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Problemas!!!

Coluna 1124

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Certo que problemas existem. Chame eles de desafios, obstáculos, dificuldades. Penso até que os problemas podem ter problema de identidade. São tantos nomes. Mas a verdade é que problema mora em qualquer situação que precisa de solução, que precisa ser resolvido. Entendo a vontade de dar diferentes nomes no intuito de transformá-lo em algo positivo. Mas quem disse que problemas não são positivos? Eles são fatos e como tais não têm polaridade. Nós que ao julgarmos tais fatos que precisam de resolução, que atribuímos um pólo para ele. Ruim são os problemas que não queremos. Bons são os problemas que queremos. Não é um problema arrumar e organizar uma viagem? Claro! Há coisas que precisam ser resolvidas, documentos, mala, filhos, trânsito, alfândega, compras. Tudo é um problema, mas estes nós queremos.

Separando o joio do trigo, precisamos colocar os problemas em suas casas. Uma delas é a casa do padrão. São os fatos cujas soluções temos na ponta da língua ou do dedo, clicando agilmente em uma aplicativo no celular. Fluem naturalmente. Mesmo aqueles mais complicados, quando morando na casa do padrão, vão que é uma beleza. Mesmo que sejam chatos, trabalhosos. É aquele problema na internet. Desliga o modem. Liga novamente. Espera. Ai que saco. Nada! Não volta a internet. Pega um café. Dois. Ufa! Ela voltou, a fome, a internet ainda não. Espera mais um pouco, faz outras coisas. Então ela volta. Agora sim, a internet. Problemas que são colocados como padrão, como a demissão de alguém ou sua contratação deveriam na verdade serem colocados na outra casa, a dos problemas dinâmicos.

Mas tem uma razão para isso e você sabe bem. Nosso velho e bom hábito. Eles são ótimos, fundamentais. Sem eles teríamos mais problemas. Mas o nosso habito cria problemas também. Ele nos faz ver o mundo de forma padronizada. Como se pudéssemos encaixar o que já temos pronto na cabeça em qualquer situação que pede solução. Liga pro fulano de tal. Não deu. Liga agora para a Fulana então. Poxa, ainda não deu? E mais respostas padronizadas vão pipocando na nossa cabeça. Até que se esgotam e entendemos que talvez seja um daqueles inquilinos da casa dinâmica. Bom, nesta casinha, meu caro leitor e minha cara leitora, precisamos de uma governanta diferente. Sim, governanta e não governança. Governanta, aquela senhora dos filmes que manda e desmanda na casa, tipo um chefe mesmo. Bom, hoje tem que ser líder para mandar bem.

Essa governanta tem que ter uma característica bem especial. Ela tem que ser criativa. Capaz de ver coisas que estão fora do padrão, fora da mesmice e do hábito. Mas não pense que se trata de uma governanta californiana, acostumada aos deleites da natureza e dos resquícios de Woodstock. Não! É bem diferente. Esta boa governanta vem com um repertório incrível. Ela aprendeu a aprender, o tempo todo. Olha só como o hábito é importante. O Hábito de aprender constantemente. Sabe! A Carol Dweck autora do livro Mindset, dividiu nosso “pensar modelado” em dois tipos. O Fixo e o de crescimento. Fixo, como o nome diz, é travadinho. Não entende que pode aprender sempre. Acha que o que sabe já está sabido e ponto. É o senhor dos padrões imutáveis. Tudo tem que encaixar naquilo que já está pronto em sua cabeça. Mas já a governanta da casa dinâmica, essa não! Essa tem mindset de crescimento. Acredita que sempre se pode saber mais um pouquinho, todos os dias. Assim, sabe-se um montão ao longo do tempo. Por conta disso, ela aumenta seu repertório como ninguém. Sabe de um monte de coisas e algumas coisas sabe muito mesmo. Anda numa superfície bem ampla, com grandes horizontes e também sabe mergulhar. Imagina como é a casa dinâmica! Quintal grande, poucas paredes, muitas cores e muito livro. Sim, livros e youtube odando o tempo todo. Ela até colocou no seu hall de aprendizado o STEAM, a sigla sugerida pela ingularity University. S é de Ciência (Science), o T de Tecnologia, o E de engenharia, o A de Artes e o M de matemática. Pois é, olha só e você achou que a matemática não voltaria na sua vida!

Porém, o mais legal dessa governanta nem é tudo isso. Ela faz algo muito mais bacana. Ela ensina! E a gente sabe que quem ensina é quem mais aprende. Aprende no mínimo duas vezes.

Vamos ver como ficou isso então? Olha que legal! Ensinando aprendo mais, pois reforço os temas que busquei no meu habito de aprender sempre. Sabendo melhor, torno meu repertório mais rico e com ele aumento minha capacidade de criar. Criando melhor resolvo melhor os problemas, não somente os dinâmicos, mas os padronizados também, assim inovo. Ao ensinar faço novas todas as
coisas, desde que muitas outras coisas tenham sido feitas novas no meu aprender.

Sucesso e Um grande abraço!

Por Tiago Petreca, diretor fundador e curador chefe da Kuratore - consultoria de educação corporativa. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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