empresariais.

“Do ponto de vista da nova realidade emergente, as transformações profundas não são aquelas desencadeadas pela adoção de novas tecnologias ou novos processos de trabalho, mas sim aquelas que estão relacionadas com uma nova forma de ver e sentir as coisas. Um novo comportamento que desafia os valores sem sentido ético e revela as incoerências da vida, sejam elas pessoais, sociais ou corporativas”, ressalta o consultor. Consequentemente, além de todas as habilidades técnicas e criativas, os líderes e profissionais em geral terão que desenvolver sua maturidade psíquica. 

Além de tudo isso, não podemos nos esquecer que as mudanças no RH também são conduzidas pelo “novo status” da área dentro das companhias. Seu viés cada vez mais estratégico e ativo no processo de tomada de decisões exige que haja maior assertividade na organização do setor.

Picarelli acrescenta, ainda, que “não esgotando o assunto dos novos papéis do RH, é imprescindível considerar um dos seus mais sensíveis temas: a equação Performance, Reconhecimento e Recompensa que tem sido o calcanhar de Aquiles na elaboração de uma boa estratégia de gestão de pessoas. O seu desequilíbrio é o maior causador de ruídos e conflitos dentro da organização”.

E quais são os novos cargos?

Diante do contexto apresentado, que se soma ao desafio das empresas também no que diz respeito à comunicação e à construção de uma linguagem que explique o novo mundo organizacional, Picarelli acredita que as profissões com maior potencial de ganhar vida e destaque nas organizações são (a lista e as descrições são de autoria do consultor):

Promotor da Diversidade & Inclusão

Profissional com grande experiência na matéria, com profundo conhecimento em sócio-psicologia e capacidade para administrar o assunto dentro da organização tanto em relação aos fatores que envolvem inclusão quanto no relacionamento com outras empresas e entidades do terceiro setor nos temas que tocam à diversidade.

Cientista de Dados

Profundo conhecedor em tecnologia com amplo conhecimento em big data, inteligência artificial, métodos ágeis, estatística, matemática, algoritmos, interpretando dados que envolvem os profissionais da empresa e transformando os seus resultados em inteligência de negócio e valor para a organização.

Condutor da Cultura e Propósito

Responsável por preservar os valores éticos humanos e organizacionais e garantir através de estratégias e ações que a organização esteja permanentemente direcionada para a execução dos seus propósitos, introduzindo sempre que necessário mudanças em sua cultura, suficientes para continuarem a dar vida e ânimo aos seus colaboradores.

Arquiteto Organizacional, Redes e Ambientes

As novas formas de trabalho demandam desenhos organizacionais que apresentem, em seus modelos, estruturas flexíveis que permitam o trabalho multidisciplinar, multicultural, multilocal e ao mesmo tempo propicie as infraestruturas necessárias para apoiar a sua comunicação, interação, acesso a dados, independente de onde o trabalho está sendo realizado ou o cliente atendido.

O profissional responsável por esta função deverá também desenhar as progressões de carreira através de um diálogo constante com os demais executivos da empresa com o intuito de manter sintonia entre as estratégias empresariais e o desenvolvimento de redes de apoio e de inovação conectando as partes para a realização do todo organizacional.

Gestor de Equipes – Humanos e Máquinas

Desenvolve e introduz sistemas de interação entre humanos e máquinas preparando os profissionais para a construção de um novo Mindset que aceite e sustente essa nova forma de trabalho em equipes híbridas, estabelecendo também novos padrões de resultados.

Líder e Mentor da Performance, Reconhecimento e Recompensa

Integra e estabelece coerência entre os sistemas de performance, reconhecimento e recompensa com as estratégias, papéis, responsabilidades e indicadores de desempenho organizacionais, mantendo constante equilíbrio entre as diversas variáveis da dinâmica empresarial, usando adequadamente os recursos financeiros da organização através da adoção de uma boa política compensatória que, ao mesmo tempo, considera a importância dos seus colaboradores, não somente do ponto de vista dos desafios da função, mas também do seu valor no mercado, do seu potencial, suas competências, seu crescimento profissional, sua maturidade, seus resultados e principalmente de sua expectativa psicológica satisfeita!

Executivo Líder da Força de Trabalho

Responsável pela inteligência e estratégias que garantam a disponibilidade da força de trabalho no destino e momentos exatos, com a qualificação requerida, vínculo contratual específico e ações de onboarding estabelecidas.

