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Plano De Carreira É Não Comparar O Seu Crescimento Ao Dos Outros

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Quem é mais ativo nas redes sociais certamente já deve ter visto diversos memes e brincadeiras referentes à carreira. Um bom exemplo é o famoso “seu primo é rico e bem-sucedido, você deveria ser como ele”. Contudo, o que em ambiente virtual tem uma condução mais cômica, é uma situação que incomoda muitas pessoas no mundo real. E, mais do que isso, que causa significativos impactos negativos para sua carreira e saúde mental.

De acordo com Helen Rodrigues, psicóloga e especialista em recrutamento e seleção, desde cedo somos condicionados a acreditar que tudo (ou quase) é competição. Entretanto, o que por um lado pode ser positivo, à medida que pode estimular a busca pelo sucesso e também fazer crescer a autoestima, pode igualmente ter o efeito oposto.

“A gente cresce tendo em mente que precisamos superar outras pessoas. E a maior fragilidade nesse processo é, muitas vezes, não aprendermos a lidar com as derrotas. Somos estimulados a sempre vencer, mas não somos preparados a aceitar as perdas e crescermos com elas”, explica Helen.

Por conta disso, a psicóloga explica que sentimentos como inveja e falta de autoestima são potencializados, pois “a grama do vizinho é sempre mais verde”. “Nossas conquistas deixam de ser o bastante. Nos sentimos incompletos, infelizes, porque além de desfrutarmos de nosso crescimento, estamos mais concentrados em torcer pelo fracasso alheio”. A especialista explica que, a partir do momento em que nosso foco está no crescimento ou na queda de outras pessoas, temos a carreira travada. “É um contexto que interfere na motivação, na produtividade, no relacionamento com os colegas, o que traz consequências em ambiente corporativo”.

Comparação saudável

As comparações, em si, são inevitáveis. No entanto, elas podem ser canalizadas como um fator motivacional. “O ideal é transformar uma comparação em inspiração. Se existe alguma mágoa, alguma tristeza ao ver o sucesso de outra pessoa, tome isso como incentivo para promover o seu próprio desenvolvimento. Mas não transforme isso em uma disputa ou competição. Mantenha o foco em suas metas e objetivos e se concentre no seu crescimento, sem se preocupar com os passos que os outros dão. Pode ser difícil, mas é algo que pode e deve ser trabalhado. Se preciso e possível, busque orientadores, peça conselhos. E cuidado para não se perder na hierarquia comparativa. Se você é um estagiário em início de carreira, vai se perder se comparando ao presidente da organização que tem anos de experiência”, orienta Helen. “Não tenha receio de procurar ajuda psicológica. É uma situação muito comum e que requer uma solução. O profissional precisa refletir sobre como essa preocupação com a carreira alheia nasceu e quais os sentimentos e circunstâncias que estão por trás disso”, finaliza.

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