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Um “Linkedin” Só Para Mulheres Daria Certo No Brasil?

DIVERSIDADE

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Em época na qual as mulheres assumiram uma postura mais ativa na luta por equidade nas empresas, a empresária Sophia Amoruso, CEO da Nasty Gal, varejista de moda, foi ainda mais além. A também executiva da startup de mídia GirlBoss, criou uma rede social de mesmo nome voltada para o público feminino. O objetivo da plataforma é não só auxiliar na recolocação de mulheres no mercado de trabalho, mas também ser uma rede que estimule o compartilhamento de experiências.

“Minha expectativa é que as mulheres não se limitem a compartilhar aquilo que fazem, mas também quem são, mostrando a sua personalidade e o que as orgulham e fazem ser quem são”, comentou Sophia. Recém-lançado, o site é gratuito e, por enquanto, somente está em inglês – clique aqui para acessá-lo.

Porém, será que o “LinkedIn” das mulheres funcionaria no Brasil?

Até 2017, o LinkedIn, no Brasil, contava com mais de 27 milhões de usuários, além de 8 milhões de empresas. Do total de pessoas cadastradas, as mulheres representam 44%. Para Jorgete Lemos, consultora organizacional e sócia diretora da Jorgete Lemos Pesquisas e Serviços, “existe um gap considerável nesse percentual”. Ativa em causas de diversidade, a especialista pontua que “se o LinkedIn tivesse interesse, ou pensado em ampliar o espaço junto às mulheres, poderia fazê-lo, considerando o percentual de mulheres na população brasileira e na força de trabalho, o que estimularia a inclusão”.

Segundo Jorgete, se houver no Brasil iniciativa semelhante ao GirlBoss – ou até mesmo a popularização do próprio, caso a plataforma tenha uma versão em português – “será estabelecida concorrência e também a curiosidade para adesão a algo novo e favorável à competição entre homens e mulheres, e a plataforma feminina funcionaria como uma ação afirmativa, alavancando o crescimento da visibilidade às mulheres como uma força”.

Para ela, ainda assim, é necessário que a plataforma apresente clareza em seus objetivos e não se torne um espaço de segmentação (e segregação) ao invés de ser efetivamente de inclusão. “Observando a página da GirlBoss – a startup -, vemos que o biótipo predominante é de jovens e, embora mulheres brancas e negras estejam equiparadas, a geração 50+ e as obesas estão subrepresentadas, enquanto as mulheres com deficiência sequer aparecem”, aponta.

A consultora levanta que o site é para classes sociais que consomem grifes, o que pode ser um incentivo para que ele se destaque no Brasil, já que “adoramos seguir a regra global, principalmente quando é ‘made in USA’, mas é importante alertar os responsáveis que corremos o risco de perder a relação He For She e ficarmos só no She For She, quando a meta é: He For She e She For He”, finaliza.

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