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Trabalhar Demais É Prejudicial Para A Sua Carreira

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

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De acordo com um levantamento feito pela City University of London e divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, excesso de trabalho é prejudicial para as perspectivas de carreira e também para a saúde. A análise que determina a afirmação foi realizada a partir de microdados de quase 52 mil trabalhadores, em 38 países da Europa, entre 2010 e 2015.

Um outro estudo, este conduzido por professores americanos do Instituto Politécnico da Virgínia, da Universidade Lehigh e da Universidade Estadual de Colorado, chegou à conclusão de que a expectativa de estar disponível a qualquer hora – mesmo que nenhuma tarefa seja realizada – pode aumentar as chances de o profissional sofrer estresse e/ou ansiedade. A pesquisa envolveu mais de 300 profissionais americanos.

As informações levantadas pelos estudos trazem à tona o quão perigoso pode ser o excesso de trabalho. A seriedade da questão se faz valer ainda mais em época na qual as doenças mentais se proliferam de maneira alarmante no mundo. O Brasil, por exemplo, segundo a Organização Mundial da Saúde, tem a maior taxa de ansiedade do planeta. Em levantamento divulgado no início do ano passado, foi identificado que 9,3% da população do país sofre com este mal. Além disso, vale ressaltar também a estatística em torno da depressão, que, segundo a entidade, é a doença que mais atinge pessoas em escala mundial (mais de 320 milhões de habitantes) – com o Brasil liderando os casos na América Latina.

Segundo Leila Arruda, coach da LeaderArt International do Brasil, o contexto traz uma nova preocupação à medida que muitas empresas ainda não estão engajadas ou prontas para lidar com a questão da saúde mental dos funcionários. “A maioria das empresas dificilmente move alguma ação para cuidar do estado mental de seus colaboradores”. Contudo, a ausência de atitudes de prevenção não necessariamente reflete à falta de interesse, mas sim a despreparo. Por conta disso, Leila aponta algumas dicas que as empresas devem seguir para propiciar maior qualidade de vida aos seus funcionários:

  • Proporcionar um ambiente leve, agradável e que estimule a parceria entre os colaboradores;
  • Criar uma jornada de trabalho sadia e flexível, tanto em horas de trabalho quanto em volume de demandas e assistência necessária;
  • Se alguma cobrança for necessária, fazê-la com firmeza, mas sem excessos, pois eles podem gerar tensão, nervosismo, pressão, dentre outros problemas;
  • Se comunicar com o funcionário. Passar feedbacks e ouvi-lo a respeito do que está ou não dando certo.

A especialista aponta também para a necessidade de haver um menor distanciamento entre os funcionários e a área de recursos humanos, afinal, o setor é peça-chave no exercício de mudanças e processos que melhorem a experiência profissional do trabalhador.

“Muitos empregados ainda não se sentem à vontade, em especial nas grandes empresas. Se não existe sigilo em questionários e confidencialidade entre colaborador e RH, os funcionários não sentem confiança, e se sentem obrigados a aceitar termos que consideram desconfortáveis por acreditarem que sua opinião não será ouvida, ou pior, exposta”, explica Leila, que reforça a importância do RH em desenvolver medidas de aproximação, de modo a engajar e motivar a equipe da empresa, além de mantê-los mentalmente saudáveis.

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