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Trilha Para O Aprimoramento Da Arte De Falar Bem

Coluna 3677

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Tudo fica fácil depois que aprendemos, não é verdade? Tenho uma lembrança de um dos meus filhos: toda vez que tinha algo novo para fazer, fosse um trabalho manual, um novo aprendizado ou criar condições para realizar um sonho, a primeira coisa que ele dizia era: “não sou capaz, não vou dar conta”.  Ficava preocupado, principalmente porque tinha a certeza de que ele não havia herdado de mim. Com jeito e um pouco de insistência, ajudando aqui ou ali, ele ia descobrindo que o desafio não era tão grande, que o problema tinha solução. Assim, gradativamente, foi mudando o seu próprio conceito e suas crenças a respeito de si mesmo.

O medo de falar em público e a prática de se comunicar

Identifico no processo de comunicação, para muitas pessoas, o mesmo comportamento negativo ou pessimista: “Falar em público? – De jeito nenhum, eu não consigo!”; “Fazer uma palestra? -Nem pensar!”; “Conceder uma entrevista? – Mas nem morto!”.

Participar de um congresso ou seminário, prender a atenção dos ouvintes, motivar pessoas para a ação, conduzir e conseguir bons resultados em negociações, falar de improviso. Muita gente, por incrível que pareça, prefere fugir a fazer. E quando o faz, surgem problemas relacionados ao desenvolvimento das ideias, do uso da voz e do corpo e, principalmente, a ausência de confiança e autoestima, tão necessárias para falar com segurança e naturalidade.

Uma forma simples de entender e solucionar essas eventualidades

Dentre os modelos e métodos desenvolvidos no mundo empresarial, destaca-se o sistema 70–20–10, que também pode ser aproveitado para o aprimoramento da comunicação. Trata-se de um modelo desenvolvido na década de 90, pelos professores Robert Eichinger e Michael Lombardo, que propõe que 70% do que aprendemos é proveniente das nossas próprias experiências de vida, do enfrentamento dos desafios, da prática diante das oportunidades. Conforme Eichinger e Lombardo, 20 % são oriundos do convívio com outros profissionais e colegas de trabalho. Isso ocorre por meio da observação, dos feedbacks, dos exemplos. Os outros 10% são os conhecimentos obtidos por meio dos treinamentos, da participação em cursos, congressos, seminários, leituras e certificações.

Formatos de treinamento mais eficientes

Conheço algumas escolas que se consagraram por meio das etapas de treinamento propostos, dentre os quais destaco:

Cursos de PNL (Programação Neurolinguística), subdividindo seus ensinamentos em trilhas – “Pratictioner, Master Pratictioner e Trainer”.  Outro sistema bastante conhecido são os Treinamentos INSIGHT, subdivididos em quatro etapas, cada uma abordando um ponto diferente do processo de autodesenvolvimento e transformação pessoal.

O Sistema educacional brasileiro, também é organizado em trilhas, que englobam as seguintes fases: Educação Infantil, Pré-escola, Ensino Fundamental, Ensino Médio, enveredando, conforme o interesse de cada um para Ensino Superior, Pós-Graduação, MBA, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.

Um sistema de trilha em Comunicação pode abranger vários módulos ou etapas para o contínuo aprimoramento. Em Comunicação Verbal, criamos uma trilha que poderá facilitar a sua vida ou de quem deseja um contínuo aprimoramento na arte e beleza de falar em público:

Fase I – Aspectos Psicológicos

Trata-se de buscar recursos para enfrentar os medos e a ansiedade. O que se consegue com o conhecimento das características positivas e redução da dependência da aprovação das outras pessoas. Na medida em que cada um se dá conta das suas vontades, capacidades, competências e inteligência, encontra a força e a coragem para enfrentar o medo da exposição, quer seja diante de uma plateia, de uma tela de computador ou uma câmera de vídeo ou TV.

Fase II – Estruturação do pensamento e roteirização

Trata-se da organização das ideias, da preparação consciente dos argumentos, dos exemplos. É como se fosse uma linha de montagem de um produto em uma fábrica, na qual são inseridos componentes até que o produto esteja pronto. Assim, passo a passo a apresentação é estruturada, desde análise do público alvo, a sequência dos argumentos e o final da exposição.

Fase III – Embelezamento e Impacto

É a hora de dar vida à fala, com o adequado uso da voz e da expressão corporal, da empatia e simpatia, do bom humor e do uso adequado dos recursos técnicos e audiovisuais.

Fase IV – Plano de aprimoramento

Por último, como sugestão, pode-se estabelecer um plano de aprimoramento continuado, podendo envolver os seguintes recursos: Comunicação não violenta; apresentações vendedoras; como lidar com a imprensa e mídias digitais; contação de histórias (storytelling); como tornar-se um palestrante profissional; como negociar; revisão gramatical e técnicas de redação.

Assim, estabelecendo um projeto e buscando os recursos para esse aprimoramento, os resultados são obtidos para quem deseja liderar com assertividade causar boa impressão, influenciar outras pessoas, fazer a diferença e sentir-se feliz por ser útil, por servir como líder, pai, professor ou apresentador.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO do Instituto Passadori. é um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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