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Primeiro Dia De Cbtd 2019 Traz Reflexões Sobre Aprendizagem Contínua

Eventos 711

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Neste dia 20 de novembro teve início a 34° edição do CBTD no espaço para eventos Pró Magno, em São Paulo. O Congresso conta com diversos palestrantes referência na área de Treinamento e Desenvolvimento, focados em trazer os novos conceitos e tendências da área. Neste primeiro dia, tivemos nada menos do que 42 atividades, entre palestras, workshops e plenária, e pudemos acompanhar alguns deles. Logo após a plenária do poeta Bráulio Bessa, as palestrantes Márcia Dallari e Lívia Cândido de Souza falaram sobre a metodologia de aprendizado 70/20/10. Nessa dinâmica, foi abordado como os colaboradores aprendem hoje em dia, de acordo com os métodos mais modernos. Essa abordagem foca em trazer o colaborador para um ambiente com mais experiências, tornando-o cada vez mais protagonista do processo como um todo. 

De acordo com as facilitadoras da palestra, 70% do aprendizado deve estar voltado para a prática, seguindo o conceito de "learning by doing", ou seja, aquele em que o colaborador aprende fazendo, o que integra cada vez mais quem está no processo de aprendizagem. Os outros 20% ficam por conta do envolvimento do próprio participante, visto que nos tempos atuais o acesso à informação está muito maior, portanto é necessário deixar as pessoas livres para adquirir o seu próprio conhecimento. Claro que a organização não deixa de fomentar a busca por esses conteúdos, visando ajudar e ampliar o acesso às ferramentas que o colaborador precisa para alcançar os seus objetivos. Os outros 10% ficam por conta dos meios mais tradicionais, como cursos e afins. 

Na sequência, foi possível acompanhar a palestra "Liderança Modo On - Como Transformar o Mindset da Média Liderança", ministrada por Damaris Silva, focada em esclarecer o conceito de liderança e seus desafios atuais. Aqui, pudemos entender melhor como agem os líderes dentro de uma abordagem atual. Nessa esteira, ela classificou dois tipos de liderança, a "modo off" e a "modo on".

O "off" consiste naqueles líderes que vão colocar seus colaboradores num estado de dependência, fazendo com que sua equipe fique limitada aos "comandos do chefe", excluindo o aperfeiçoamento da equipe em conjunto. Já no "modo on", o líder capacita seus colaboradores, prezando pelo desenvolvimento deles. Dessa forma, todo o time vai ser colocado no centro da estratégia, de forma que todos eles serão estimulados a agregar efetivamente.

Depois da pausa para o almoço, começou o segundo turno. Agora com a palestra patrocinada pelo Dot Digital Group, focada em gamification. Lars Janér e Guilherme Moliterno de Morais apresentaram a forma de sucesso da Natura e como o gamification age de forma real. Um ponto bastante reforçado por Guilherme foi o preconceito que ronda essa metodologia. "Não é baseada apenas em um sistema de recompensas. Os pontos, rankings e medalhas são apenas a ponta do iceberg", disse Guilherme Moliterno. Houve um apanhado geral sobre como a Natura lida com suas consultoras externas e todo o processo de análise pelo qual elas passam. Como manter esse público da empresa engajado e motivado já que não são colaboradoras internas? Como potencializar os resultados?

Logo depois, Josi Marinho falou sobre o "Learning Experience" e o futuro da comunicação organizacional. Ela também abordou alguns conceitos da metodologia 70/20/10 e nos mostrou a importância de trazer os colaboradores para o centro da experiência de aprendizagem. "Cada ser humano pensa de uma forma diferente, então precisamos trazer métodos que se encaixem ao colaborador, não fazer com que ele se adeque ao jeito da organização", disse.

Por último, mas não menos importante, aconteceu uma instigante discussão sobre os "Impactos da Inteligência Artificial na Educação Corporativa", liderada por Rangel Torrezan. Aqui, pudemos desmistificar os impactos da IA na sociedade (aspectos como a substituição de seres humanos por máquinas), que gera medo, pois a maioria das pessoas acham que vão ficar desempregadas. Mas Torrezan nos prova que não. "A IA está vindo para ser um facilitador, para ajudar os humanos a se desenvolverem de forma mais acelerada. Inúmeros empregos estão surgindo devido a esses avanços. A IA irá capacitar cada vez mais os profissionais, auxiliando nos treinamentos e no desenvolvimento desses novos profissionais".

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