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Vivendo A Mudança Na Velocidade Que Respeita Seus Limites

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É assim que funciona: algo te incomoda, você avalia novas possibilidades, decide, comunica sua decisão aos impactados diretamente, implementa as mudanças necessárias, vivencia o resultado do processo e assume a responsabilidade por eles.

 

Mas, não é tão simples assim.

 

Cada etapa tem seu tempo e cada mudança tem sua “fase difícil”;

É comum a gente “travar” em alguma (ou algumas) delas; 

É importante reconhecer os riscos de cada etapa e ampliar a consciência em relação aos desafios. Mas se o desejo de mudança é grande, é preciso muita disposição e disciplina.

 

Elenquei, para cada uma das etapas, uma pequena descrição de riscos para que você avalie onde costuma travar:

1. Incômodo: cuidado com o excesso de conformismo, acomodação, régua baixa e crenças do tipo “se melhorar estraga”; 

2. Possibilidades: entenda que é mais de você pro mundo do que do mundo pra você. Atalhos e receitas fáceis costumam ser perigosos. Defina o que você quer; 

3. Decisão: não tem jeito, toda decisão leva a uma perda que gera uma frustração. No entanto, se manter dividido te deixa angustiado, coloque na balança perdas e ganhos considerando impactos de curto, médio e longo prazos, e onde você quer chegar.

4. Comunicação: compartilhar a decisão te fortalece, no entanto, comunicar aos impactados diretamente costuma ser desafiador. É comum sofrer mais enquanto está “engasgado”. Por isso, escolha o melhor contexto, canal, forma e conteúdo, mas tenha cuidado com o excesso de “momento ideal”, pois pode ser que ele simplesmente não exista. 

5. Implementação: hora de colocar a mão na massa e o plano em ação. Deixe todas as desculpas de lado e vá, com medo mesmo! Possibilidade de dar errado existe mudando ou ficando no mesmo lugar. Haja com consciência do que quer, seja coerente em relação às atitudes x impacto, e mantenha a consistência para seguir em frente. Faça ajustes, mas não diminua a meta. Admita para você mesmo que você merece mais, arme-se de competências. 

6. Resultado: hora de colher o que plantou, lembrando que nem tudo chega ao mesmo tempo e nem sempre, no nosso tempo. São pedras que constroem castelos, são pingas que permitem tombos e a sorte de quem faz por merecer. Se você está satisfeito, desfrute e pense no próximo passo. Se não está, reveja o plano e faça os ajustes. A vida é uma só, mas enquanto ela existir, não tem porque desistir. 

7. Responsabilidade: antes de recomeçar, reprogramar, resmungar ou revisitar, reconheça que a responsabilidade por estar onde está e viver o que você vive, é sua. Não se apegue aos pormenores da vida (que são muitos), mas entenda-os como obstáculos que precisarão ser superados. Como diria meu amigo, Marcos Piffer, "no ônibus da vida, consciente disso ou não, você é o motorista. Dirija são, tenha clareza do destino, ajuste a rota, estude o caminho e imprima a velocidade que respeita seus limites".

Sejam grandes ou pequenos, os incômodos são o gatilho para que todo processo inicie. No entanto, viver incomodado não garante a transformação. É preciso viver todo processo com coragem, intensidade e leveza.

 

And repeat!

 

Por Carolina Manciola, sócia diretora da Posiciona Educação & Desenvolvimento. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

Foto: Divulgação

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