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Você prefere um líder fraco ou pulso firme para tomar decisões e agir?

Coluna 340

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Nos tempos atuais, percebemos um aumento considerável no número de líderes “fracos” que não tem “pulso firme” para liderar e tomar decisões. Embora a equipe não admita ou não identifique a necessidade de ser guiada e talvez sequer tenha noção da importância de seguir um líder assim, saiba que nada melhor do que poder confiar num líder que sabe o que está fazendo, que guia o grupo com autoridade, ousadia e força.

Carlos Jenezi, especialista em desenvolvimento de produtos na plataforma Brasil Editorial disse: A pior sensação é estar em um barco à deriva em momentos de crise, conflito e situações problemáticas. Ninguém gosta de estar sob a direção de um líder banana. Fato!

Ser um líder de pulso firme, definitivamente está ligado a ter uma amplitude de visão que o faz agir em momentos impetuosos e que exigem uma tomada de decisão rápida e emocionalmente inteligente.

No filme Limite Vertical, com direção de Martin Campbell, no ano de 2000, vimos a incrível aventura de uma equipe de alpinistas liderada por uma jovem que enfrenta condições climáticas adversas ao tentar chegar ao cume do K2, a segunda maior montanha do mundo.

Depois de uma série de desastres, eles acabam ficando presos na montanha, o que força o seu irmão mais velho, que também é um alpinista experiente, a montar uma equipe de emergência e correr contra o tempo para resgatar os sobreviventes.

Todavia, a parte mais impactante, o ápice da trama, se dá muito antes quando estes dois irmãos alpinistas estão com seu pai em uma escalada que acaba de forma trágica. O Pai vendo que a corda que os segurava, estava se rompendo, toma uma decisão muito difícil. Como líder daquele grupo e consciente das consequências, decide cortar a corda para salvar a equipe ao mesmo tempo em que perde a sua própria vida.

Dar a vida pela equipe parece radical. Obviamente que estamos fazendo uma analogia. Mas no universo corporativo, o líder deve agir com firmeza, tomando decisões que talvez, muitos discordem, mas é o que salvará a todos.

O líder firme não é facilmente abalado, conhece sua identidade e não age guiado apenas pelas emoções, mas pela razão também. O líder fortaleza é confiável e transmite segurança a todos ao redor, pois a equipe sabe que ele resolverá qualquer pendência. Eles confiam e até descansam na decisão do líder.

Ser um líder firme poderá soar como prepotência, pois o líder que é firme nem sempre é compreendido pelos demais, principalmente pelos líderes liberais. Geralmente ele é criticado, mas como vimos anteriormente, ele conhece sua identidade, logo, não é influenciado.

Veja bem, já aprendemos a diferença entre autoridade e autoritarismo, por isso, é importante deixar claro que o líder firme não é um jagunço, que “manda e a equipe obedece se tiver juízo”, mas é um líder que enxerga além da visão, por isso sabe quais estratégias e ações aplicar, e a equipe o segue sem questionar, por livre e espontânea vontade. Além disso, ele está aberto as opiniões, mas na hora de agir rapidamente, ele sabe o que fazer por instinto.

Atuando como Executivo em boa parte de minha carreira, uma das queixas comuns sobre os líderes que são bonzinhos demais e abertos a ouvir todos, é que a equipe não sente segurança nele e não o respeita, justamente por não ter atitude e tomada de decisão.

Carlos Jenezi disse também: nada mais angustiante para os liderados que a sensação da nau (barco) à deriva e hesitação na tomada de decisão.

Agir rápido, fazer o que deve ser feito, “doa a quem doer” e liderar com braço forte são as características dos líderes F de Firme Fortaleza.

O dicionário da língua portuguesa afirma que o termo FORTALEZA significa: qualidade ou caráter de forte. Retrata também força moral; firmeza. O líder precisa ser firme.

Cansei de ver diversos líderes, em tempos de problemas se esconderem atrás dos relatórios, desculpas ou buscando outros culpados. Tudo para não tomar decisões, ser firme e efetivo.

Líderes querendo transferir suas responsabilidades a outros, esperando por um anjo salvador que resolvesse tudo em seu lugar. O problema é que um líder que não toma uma decisão, já por si mesmo, tomou uma decisão (a de não agir).

A ideia de “ficar quieto no seu canto até a temperatura baixar” não é uma conduta válida para os líderes de pulso firme.  Portanto, se você tem sido omisso com seus deveres de líder, chegou a hora de “comprar a briga”, em prol de uma mudança significativa e fazer algo que direcione a equipe ao invés de deixá-la a deriva, como vimos.

Pense nisso e faça acontecer!

Por Marcelo Simonato, escritor, palestrante e mentor de Carreiras. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação