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Síndrome de Burnout: Cuidado para não trabalhar demais e “se queimar”

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Foi em uma sessão de coaching em que a profissional que estava me atendendo fez uma série de perguntas buscando entender comigo o que estava acontecendo, pois depois de 5 anos de completa paixão pelo meu trabalho eu vinha me sentindo desanimada, cansada e muito estressada.

Muito pouco mencionada até então, ao menos na minha opinião, esta síndrome que intitula o artigo foi, enfim,  oficialmente reconhecida e classificada pela Organização Mundial da Saúde.

Mas o que isso significa? E como isso pode impactar na minha carreira? A Síndrome de Burnout acontece por um esgotamento, um desgaste profissional muito grande. A “boa” e velha política de levar os funcionários ao seu limite, tensão, pressão máxima para as entregas ou mesmo de gestão pelo medo são alguns dos fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver esse distúrbio.

As consequências do desenvolvimento do Burnout, por sua vez, variam desde ansiedade e dificuldade de concentração até depressão, agressividade e ausências no trabalho. Tensão, estresse crônico, cansaço, dores de cabeça, insônias e distúrbios gastrointestinais são outros fatores que dão indícios de que o seu ambiente corporativo pode estar te desgastando.

Nesse contexto, você pode estar pensando que tudo isso é frescura, que se a pessoa não está aguentando ela então deve pedir para sair e procurar outro tipo de trabalho, mas a verdade é que não é bem assim que as coisas funcionam – aliás, nunca foi e nunca será, doa a quem doer. Estima-se que no Brasil já são 30 milhões de pessoas diagnosticadas com a Síndrome de Burnout. Só para você ter uma ideia este número é quase 3 vezes maior do que a população de Portugal.

Por isso, é muito importante que você esteja atento e se lembre de se cuidar, colocar limites, estabelecer o que é importante. Esse caminho sempre será a melhor opção. Eu sei que já dei essas sugestões em outros artigos que já escrevi, mas não custa lembrar que são ações como essas que verdadeiramente podem trazer resultados no médio e no longo prazo:

1 - Tenha melhores hábitos

Estabeleça no mínimo três rotinas ou hábitos que te tragam prazer, alegria ou relaxamento e coloque em prática ao menos uma delas por semana. Não precisa ser nada complexo e cheio de detalhes, muito pelo contrário. A simplicidade e praticidade farão a diferença. Como por exemplo, dançar, ouvir música, meditar, nadar, tomar 15 minutos de sol, ler um livro que não seja técnico, alongamento, atividade física e por aí vai.

2 - Crie uma matriz de decisão e priorização para o trabalho

Na loucura e hiperconexão que estamos vivendo hoje, se não estabelecermos os nossos limites ninguém irá fazer pela gente. Eu gosto muito de uma pergunta rápida e absolutamente eficiente para determinar se vou trabalhar até mais tarde. Eu me pergunto: alguém vai morrer se eu for embora agora? Se a resposta for não eu me levanto e vou para casa.

3 - Por último, aprenda a se comunicar melhor!

Crie um canal de comunicação com os seus gestores, aprenda a dizer não e a negociar as demandas. Considerado como um dos requisitos mais importantes e pedidos pelo mercado de trabalho saber se comunicar e articular é o fator determinante para que você alinhe expectativas, não se frustre e tenha relação profissional saudável.

Por Thaís Lima, estrategista, desenvolvedora de carreiras e coach.

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