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Pessoas curiosas têm mais chances de serem ‘nômades’ na carreira

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Atualmente, o mercado de trabalho conta com a presença de colaboradores de diferentes gerações, que vão desde os baby boomers até a geração Z - já nascida digital. Diante deste cenário, as organizações se deparam com a necessidade de adequar sua linguagem para estes profissionais com características e perfis tão distintos, a fim de extrair o que cada um tem de melhor. De acordo com o levantamento elaborado em outubro deste ano pela empresa global de consultoria organizacional, Korn Ferry, pessoas com alta tolerância à ambiguidade têm, em média, 2,5 vezes mais chances de se tornarem nômades de carreira. Já as pessoas altamente curiosas têm cerca de 2,2 vezes mais chances de aderir a este perfil profissional.

A pesquisa, feita com mais de 160 organizações, apontou que os nômades de carreira buscam alavancar suas habilidades existentes e são mais apaixonados pelo propósito organizacional do que os colaboradores que não são tão adeptos a mudanças. Segundo o estudo, as áreas que mais contratam este tipo de profissional estão ligadas a funções como tecnologia da informação (TI), marketing, tecnologia digital e emergentes, novos mercados e unidades de negócios.

Os profissionais considerados como nômades possuem algumas características em comum. Segundo o levantamento, alguns dos traços de personalidade mais recorrentes entre eles são: a tolerância à ambiguidade, curiosidade, influência, abertura a diferenças, otimismo e confiança. Para reter estes talentos, as organizações têm a missão de proporcionar um ambiente desafiador e confortável. O estudo mostrou que o turnover para este perfil de colaborador tende a reduzir em 21% quando eles se sentem motivados dentro da empresa e conseguem alcançar seus objetivos profissionais.

Mesmo com as mudanças no mercado de trabalho e no perfil de profissionais, as empresas continuam optando por colaboradores especialistas. Ainda de acordo com a pesquisa, 93% dos entrevistados afirmam que preferem candidatos com profundo conhecimento e experiência em seu campo, enquanto 85% valorizam pessoas com formação multidisciplinar. O estudo pontou, ainda, que apenas 23% das organizações analisadas acreditam que trabalhar em diferentes lugares colabora para a contratação do profissional.