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Trabalho E Saúde

Coluna

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(Excertos do livro “Medicina e Saúde” de Wilson Lopes)

O investimento na saúde mental do “Humano” dos “Recursos” empresariais é muitas vezes ignorado, repercutindo negativamente no retorno esperado.

A Medicina do Trabalho limitada a cumprir a lei, olha somente o lado físico do Humano como máquina e, raramente se ocupa em tratar do aspecto emocional que, na realidade afeta a saúde e o comportamento do ser humano.

O absenteísmo e o excesso de turnover nas empresas de mão de obra intensiva representa um custo adicional que pode ser reduzido com uma liderança e gestão sensível aos aspectos extra físicos dos seres humanos.

A bactéria provavelmente existe desde o surgimento da vida na Terra, mas somente no século XV, com o desenvolvimento dos microscópios, o homem tomou conhecimento de sua existência! Todo o conhecimento médico de então se transformou.

Exatamente é isso que está acontecendo nestes últimos 30 anos com a descoberta de que os sentimentos são responsáveis por inúmeras doenças que afetam a qualidade de nossas vidas. Por que algumas pessoas desenvolvem certos tipos de doença e outras não, se todas se encontram expostas aos mesmos agentes destruidores, como os vírus e as bactérias?

Na década de 1970 surgiu uma nova abordagem cientifica demonstrando a relação entre o estado mental do indivíduo e seu sistema imunológico: a Psiconeuroimunologia – PNI, isto é, a reciprocidade entre os Sentimentos e os Sistemas Nervoso Central, Endócrino e Imunológico.

Os Sentimentos saudáveis, promotores da legitima autoestima como a Sensação de Realização, de Amor e Alegria, e outros semelhantes, fazem com que o corpo humano produza quantidade ideal de endorfina, metaendorfina e encefalina, responsáveis pela sensação de bem-estar e que auxiliam o movimento vascular cerebral. Esses Sentimentos atuam sobre a glândula pineal que alimenta a produção de melatonina e de hormônios, fortalecendo as defesas imunológicas.

Já os sentimentos doentios como o Ódio, a Mágoa, o Medo, a Ira, e outros do mesmo teor, promovem efeitos que fazem com que o córtex cerebral emita ordem de alarme e desencadeie uma reação do Tálamo e Hipotálamo, e destes para a Hipófise e as Suprarrenais, liberando adrenalina, noradrenalina, dopamina e acetilcolina, aumentando a sua produção em até cinquenta vezes o normal, em segundos, resultando em reações cardiovasculares, respiratórias e metabólicas.

A produção de adrenalina em condições de sentimentos saudáveis é de 1/3 da produção de noradrenalina. Essa correlação, alterada pelos sentimentos negativos de forma continuada acaba ocasionando distúrbios como: desânimo, dispersão da concentração, irritação, insônia, diabetes, alterações cardíacas, ansiedade, distúrbios urinários, podendo atingir o fígado, o pulmão e o estômago.

A mágoa contínua pode ocasionar hipertensão, enxaquecas, t. p. m., asma, doenças da pele e até infarto! O câncer não foge a essa regra. Estudos demonstram ser o câncer resultante de uma desarmonia emocional que desarticula o sistema energético, reduzindo a capacidade do organismo em combater as células malignas que, sem combate, se reproduzem rapidamente.

Estudos realizados com pacientes portadores de tumores malignos sugerem haver relação entre o surgimento de células cancerosas com situações de perdas significativas e depressão. Vírus, bactérias e demais micro organismos se nutrem das células quando se instalam em áreas debilitadas. Culpa, solidão e abandono resultam nessa sensação de perda da própria estima, muitas vezes inconsciente.

Qual a dificuldade do atendimento médico tradicional em combater determinadas doenças? Pela simples razão de que o método usado não observa o paciente como um ser Físico e Espiritual, mas como peças separadas de uma máquina, tratando o efeito visível, sem neutralizar a causa. Falta à medicina tradicional observar a correlação entre a saúde física e mental. Falta aos homens um maior entendimento quanto a sua dupla natureza: Física e Espiritual. Sem saúde emocional não haverá saúde física. Somos o que sentimos!

A busca do equilíbrio emocional e da Paz interior, pela Fé e a Esperança, tem um efeito altamente salutar, proporcionando equilíbrio dos sistemas Nervoso e Endócrino, evitando os estados depressivos, pela produção de Endorfina, tão útil para o bem-estar do homem.

Essa percepção deve ser ampliada na Educação Comportamental das lideranças empresariais para reduzir os males inerentes ao desequilíbrio emocional ou estresse no trabalho, tornando a relação empregado-empregador uma parceria solidária na busca de realização profissional e pessoal sob os aspectos materiais e emocionais. Ao RH compete formar lideranças legitimas e, implantar políticas transparentes de gestão de
pessoas, equânimes e justas.

Por Vicente Graceffi, consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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