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Treinamento E Performance Um Casamento Possível

Coluna 1683

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Você talvez concorde comigo que muitas vezes é complicado conseguir ver na prática nossos esforços de treinamento se transformando em Performance.

As variáveis que podem promover este casamento perfeito são tamanhas que no dia a dia acabamos focando naquilo que está na nossa mão ou apenas no nosso campo de conhecimento. Tudo bem! O que importa mesmo é aprendermos e evoluirmos. Porém, isso cabe, não somente a quem participa dos treinamentos, mas para quem os prepara, organiza e demanda.

Algumas destas variáveis são:
• Público participante (Audiência)
• Público influenciador (Pares, Lideres, Liderados)
• Desafio contextual
• Problemática a ser resolvida (demanda)
• Correta determinação do objetivo do projeto
• Correta determinação do objetivo de aprendizagem
• Definição da mensagem central
• Correta Curadoria
• Desenho adequado da Jornada de Aprendizagem
• Adequação à verba disponível
• Agenda
• Comunicação
• Logística
• Escolha do parceiro correto (A Fidelidade neste campo é bem comum por uma questão de segurança, mesmo que a consultoria não se atualize ou atenda de forma completa, mas que tem boa nota na avaliação de reação por exemplo, ou já tem cadastro na empresa, uma vez que muitas empresas ainda se rendem a processos que demoram uma eternidade)
• Validação do aprendizado
• Sustentação do aprendizado
• Enfrentar a diferença de visão sobre treinamento entre RH, CEO, CFO
• Vincular treinamento aos objetivos estratégicos de negócio
• Reduzir custos através de tecnologias e ferramentas on-line e de autodesenvolvimento
• Conseguir adesão nas plataformas on-line
• Escolher corretamente as ferramentas de potencialização da aprendizagem sem cair na
falácia das tendências.

Certamente existem outras variáveis. Busquei aqui listar aquelas que como consultor ouço com mais frequência.

Contudo, todas as variáveis estão vinculadas de uma forma ou de outra ao Modelo Mental da Companhia e sem considerá-lo na composição de uma estratégia e plano de ação de um processo de treinamento, a chance de termos problemas é muito grande.

Não estou falando de simplesmente saber as diretrizes ou as condições que foram "impostas" pela companhia: Verba X, Tempo Y, Volume por sala H, Ferramenta Z e assim por diante. Estas são condições que cabem, muitas vezes a executiva definir. Quando estamos na operação de fato, precisamos nos adequar ao jogo, verdade?

Sendo este o contexto, conseguiremos transformar treinamentos em performance somente quando criarmos as condições para isso. Veja como:

• Antes de mais nada, deve-se saber que sem trabalhar o mindset suas chances de promover mudança na performance ficam muito baixas, já que performance melhorada é evidência de aprendizado.

• Ao trazer o tema do mindset para o processo de preparação dos treinamentos você melhor adequa o contexto de aprendizagem e encontra as evidências que sustentam o objetivo do projeto, bem como as que atrapalham. Com isso você também levará até a direção uma conversa mais precisa sobre as condições apresentadas e o que precisa ser feito para alcançar os resultados desejados.

• Estamos falando de pelo menos dois Mindsets a serem considerados: o da empresa e o da audiência. Ao considerarmos o da empresa, podemos aprofundar este processo de forma a levar em consideração o seu nível de consciência atual e o nível de consciência desejado ou necessário para atingir o objetivo desejado. Este "delta" entre os níveis de consciência indicam o que temos como apoio ao projeto e o que temos como bloqueios.

De forma superficial e ampla, estes 3 aspectos acima devem ser considerados com seriedade por aqueles que desejam realmente transformar treinamento em performance.

Um grande abraço,

Por Tiago Petreca, diretor fundador e curador chefe da Kuratore - consultoria de educação corporativa. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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