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Redes Sociais Estão Entre As Principais Causas De Ansiedade E Depressão. Como Lidar Com A Questão Nas Empresas

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (ONU), a depressão é um problema que já afeita 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. A entidade aponta, inclusive, que o transtorno é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade no planeta, o que só reforça a gravidade da questão.

Raquel Queiroz, psicóloga do GetNinjas, plataforma de contratação de serviços, ressalta que mais de 90% de seus pacientes possuem ansiedade, depressão e estresse. Segundo a especialista, as redes sociais representam um fator que contribui para a propagação desses distúrbios. “Identificamos que as redes sociais são grandes causadoras desses transtornos. A maioria das pessoas compartilha apenas coisas boas que acontecem em suas vidas, criando uma falsa realidade para quem acessa. Quem enxerga isso de fora e compara com sua própria vida acaba se sentindo triste, solitário e depressivo. Isso é, com certeza, um problema da sociedade atual”, explica.

Em ambiente profissional, o cenário é igualmente cada vez mais evidente. Para Carla Albuquerque, psicóloga e analista de RH, “o colaborador que está passando por um quadro de depressão sente-secom intenso esgotamento físico e emocional, dificultando a execução de tarefas e raciocínio. Um processo de retração social que leva ao isolamento e dificuldade de trabalhar em equipe e de exercitar a inteligência emocional”. Considerando que as redes sociais se tornaram ferramentas cada vez mais utilizadas em âmbito de trabalho, a psicóloga ressalta a necessidade de se definir modos de uso e políticas internas para sua utilização dentro das empresas. Dessa forma, as orientações de uso somadas às limitações aplicadas podem diminuir o impacto negativo que elas podem proporcionar.

Carla evidencia a importância do papel do RH para lidar da melhor maneira com o funcionário que enfrenta as patologias mentais. Primeiro de tudo, o RH não pode subestimar o impacto que um estado de saúde mental depressivo exerce sobre alguém. Em meio à situação, ter empatia é primordial. “Empatia é a palavra chave ao lidar com um colaborador em um estado depressivo. É preciso saber colocar-se no lugar dele e entender que é uma doença tão séria e, às vezes, tão limitante quanto uma enfermidade física. Compartilhar informações sobre a saúde mental com o objetivo de promover diálogo, bem como incentivar o autoconhecimento por meio de práticas corporativas, também podem ser de grandesauxílios”, orienta.

Para a psicóloga, as organizações ainda têm dificuldades para lidar com colaboradores que sofrem com ansiedade e depressão. Entretanto, já é possível observar uma sensível melhora nesse cenário dentro das empresas. “Se olharmos pra história da administração lá no passado, podemos ver que o colaborador inicialmente era só um número. Com o tempo, a atenção aumentou em relação à saúde física desse profissional, por conta dos acidentes de trabalho e doenças causadas pela atividade, e mais recentemente as empresas passaram a adotar programas anti-tabagismo, cuidados cardíacos, promoção de atividades físicas, dentre outros. Por esse motivo sou otimista que em um futuro breve as empresas estarão cada vez prontas para cuidar de seus colaboradores. Hoje já conseguimos identificar diversasorganizações se abrindo para iniciativas e programas relacionados à saúde mental”, conclui Carla.

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