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Transformação tecnológica traz desafios para empresas em 2020

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As pessoas, os produtos e serviços estão em constante mudança. Empresas vêm entendendo cada vez mais a importância de investir em inovação e tecnologia. Um a cada três empresários acredita que a indústria brasileira precisará dar um salto de inovação nos próximos cinco anos para garantir a sustentabilidade dos negócios em curto e longo prazos, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa. Para acompanhar essas mudanças as características dos profissionais, os modelos de negócios e a cultura organizacional da empresa também devem mudar.

A especialista em gestão e CEO da Future Minds Consultoria, Lilian Cidreira, explica que as empresas devem olhar com urgência para o futuro, mas sem esquecer o presente. “O cenário de avanço tecnológico exige uma equipe ambidestra, em que é necessário uma parte dela pensando no presente e garantindo uma receita recorrente e outra analisando tendências de futuro para sustentar a perenidade ao negócio”, diz. 

Para acompanhar esse processo de transformação puxado pela tecnologia, a gestão de pessoas também mudou o modo de enxergar o capital humano dentro das empresas e otimizou muitos processos, servindo até para prever ou conter gastos antes considerados normais, mas que, na realidade, são desnecessários para os negócios. Processos mais burocráticos, com alçadas de aprovação longas, levam às empresas a tomar tempo de gestores além do necessário. “O investimento realizado em sistemas de aprovação que envolvam várias áreas é um exemplo de gasto que era comum de ser realizado até pouco tempo e que se torna desnecessário em uma fase que tempo de demora pode representar a perda de um projeto”, esclarece Lilian.

Além disso, as expectativas dos colaboradores em relação à reconhecimento, feedbacks se tornou mais exigente, muito por conta do imediatismo oferecido pelas redes sociais que os colaboradores levam para dentro da organização. “Antigamente,  era comum demorar de 5 a 10 anos para ser promovido. Hoje em dia, requerem algum tipo de reconhecimento com 6 meses ou 1 ano de prestação de serviço.”, diz a especialista.

Por isso, culturas que ainda seguem um padrão hierárquico e muito burocratizado não conseguem se manter vivas diante das transformações na forma de se relacionar e agir. “A velocidade e a transformação percorrem vários setores. Há o lado cultural, o do negócio e o das pessoas, e para que esse último ande rápido, os processos e ferramentas dentro da empresa devem acompanhar esse cenário”, explica a gestora.

Por isso, tendências como Design Thinking, Lean e Scrum são essenciais para gerenciar tarefas. “As empresas precisam tomar decisões rápidas para se manter competitivas. Elas precisam ter dentro do ambiente essas ferramentas e cultura que estimule a criatividade”, finaliza Lilian.