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Qual o impacto da felicidade nas empresas? (parte I)

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O que é felicidade? Essa pergunta, tão atual e recorrente, está no radar da humanidade há séculos e ganha, com o passar do tempo, novas interpretações. Ao mesmo tempo em que parece merecer uma resposta própria, no sentido de ser algo pessoal, o conceito foi, e continua sendo, estudado por diferentes disciplinas.

A ideia de felicidade tem grande influência na origem da filosofia e fez parte das primeiras reflexões sobre ética elaboradas na Grécia Antiga. Em grego, a palavra se diz “eudaimonia”, composta do prefixo “eu”, que significa “bom”, e de “daimon”, “demônio”, que, para os gregos, é uma espécie de semideus ou de gênio, que acompanhava os seres humanos. Ou seja, ser feliz dependia de um “bom demônio”, condicionada da sorte de cada um.

Foi por meio da filosofia que essa visão mais pessimista foi sendo rompida. Demócrito de Abdera (aproximadamente 460 a.C./370 a.C.) acreditava que a felicidade era “a medida do prazer e a proporção da vida”. Para atingi-la, o indivíduo precisava deixar de lado as ilusões e os desejos para alcançar a serenidade. A filosofia era o instrumento que possibilitava esse processo. 

Outros filósofos, na sequência, voltaram o olhar ao tema. Sócrates (469 a.C./399 a.C) acrescentou a reflexão de que, para além da satisfação dos desejos e necessidades do corpo, a felicidade se relacionava, principalmente, com a alma. Assim, podia ser atingida por meio de uma conduta justa e virtuosa. 

Platão (427 a.C./347 a.C) seguiu com a ideia de seu mestre e dizia que todas as coisas têm sua função, ao passo que a do olho é ver, por exemplo, a da alma é ser virtuosa e justa. Essas duas noções englobam a vertente da ética, responsável por estudar os bons e maus costumes. 

Principal discípulo de Platão, Aristóteles (384 a.C./322 a.C.) dedicou todo um livro à questão (“Ética a Nicômaco”) e reconheceu a necessidade de alguns elementos básicos ao conceito, como a boa saúde, a liberdade e uma boa situação socioeconômica. Conclui, porém, que a maior delas é o exercício do pensamento. 

No mundo grego ou helênico, desenvolveram-se três escolas filosóficas que vão se estender até o fim do Império Romano. Todas elas, por diferentes caminhos, concluem que, para ser feliz, o homem deve ser não só autossuficiente, mas desenvolver uma atitude de indiferença, de impassibilidade, em relação a tudo ao seu redor. 

O conceito retorna à filosofia na Idade Moderna por meio do pensamento de John Locke (1632/1704) e Leibniz (1646/1716), na virada dos séculos 17 e 18, que identificaram a felicidade com o prazer, um “prazer duradouro”. Algumas décadas depois, o filósofo iluminista Immanuel Kant (1724/1804), na obra “Crítica da razão prática”, a define como “a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida, tudo acontece de acordo com o seu desejo e vontade”. 

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