A partir das estratégias da organização e da projeção de novos perfis profissionais, realizar estudos de mão de obra crítica, de locais e fontes de mão de obra qualificada e desenvolver ações que tornem a organização um “imã de talentos”.

Mentor Líder de Educação e Desenvolvimento

Responsável nas organizações pela criação de estratégias de desenvolvimento que harmonizarem seus modelos cognitivos, os quais deverão, ao mesmo tempo, preparar seus profissionais para atenderem tanto as demandas de um mundo prático e de negócios como adquirirem uma capacidade inovadora e criativa para a construção de um mundo com novas possibilidades. Desenvolver líderes que conduzirão a sociedade à nova era.

Criar redes de relacionamento com universidades, instituições, escolas, editoras, professores, mestres, coaches e demais educadores para elaboração, adaptação ou definição de cursos e treinamentos necessários à organização.

Executivo Líder de Comunicação

Responsável pela construção de uma linguagem cognitiva e imagética em um ambiente de negócios onde a dinâmica das relações são mais intensas e sofisticadas exigindo velocidade, clareza e conteúdo inteligente das comunicações conectando, através de uma diversificada tecnologia midiática, os interlocutores que terão papel fundamental na disseminação das mensagens preferenciais.

Do ponto de vista estratégico, a área de comunicação de uma organização, se ressignificada, poderá desempenhar um papel essencial na consolidação da cultura que se pretende instalar ou modificar. Com os devidos instrumentos corporativos presentes, ela pode unificar a linguagem empresarial aproximando as áreas operacionais, comerciais e administrativas tendo em vista a evolução, inovação e expansão do negócio. 

Por Bruno Piai 

A segunda onda da pandemia no Brasil, ainda mais agressiva, intensificou o desafio de lidar com sentimentos como o luto, a ansiedade, a solidão e a tantas incertezas. Segundo pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), o país lidera uma lista de 11 nações com mais casos de depressão e ansiedade durante a pandemia. Já levantamento da Fiocruz aponta que os sintomas desses distúrbios afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais.

Para ajudar os brasileiros a se tornarem mais fortes nesse momento, a escola Conquer volta a disponibilizar gratuitamente, até 10 de maio, a inscrição para um dos seus cursos mais procurados, o de Inteligência Emocional, que impactou mais de 500 mil pessoas quando foi liberado pela primeira vez em abril de 2020.

Hendel Favarin, um dos fundadores da escola de negócios da nova economia, afirma que o momento pede a mobilização de todos os brasileiros, e, embora a primeira iniciativa tenha alcançado um grande público, ele representa apenas 0,2% da população.

“Estamos diante do maior desafio de nossas vidas e não imaginávamos que ele duraria por tanto tempo. Oferecer um dos nossos principais produtos de forma totalmente gratuita foi um dos caminhos que encontramos para promover uma corrente do bem e ajudar a alcançar ainda mais pessoas”, afirma. “O curso, obviamente, não é a solução para tudo o que estamos passando. Mas nessa hora difícil que vivemos, toda ajuda é bem-vinda”, completa.

O curso de Inteligência Emocional da Conquer, que tem custo original de R$ 1.960 vai auxiliar o aluno a saber lidar com a pressão e o estresse do momento, ganhar autoconfiança e autoconhecimento, além de ter maior controle emocional e capacidade de adaptação rápida a diferentes situações, bem como trabalhar em equipe.

A programação é dividida em sete módulos, com carga total de oito horas, e conta com aulas gravadas e ministradas por professores que são referência no mercado, entre eles, o escritor e palestrante Marcos Piangers, autor do best-seller “O Papai É Pop”, Geraldo Rufino, presidente do conselho da JR Diesel, e Gustavo Caetano, CEO da Sambatech. Os alunos têm acesso a ferramentas práticas para absorver os conteúdos, material didático para download e recebem certificado de conclusão do curso.

Entre os temas trabalhados nos módulos, estão “Pilares da Inteligência Emocional”, “Antifrágil e adaptabilidade em tempos de crise”, “Autoconhecimento e autogestão”, “Empatia: o que realmente é e como desenvolvê-la”, “A ciência da felicidade”, “Gerenciando relacionamentos”, “Liderando em tempos de incertezas”.

