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Qual o impacto da felicidade nas empresas? (parte II)

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Quando o assunto é felicidade, ou melhor, o que significa esse conceito, é natural olhar para o ambiente de trabalho. Afinal, apenas em matéria de tempo, é lá que o brasileiro passa, em média (e, às vezes, no mínimo), oito das vinte e quatro horas do seu dia.

Na parte I deste ebook, Lilian Graziano, psicóloga, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora do Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento (IPPC), mostrou que a felicidade pode ser compreendida como “um balanço que a pessoa faz de sua vida. Nele, há um predomínio de emoções positivas sobre negativas. E, de uma maneira geral, percebe que está satisfeita com a vida que tem”. 

E como a felicidade pode ser compreendida dentro das organizações? De acordo com Lilian, o que as empresas podem fazer é criar condições a fim de facilitar que o sujeito, ao fazer esse balanço, viva um predomínio de emoções positivas sobre as negativas.

Em linhas gerais, as companhias que têm investido no desenvolvimento de pessoas baseado nos princípios da psicologia positiva identificam as emoções positivas, como gratidão, prazer, alegria, perdão etc, e, a partir disso, pensam em quais ações podem desenvolver para melhorar, por exemplo, a gratidão dentro do local de trabalho. Elaboram, então, ações voltadas para isso”, explica.

Para Nic Marks, CEO e fundador da Happiness Works, empresa que realiza pesquisas com foco na felicidade no ambiente corporativo, o conceito no trabalho está relacionada com três principais emoções positivas: 

Entusiasmo — Um estado de alta energia que ajuda a pessoa a criar e aproveitar oportunidades. É uma maneira de mobilizar os esforços pessoais, bem como dos demais. 

Interesse — O interesse pode ser entendido como uma energia de foco. Ele ajuda no comprometimento com as tarefas que são, talvez, um desafio no curto prazo, mas que trazem benefícios a médio ou a longo prazo.

Contentamento — O contentamento é uma emoção reflexiva, de menor energia. Pense na satisfação e no “orgulho” de ter conquistado alguma coisa. O contentamento ajuda a refletir sobre o que correu bem e como o mesmo tipo de sucesso pode ser duplicado.

Para Guilherme Krauss, fundador da Humans at Work, consultoria que atua com desenvolvimento de soft skills, cultura e felicidade no ambiente do trabalho, mais do que uma definição, o tema precisa de uma interpretação. Em sua opinião, pode ser observado de duas formas: o quanto as pessoas estão felizes com o seu trabalho e o quanto estão felizes dentro desse ambiente. 

“Particularmente, olho para a segunda forma, porque a premissa que acredito é que quando a pessoa está feliz tende, claro, a ter uma vida melhor, mas, no sentido da empresa, trabalha melhor. Há um cruzamento de pesquisas de psicologia positiva que mostra que a felicidade incrementa a produtividade, criatividade, atenção etc. Não adianta ela estar feliz na empresa se não está feliz como indivíduo. Ela tem que se sentir feliz no ambiente de trabalho”, afirma Krauss.

Para saber mais sobre o conceito da felicidade e os impactos da felicidade no ambiente corporativo, acesse a parte II do eBook exclusivo produzido pelo RH Pra Você. Clique na imagem abaixo para conferir:

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