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Planos Para O 13º Salário? Aprenda 3 Formas De Utilizar A Remuneração

FINANÇAS 321

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Certamente, um dos momentos de maior expectativa de muitas pessoas na época de final de ano é o recebimento do 13º salário. Ele é o pagamento que conclui o tempo trabalhado no ano. Mas em meio à ansiedade, a pergunta que fica é: você sabe como irá utilizá-lo?

Segundo Reinaldo Domingos, doutor em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, o 13º deve ser olhado com muito cuidado e planejamento financeiro. “A remuneração não deveria ser utilizada para quitar dívidas, afinal de contas, o correto é planejar e ter compromissos financeiros que caibam no orçamento mensal”, explica Reinaldo que complementa que “o ideal é utilizar o valor como investimento ou em prol de um sonho pessoal”.

Dessa forma, a remuneração pode ser aplicada, por exemplo, das seguintes maneiras, de acordo com o especialista financeiro:

Compras do final do ano

Não dá para viver somente pagando contas ou suprindo produtos que estão em falta em casa, não é mesmo? Ainda assim, o gasto ‘sem compromisso’ para o final do ano deve ser planejado. “Muitas pessoas vão utilizar o 13º salário para fazer as compras de final de ano, o que não é errado, desde que isso já tenha sido programado. Uma maneira de fazer isso é escolher uma época do ano (geralmente o início). Se puder inserir as despesas com a ceia de Natal e os presentes já no orçamento financeiro mensal e poupar o 13º inteiramente para os sonhos, melhor ainda”, diz Reinaldo.

Pagamento de dívidas

Como ressaltado acima, utilizar o 13º para pagar dívidas não é o cenário ideal e pode remeter a uma falta de educação financeira por parte de quem o recebe. “Para aqueles que estão endividados e veem esse dinheiro como a solução dos problemas, saiba que ele não é. O ideal é que os compromissos financeiros caibam no orçamento financeiro mensal”, comenta o especialista. “Antes de sair pagando as dívidas, analise todas elas, saiba o total, os juros, os prazos, enfim, reúna todas as informações possíveis. A partir daí, tente renegociar esses valores com o credor e então veja a possibilidade de usar o 13º para quitar uma dívida e resolver o problema”, acrescenta.

Poupar e investir

Você atingiu a “zona de conforto” de não dever, mas também não poupar? Mesmo nesse contexto, é importante manter o sinal de alerta ligado. “A esses, faço um alerta para que ajam com consciência, pois um passo em falso pode levá-los ao endividamento e até à inadimplência, uma vez que não possuem reserva financeira para se apoiar”, afirma o educador. Reinaldo afirma que pode ser uma boa opção pensar no 13º como uma reserva para a realização de futuros sonhos ou projetos pessoais.

Já para os investidores, sejam eles veteranos ou não, “a melhor opção para utilizar o 13º é continuar investindo, tendo sempre um objetivo, seja ele qual for. A conclusão que podemos tirar é que a remuneração é muito positiva quando utilizada com educação financeira”, conclui.

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