As inscrições e mais informações estão disponíveis neste link.

28 de abril é, desde 2003, reconhecido como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. A inspiração para a data receber tal status foi o objetivo de homenagear os 78 mineiros que tragicamente faleceram em uma mina norte-americana na Virgínia, em 28 de abril de 1969. No incidente, os trabalhadores morreram após uma explosão no local.

De lá para cá, os processos de segurança nas organizações passaram por constantes e importantes evoluções. EPIs (equipamento de proteção individual), treinamentos, iniciativas sustentáveis e práticas de bem-estar são alguns exemplos de ações adotadas por empresas para promover saúde e segurança a seu time de trabalho.

Com a chegada da pandemia, o desafio aumentou. Além das ações que fazem parte da rotina das companhias, questões como a saúde mental entraram em plena evidência. E não só isso. Uma vez que o trabalho remoto se tornou alternativa para encarar as mudanças no dia a dia que a Covid-19 impôs, a segurança e a saúde das pessoas a distância também precisa entrar em pauta.

A SST do Home Office

O home office será alvo de maior fiscalização por parte do Governo Federal. Isso já ficou claro com a publicação da Nota Técnica 17/2020, visando a proteção da saúde e demais direitos fundamentais (constitucionais) dos trabalhadores em trabalho remoto ou home office.

Essa norma era esperada, pois há a necessidade de regulamentação maior sobre o tema. “É complicado avaliar os resultados do home office apenas pelo período da pandemia, pois foi um momento de urgência, com a tomada de medidas emergenciais, isso fez com que muitos pontos relacionados às leis trabalhistas não fossem analisados em sua profundidade, o que deve mudar com essa primeira norma e a retomada com maior preocupação com a adequação das estações de trabalho, saúde do trabalhador e fiscalização”, analisa Tatiana Gonçalves, sócia da SST Home Office.

Com a publicação dessa Nota, diretrizes já são dadas para a proteção de trabalhadores no modelo de home office. Apontando a necessidade de respeitar a ética digital quanto a intimidade, privacidade e segurança pessoal e familiar dos profissionais.

O que significa que no relacionamento com os trabalhadores, esse tem garantido a preservação da sua intimidade, privacidade e segurança pessoal e familiar, bem como em relação à obtenção, armazenamento e compartilhamento de dados fornecidos pelos empregados.

Outro ponto importante é que se faz necessário regular por meio de “contrato de trabalho aditivo por escrito” o modelo, com duração, responsabilidade, infraestrutura do trabalho remoto, bem como reembolso de despesas relacionadas ao trabalho.

Lembrando ser fundamental se atentar às condições de qualidade de vida e saúde do trabalhador para evitar doenças e outros elementos físicos e mentais que afetam a saúde.

Também se faz necessário a adaptação e treinamento, inclusive, para qualificação e motivação das pessoas para atingir segurança, higiene, comunicação e cooperação entre equipes, grupos de trabalho, chefias e demais níveis. Isso adequa-se a diversos pontos como prevenção de doenças, com instrução expressa, clara e objetiva quanto às precauções a se tomar a fim de evitar doenças físicas e mentais e acidentes de trabalho, bem como adotar medidas de segurança, como intervalos e exercícios laborais.

Também é importante o ajuste da jornada às necessidades de trabalhadores com suas responsabilidades familiares (pessoas dependentes sob seus cuidados), de modo que a elaboração das escalas acomode as obrigações da vida familiar.

Mais um ponto a ser relevado é a necessidade de adotar modelos de etiqueta digital que oriente toda a equipe, com especificação de horários para atendimento virtual da demanda, assegurando os repousos legais e o direito à desconexão, assim como, medidas que evitem a intimidação sistemática (bullying) no ambiente de trabalho, seja ela verbal, moral, sexual, social, psicológica, física, material e virtual, que podem se caracterizar por insultos pessoais, comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, ameaças, expressões preconceituosas ou memes.

Além de garantir o respeito ao direito de imagem e à privacidade, por meio da realização do serviço de forma menos invasiva a esses direitos fundamentais, oferecendo a prestação de serviços preferencialmente através de plataformas informáticas privadas, avatares, imagens padronizadas ou por modelos de transmissão online.

