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Treinamento Com Base No Sentido Da Visão Incentiva Maior Assimilação De Dados

TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

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Atualmente, os termos Indústria 4.0 e 4ª revolução industrial aparecem com uma frequência significativa no mercado. Este cenário remete ao surgimento do mais novo período vivido pela sociedade, no qual o impulsionamento da automação das fábricas padroniza os processos de produção a fim de otimizar a jornada de trabalho dos colaboradores, sem pecar na qualidade dos serviços. Na prática, a iniciativa trata-se da convergência de tecnologias dentro de uma conexão dos mundos digital e humano, em vez do emprego isolado destes recursos.

Diante deste panorama, é inegável que as pessoas se tornem recursos valiosos para as empresas. Afinal, a habilidadede desenvolvimento das atitudes comportamentais (soft skills) contribui com a criação de ideias inovadoras, capazes de aumentarem o nível de competitividade mercadológica. Portanto, a área de educação corporativa mostra-se imprescindível para a sobrevivência dos negócios. No entanto, a satisfação em relação ao desempenho dos designers instrucionais está baixa.

O Panorama de Treinamento no Brasil 2019 identificou que a eficiência do trabalho das equipes de Treinamento & Desenvolvimento está somente no patamar de 15%. Em alinhamento com este cenário, os resultados positivos dos projetos entregues no último ano passaram de 21% para 7%. Fato é que a construção de uma solução de aprendizagem vira uma tarefa complexa ao enfrentar uma realidade com necessidade de produção em grande escala, tempo escasso, ausência de especificidade dos objetivos instrucionais e briefings que nem sempre estão completos.

De acordo com Renato Gangoni, CEO da Visual Insight, os elementos que compõem a rotina diária dos designers instrucionais provocam dificuldades no momento da escolha do melhor formato de treinamento para determinada audiência. A partir deste olhar, o especialista idealizou as matrizes de mídias a fim de auxiliar os profissionais nesta trajetória. “A solução foi feita com base em quatro categorias que impactam diretamente a qualidade dos projetos: volume de informação, complexidade da informação, capilaridade da informação e prazo de desenvolvimento. Neste caso, os itens são classificados nos graus de muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto. Então, supondo que eu desejo transmitir um dado com baixo nível de complexidade, consigo enxergar que a alternativa ideal é o quiz, porque resulta em um canal de aprendizagem ágil e atrativo - o que simplifica a resolução da demanda. Ou seja, a ferramenta é uma espécie de guia em tomadas de decisões estratégicas para as iniciativas de treinamento”, afirma.

Ainda sob o ponto de vista de Gangoni, as categorias são adaptáveis a partir da necessidade de cada cliente. “O primeiro passo na montagem de uma matriz de mídia é ir a campo. Logo, é feita uma escuta sobre as demandas das organizações, a compreensão do contexto destas urgências e a identificação dos recursos disponíveis para a ação de educação corporativa. A intenção é adequar as expectativas com a realidade da área de T&D, a fim de gerar soluções palpáveis”, explica.

No final das contas, o segredo do sucesso das matrizes de mídias é caminhar ao lado da linguagem visual. Dan Roam, autor do livro The Back of The Napkin, relaciona esta metodologia com o futuro da solução dos desafios corporativos, porque a habilidade de visualizar a situação promove a descoberta de insights escondidos no ambiente dos pensamentos.

“Apesar de o ser humano adquirir conhecimento por meio da integração dos cinco sentidos, a visão destaca-se em termos de assimilação de informações, pois capta a essência do conteúdo ao exigir menos esforço físico e químico do cérebro - o que reduz o tempo de aprendizagem. Além de otimizar a absorção de dados com o uso do lúdico, a prática formatada na matriz de mídia também simplifica o compartilhamento de ideias com a equipe de treinamento, já que as imagens são de compreensão universal”, pontua o CEO.

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