- Início

- Conteúdo

Viés Inconsciente: Será Que A Sua Empresa Realmente Valoriza A Diversidade?

Coluna

Compartilhe Este Post

Recentemente, um dos conceitos mais presentes no ambiente corporativo é o da diversidade. Segundo informações divulgadas pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), 80% dos executivos brasileiros afirmam que a área de recrutamento da empresa está alinhada aos princípios de igualdade. Por sua vez, o número chega a 70% quando se trata da política de atração. Fato é que além da questão humanitária, a pluralidade de ideias advinda dos diferentes perfis contribui para a formação de um ambiente corporativo inovador capaz de aumentar o nível de competitividade no mercado.

Porém, nem tudo são flores. Dentro do movimento à favor da diversidade nas empresas ainda existe um elemento que costuma disfarça-se entre uma piada ou outra para reprimir (principalmente) colaboradores que pertencem aos grupos de LGBT+, mulheres, negros e pessoas com deficiência. O viés inconsciente, ou seja, aquele preconceito que está enraizado no subconsciente e não é praticado de maneira intencional proporciona um local hostil onde as vítimas das agressões veladas tendem a desenvolverem problemas psicológicos, diminuírem a produtividade e se afastarem do trabalho.

Na prática, esta maneira de enxergar o outro interfere na união em prol do alcance de um propósito em comum. Logo, para ter bons frutos no negócio é preciso trabalhar o viés inconsciente ao aperfeiçoar as habilidades de relacionamentos interpessoais. Afinal, as pessoas nascem iguais e os episódios que acontecem ao longo da vida são responsáveis por trazer modificações particulares na forma de pensar de cada um. Neste sentido, não há como evitar a categorização do próximo. Mas, viver em harmonia é saber valorizar as semelhanças e aprender a lidar com as diferenças.

Preparado?

O primeiro passo para amenizar o viés inconsciente na equipe é abrir os olhos. O funcionário que propaga o preconceito de forma despretensiosa não tem ideia do impacto das próprias atitudes. Então, é fundamental abrir os olhos dele para o conceito e expor as consequências que as ações resultam em toda a organização, pois a tendência de quem reconhece um problema é ficar atento para evitá-lo. A iniciativa também é um meio de ajudar na melhoria visto que a conscientização permite medir as atitudes a fim de perceber os caminhos corretos a seguir.

Em seguida, é preciso conscientizar. As pessoas podem não ser responsabilizadas pelo o que pensam, mas com certeza são pelo o que fazem. Agir é uma escolha. Portanto, para ter uma companhia inclusiva é necessário ajudar os funcionários a tomar atitudes que priorizem a diversidade. Uma boa opção para que isso aconteça é expô-los a um conteúdo informativo que diminua os estereótipos e crenças limitantes a fim de promover uma mudança de mindset na qual se incentiva o ato de enxergar os pontos positivos do colega em vez de focar-se nos negativos.

Outro fator fundamental nesta trajetória é desenvolver planos de carreira. O RH deve criar condições para que as minorias consigam realmente crescer no cargo. Além de reter os talentos plurais, o comportamento servirá de exemplo aos demais e enviará a mensagem de igualdade.

Por fim, é necessário que a transformação aconteça no DNA. Nada melhor do que evitar o incentivo ao preconceito do que implantar uma mudança comportamental na cultura organizacional. É direito de todos os colaboradores se sentirem à vontade no ambiente corporativo para que contribuam com sugestões, relatem problemas e mantenham a produtividade sem se sentirem ameaçados. Sendo assim, o RH deve esforçar-se para inserir valores de igualdade na cultura a fim de criar uma empresa aberta. Ou seja, sem discriminações.

E, então, será que a sua empresa realmente valoriza a diversidade? Fique atento!

Por Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

Gostou desse post? Compartilhe!