Pontos de atenção no processo de Segurança e Saúde no Trabalho do modelo remoto

De acordo com Tatiana, as empresas precisam se atentar especialmente a oito pontos de atenção para promover um ambiente salubre e seguro de trabalho ao colaborador que atua em modelo remoto. São eles:

Estação de trabalho: é preciso montar estruturas adequadas para os colaboradores nas casas, levando em conta local, mobiliário e demais estruturas. Muitas vezes a empresa terá que arcar com parte destes custos;

Ergonomia: é necessário que a empresa tenha suporte de profissionais como fisioterapeutas para adequar a ergonomia, que proporcionam conforto e saúde no home office. Cuidados básicos colaboram para que a rotina de trabalho não seja prejudicial.

Acompanhamento: a empresa deverá fazer um acompanhamento constante do trabalhador, educando para que ele faça constantemente um checklist do mobiliário do home office e uma autoavaliação da postura no trabalho, para enxergar a forma que se está trabalhando e identificar sintomas como dores e estresse.

Higienização e organização: mais um importante processo educacional que a empresa deverá aplicar aos colaboradores é em relação aos cuidados para manter os ambientes de trabalhos higienizados e organizados, minimizando problemas de saúde, erros e, até mesmo, uma imagem inadequada em caso de reuniões virtuais;

Bem-estar físico: será fundamental orientações sobre postura e ensinamentos sobre exercícios que possam relaxar o físico de possíveis estresses ocasionados no trabalho.

Compliance: a empresa que optar pelo home office também terá que ter em mente que nunca foi tão relevante o compliance, lembrando que segredo é segredo. Muitas posições trabalham com informações que não podem ser partilhadas por ninguém. É necessário regras muito claras.

Contrato de Trabalho: A mudança para o home office também pressupõe adequações jurídicas das empresas, que precisarão estar muito alinhadas com suas áreas trabalhistas. Lembrando que esse modelo de trabalho ainda é muito novo.

Segurança Digital: As empresas precisam tomar uma série de ações a fim de garantir que as soluções de segurança utilizadas possam prover o respaldo necessário à boa execução do trabalho dos colaboradores em casa.

“Esses são apenas os cuidados básicos que toda empresa deverá assumir com os trabalhadores no momento do home office. Tomando esses cuidados a empresa estará assegurada de boa parte dos possíveis problemas futuros”, explica Tatiana.

Dicas de aprendizagem

A WR Educacional, plataforma de cursos gratuitos com mais de 3 mil temas, aponta cursos livres com certificados que podem auxiliar na sua evolução profissional rumo ao conhecimento das normas de SST. Confira as certificações oferecidas:

NR10 – Segurança em Instalações e Serviços de Eletricidade

O curso estabelece os requisitos e as condições mínimas da implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem em serviços com eletricidade. Aplica-se às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo.

Os principais objetivos do curso são:

– Garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem com instalações e serviços em eletricidade;

– Expandir os conceitos dos equipamentos de proteção;

– Qualificar a documentação das instalações elétricas;

– Apresentar os riscos que envolvem alta tensão.

NR22 – Noções Básicas de Saúde Laboral, Acidente de Trabalho e Doenças Ocupacionais

O curso propicia ao aluno o aprofundamento em Direito do Trabalho, abordando temas importantes como acidentes de trabalho, custos de acidentes, controle total de perdas, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Equipamento de Proteção Individual (EPI), os riscos de acidentes na enfermagem e muito mais.

NR24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos locais de trabalho

A NR 24 é dividida em duas partes. A primeira relativa à parte das condições sanitárias que envolvem todas as definições e requisitos mínimos para se obter a mínima qualidade sanitária do trabalhador e a segunda parte relativa às condições de conforto no ambiente de trabalho, tais como alojamentos, vestiários, refeitórios e cozinhas.

O objetivo é conscientizar os trabalhadores sobre a importância da limpeza e higiene no local de trabalho, a fim de evitar o surgimento de doenças, garantir o conforto e principalmente a saúde dos funcionários.

NR33 – Segurança e Saúde em espaços confinados

Este curso aborda os requisitos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, seguindo métodos de prevenção à saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

Segurança do Trabalho em Indústrias

Esse curso aborda o tema da Segurança do Trabalho e como ela é definida pelas normas e leis. No Brasil, a Legislação compõe-se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias, decretos e também as convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho ratificadas pelo Brasil.

Por Bruno Piai

Athomus Tecnologia da Informação