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Tom Coelho inspira evento sobre gestão de pessoas e autodescoberta

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Na última semana, o Teatro Municipal de Mauá recebeu um evento de caráter verdadeiramente especial. 8 dos mais importantes palestrantes do mercado se reuniram para o encontro “Gestão de Pessoas no TOM da Excelência”, ação social promovida pela Associação de Gestores de Recursos Humanos (AGERH) que ajudou na aquisição de recursos tecnológicos médicos para o palestrante Tom Coelho, que enfrenta a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Com a casa cheia, a rodada de palestras foi aberta por Cláudio Luvi, Consultor em Desenvolvimento de Potencial Humano, que trouxe à tona a importância de saber trabalhar com pessoas de diferentes gerações, personalidades e pensamentos. “As pessoas não mudam quando querem. O papel do gestor é descobrir e desenvolver o melhor de cada um, criando uma atmosfera de união na qual as diferenças são respeitadas e todos têm voz e importância para se manifestar”. Na sequência, a psicóloga, escritora e coach Ana Paula Puga tomou a palavra para falar sobre a positividade na resolução dos problemas. Sob a inspiração da bravura de Tom Coelho em sua luta contra a doença, a especialista ressaltou a necessidade de “aprender a lidar com as situações conforme a sua realidade, pensando em soluções, mudando o ponto de vista e tendo controle de nossos sentimentos, para que assim não criarmos problemas que não existem e nos concentrarmos somente na resolução”.

Com uma mensagem diretamente voltada a líderes e empreendedores, o consultor organizacional Carlos Chaer pontuou o poder da atitude. Inspirado em uma frase de Tom Coelho que diz que “empreender não é abrir um negócio, mas sim ter atitude e fazer algo diferente que tenha valor para alguém”, o co-autor dos livros Ser Mais em Vendas e Ser Mais em Coaching reforçou o quanto a coragem é fundamental para a realização de qualquer sonho, meta e projeto. “Quando há significado por trás e não somente lucro, a tendência é qualquer negócio ou prática de liderança dê certo. É instintivo trabalhar naquilo que acreditamos, o que é a chave para o sucesso”.

Na palestra seguinte, Irineu Toledo, jornalista, publicitário e radialista da Transamérica FM, também se apegou à importância do pensamento e de ações positivas para a construção de conquistas e a realização de desejos. “Seja em uma empresa ruim ou em um relacionamento que não deu certo, temos que entender que nós não perdemos dias. Nenhum dia é perdido. Cada um deles é uma oportunidade para melhorarmos e nos desenvolvermos em prol de uma evolução em nossa vida e carreira”.

A tônica do evento foi conduzida pela importância de buscar a felicidade e a realização pessoal. Nessa linha, Daniela Lago, professora, escritora e coach, deu um show de carisma ao falar sobre a visão de carreira no país. “Não é saudável o modo que se vende carreira no Brasil. É preciso entender que a empresa é um meio, é algo que faz parte da nossa trajetória. Nós não podemos encarar uma empresa como nossa vida, como nossa prioridade máxima. Há muito mais além disso e nossa felicidade, nossa saúde mental carece dessa mudança de mindset”.

Em sintonia de temas, Sidnei Oliveira, consultor de carreira e expert em conflito de gerações, e Eugênio Mussak, professor e empresário, usaram de sua experiência para falar um pouco sobre a importância de estarmos sempre buscando aprender. De acordo com Oliveira, o chamado “choque de gerações” é a oportunidade para pessoas com diferentes idades, ideias e pensamentos abrirem a mente para aprender coisas novas, assim conduzindo uma valiosa troca de informações. Já Mussak enfatizou que todos nós conhecemos pessoas que acham que sabem de tudo, um caminho perigoso no autoconhecimento e autodesenvolvimento, já que esses indivíduos criaram uma bolha na qual aquilo que sabem é lei e o que discordam é errado.

Um dos palestrantes mais aguardados, Caco Barcellos, jornalista e apresentador do Profissão Repórter, da TV Globo, fez da sua palestra uma honrosa menção à importância do trabalho social. “O que eu e minha equipe fazemos no programa é dar voz àqueles que se sentem oprimidos, aqueles que são maioria em nosso país, mas cuja realidade as camadas mais ricas tentam distorcer, apagar, fingir que não existe. Essas pessoas têm histórias maravilhosas a serem contadas e se nós fizermos o exercício de ouvi-las, de tratá-las com respeito, com dignidade, nós vamos conhecer o melhor que o Brasil tem a oferecer, a cultura que ele tem a nos apresentar”.

Finalizando o evento, o executivo Danton Velloso conduziu uma reflexão sobre o nosso papel como seres humano, trazendo à tona o quanto ainda temos a evoluir como sociedade e o quanto boas práticas, ações de conscientização, otimismo e trabalho em equipe podem ser a chave para essa evolução que buscamos e que, acima de tudo, precisamos.