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Símbolos – A Comunicação Silenciosa E Poderosa

Coluna 3564

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Fui convidado recentemente para proferir uma palestra sobre comunicação em uma sessão do Rotary Club, em São Paulo, no Colégio Rio Branco.

Uma acolhida aconchegante, pessoas agradáveis e simpáticas, uma boa conversa, até que chegou a hora de início dos trabalhos. Mesa composta com seus líderes, um Mestre de cerimônias dirigindo o evento. Logo no início, convida a todos para que, em pé, reverenciando a bandeira, cantássemos o Hino Nacional da República Federativa do Brasil.

Começam os acordes, começa a música, todos cantam. Alguns um pouco inibidos no início, mas na medida em que o hino continuava, todos cantaram a viva voz, envolvidos por um sentimento patriótico e respeitoso para com dois símbolos de nossa pátria: o hino nacional e a bandeira brasileira.

Fiquei emocionado, confesso, envolvido pelo clima e pelo momento de reflexão do significado do orgulho de ser brasileiro, de valorizar o nosso país e a nossa gente, de resgatar tantos momentos de alegria e de tristeza vinculados a esses símbolos. Lembrei-me da bandeira sendo desfraldada em vitórias em competições esportivas, do Ayrton Senna subindo ao pódio tantas e tantas vezes, das comemorações cívicas, desfiles militares e escolares, dos movimentos políticos para o resgate da honra e do patriotismo tão esquecido ultimamente em nosso país.

Símbolos são poderosos, registram profundamente em nossas mentes e corações, como verdadeiras âncoras resgatadas toda vez que esses símbolos são vistos ou resgatados.

A comunicação pelos símbolos, ao longo da história da humanidade, foi utilizada para engajamento, união, resgate de valores e princípios de uma seita, de uma tribo, de uma religião, desde o uso de símbolos místicos até uma marca ou logotipo utilizado por uma empresa.

Algumas dessas histórias:

Conheci, há algum tempo, o Sr. Luigi – Gaetano Brancati Luigi, idealizador do Marco da Paz. Quando andamos pelo Pátio do Colégio, vemos um belo arco com um sino. É um monumento paulistano e que ultrapassou as fronteiras da cidade para outros estados e está em vários países, entre eles a China, Itália, Israel, Suíça, Espanha e sendo reivindicado por vários outros. Sr. Luigi concorre ao Prêmio Nobel da Paz pelo serviço que tem prestado à humanidade com seu projeto, o propósito de enaltecer a importância da paz no mundo.

A Igreja Católica Apostólica Romana tem em toda a sua trajetória toda uma simbologia e seus respectivos significados, conclamando os católicos a seguirem seus ensinamentos milenares, mantendo viva a doutrina por meio desse recurso.

Alguns desses símbolos católicos:

Cruz – simboliza a devoção cristã, fazendo alusão a Jesus Cristo, que morreu na cruz para salvar a humanidade.

Pelicano – Simboliza o sacrifício pessoal e o amor maternal, por isso representa a paixão de Cristo e a Eucaristia.

Chaves cruzadas – Representa a autoridade do Papa e a chave alude à autoridade para libertar as pessoas de seus pecados.

Terço – A reza é comum entre os católicos, representa 1/3 do rosário, pelo qual são rezadas 150 Ave-Marias, intercaladas, a cada dez, por um Pai Nosso.

Nessa linha, há infindáveis símbolos, cada qual com seu conteúdo, sua história e seu significado. Alguns deles: A espada, o escaravelho, símbolos do Islamismo, do Budismo, da felicidade, a âncora, a coruja, a borboleta, o pentagrama, a caveira mexicana.

A maçonaria é rica em símbolos e alegorias, tanto que toda sua filosofia e conhecimentos é transmitida por meio deles. Um dos seus principais é o esquadro e o compasso, relacionado à materialidade do homem e a sua espiritualidade. Outros símbolos maçônicos:

- A letra G, a acácia, as colunas G e J, os três pontos, o avental, o malho, o cinzel, entre tantos outros.

Assim, na evolução dos tempos e no avanço das civilizações, os símbolos sempre acompanharam e marcaram épocas e grandes feitos na vida dos nossos antepassados e nas conquistas da humanidade.

Curiosamente, pesquisei sobe o meu sobrenome – “Passadori” e descobri alguma coisa sobre um brasão, na Itália, de uma origem nobre, em torno dos anos de 1.500. Quem sabe tenho por lá alguma herança...

Agora, sugiro que você faça um exercício mental para perceber o quanto (ou quantos) símbolos fazem parte da sua vida e da sua história.

Responda mentalmente:

- Quais são os símbolos mais comuns da realeza?

- Qual é o símbolo do seu time do coração?

- Sua religião (se tem uma), tem quais símbolos?

- Quais são os símbolos e emogis para facebook mais conhecidos?

- E os Emoticons para pessoas e personagens?

- Lembra-se dos símbolos dos elementos químicos?

- E os mais comuns da matemática?

- Você sabe os cinco símbolos de proteção mais conhecidos e tidos como os mais poderosos? (Pentagrama, Luz solar, Hamsa, Olho de Horus, Tríquetra, Bindzune, Hexagrama).

- Você conhece os dez principais símbolos de sorte do Feng Shuí? (Baguá, Bambu, Buda da felicidade, Cristal multifacetado, Fonte de água, Móbile, Móbile, moedas chinesas, olho grego, peixes duplos e sino dos ventos).

Além desses, uma questão intrigante... Quais os símbolos você adotou e usa até sem saber? Quais são importantes para você? Quais os que você criou (ou inventou)? Por exemplo, uma marca, um logotipo, um brasão?

Dê-se conta desse mundo fantástico dos símbolos e alegorias, fazendo-nos partícipes de um mundo de trocas e aprendizados, de compartilhamentos e transformações, registrados em nossa memória pessoal ou coletiva pelos seus significados e sabedoria.

Para finalizar, lembro-me do símbolo da cidade de São Paulo, muito bonito e rico em significado, representado por um escudo com um braço empunhando a cruz de cristo, com uma cora de cinco torres, adornada nas laterais por ramos de café e uma divisa: “NON DVICOR DVCO”, que quer dizer “Não sou conduzido, conduzo”.

Divirta-se e deixe seu espírito ficar fascinado ao perceber o quão os símbolos e seus significados fazem parte diretamente da nossa vida.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO do Instituto Passadori. é um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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