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Qual o papel do RH no processo de mobilidade internacional do colaborador

Carreira 412

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O plano de morar em um país estrangeiro é bastante comum entre os brasileiros. Diante da crise econômica dos últimos anos, o número de profissionais que realizam mudança internacional cresceu. E, para quem almeja uma carreira internacional, apostar nos programas que as multinacionais oferecem pode ser uma ótima porta de entrada.

Para os profissionais, essa oportunidade é excelente para alavancar a carreira e viver outra cultura, diferencial importante nos processos de seleção, possibilitando uma aceleração no desenvolvimento do colaborador dentro da instituição, trazendo benefícios para ambos os lados.

Para realizar a mobilidade internacional, o ideal é que o profissional estude muito bem o novo cargo, o destino e a empresa. Lembre-se: além do idioma, atitudes comportamentais podem ser extremamente diferentes de um país para outro, então é preciso entender que existem outros hábitos. Para amenizar os impactos que a mudança pode causar, ter uma vivência com o novo ambiente de trabalho seja por meio de um intercâmbio ou trabalho temporário no novo local, pode ser uma ótima oportunidade de adaptação.

Por outro lado, a motivação da área de recursos humanos para propor um processo de mudança internacional de funcionários pode se dar por diversos fatores: necessidade de funcionário para um cargo ou liderança de projeto; busca de novos conhecimentos e ideias para a empresa localizada no país de origem ou a evolução de um funcionário para assumir, futuramente, um cargo maior. Além da responsabilidade da parte burocrática, em alguns casos, as empresas garantem o suporte técnico, como benefícios de aluguel da moradia e carro, e profissional, que no caso de insucesso, auxiliará com os custos da repatriação.

Isto é, mesmo com todas as garantias empresariais e judiciais, o funcionário, antes de tomar a decisão final de sair da sua terra natal, deve considerar alguns pontos, como por exemplo, o planejamento financeiro. Assim como toda grande mudança, a internacional pode acarretar riscos financeiros (gastos com novas contas e, até mesmo, despesas hospitalares). O funcionário que deseja assumir uma posição no exterior deve avaliar a situação econômica atual do local de destino até atentar-se a possíveis variações da moeda local.

A partir desses cuidados, a experiência no exterior poderá ser muito melhor aproveitada pelo colaborador. Imprevistos poderão acontecer, mas, com todos os pequenos e grandes detalhes acertados, o processo de adaptação será muito mais fácil e proveitoso para todos os lados. 

Por Luciana Montuanelli, diretora de Recursos Humanos da Allianz Partners