- Início

- Conteúdo

Uma em cada cinco empresas acredita que não existe fraude na sua operação

Pesquisas 968

Compartilhe Este Post

Um estudo global realizado pela consultoria Protiviti, em parceria com a Utica College, levantou que uma considerável parcela das empresas não conta com um programa efetivo de gerenciamento de risco de fraude. Das 748 lideranças globais – compostas por profissionais da área de auditoria financeira - presentes na pesquisa, uma a cada cinco empresas afirmou acreditar que não há casos de fraudes dentro de seus ambientes.

Foi identificado que 43% das organizações não possuem treinamento sobre ética e fraude para conscientizar seus colaboradores, embora 84% delas tenham um profissional especializado em auditoria interna responsável em gerenciar um programa de risco de fraude. 36% dos entrevistados explicam que os recursos limitados das empresas consistem no principal desafio para que estratégias sejam desenvolvidas.

Outro dado levantado pelo estudo mostra que uma a cada três organizações não confia em fornecedores. É por meio de agentes internos que violações podem ocorrer, como crimes cibernéticos e fraudes de fornecedores, por exemplo.

Vale ressaltar que a maioria das fraudes costuma levar de 6 a 60 meses para ser descoberta. Com isso, o impacto nas finanças e na reputação da empresa pode ser proporcional ao período. No ano passado, organizações ao redor do planeta tiveram prejuízo de US$ 7 bilhões por conta das atividades ilícitas.

O cenário no Brasil

Para Alessandro Gratão, líder das práticas de auditoria interna e financial advisory da Protiviti, o Brasil conta com fatores ainda mais alarmantes em relação ao cenário internacional. “Os riscos de fraude no Brasil são potencializados por questões culturais como a burocracia, a baixa maturidade de processos internos, os controles altamente dependentes de pessoa, a pressão situacional e conflitos de interesses não mapeados, os investimentos limitados em auditorias interna e também a segurança da informação”, diz.

Gratão enfatiza que, no país, auditar o risco exige tempo e uma abordagem planejada com cautela. “Normalmente as empresas não estão municiadas de tais recursos pela especificidade requerida, sendo que nestes casos é recomendado a utilização de apoio de parceiros especializados que agem por demanda, de forma preventiva ou em resposta a eventos adversos”, acrescenta. Além disso, o auditor ressalta processos como qualificação e reciclagem de funcionários como essenciais para gerenciar o problema.