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Pesquisa Revela Impactos Gerados Pelo Programa Jovem Aprendiz

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Amplamente debatido por candidatos nas eleições, o programa que favorece pessoas entre 14 e 24 anos, chamado de Programa Jovem aprendiz, tornou-se uma alternativa para a população menos favorecida entrar no grupo economicamente ativo mesmo em um período de desemprego. 

Uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Via de Acesso entrevistou 816 pessoas contempladas pelo programa durante o segundo semestre de 2018. Os resultados do estudo apontam que o projeto pode se tornar a chave de entrada para a inclusão profissional, porém ainda encontra seus obstáculos.

Entre os principais dados, a pesquisa aponta que 80,88% do público entrevistado tem idades entre 18 e 24 anos, parcela da população mais atingida pelo desemprego. 35,7% dos jovens entrevistados têm renda familiar de até 2 salários mínimos e 42,8% estão entre aqueles em que a família possui renda de 2 a 4 salários mínimos. A participação do jovem em que o núcleo familiar ganha de 4 a 10 S.M. representa 16,9%. 1,1% são de família com renda de 10 a 20 S.M. e 0,5% para pertencentes à faixas mais altas de renda familiar. 

O estudo indicou que o trabalho desses jovens impacta a composição da renda familiar. 42,8% declararam que dão parte do que ganham para o sustento da casa e 16,9% declararam que dão tudo o que ganham para o sustento da casa. 

“A ampla participação dos jovens cuja família recebe até dois salários mínimos ou dois a quatro salários é um bom elemento para justificar a importância do programa. O jovem, desde cedo, ganha experiência, vivência e se desenvolve profissionalmente, contribui de forma ativa com sua família e, desde cedo, aprende a dar valor ao dinheiro e ao trabalho”, aponta a psicóloga atuante na área de Recursos Humanos, Elenice dos Santos.

Para 83,8% dos jovens entrevistados, o trabalho que realizam como aprendizes possibilitou o desenvolvimento profissional. Após essa experiência, 57,8% dos jovens se consideram preparados para atuar no mercado de trabalho e 12,4% dos jovens se vêem como muito preparados.

“O mercado de trabalho cobra profissionais cada vez mais antenados, atualizados e preparados. O Programa Jovem Aprendiz é uma experiência significativa, principalmente à medida que conduz à nova geração a compreender o que é preciso para crescer na carreira”, diz a especialista. “É um impulsionador que se torna uma experiência valiosa para aqueles que se mais se dedicarem e mostrarem vontade aprender e se desenvolver”, acrescenta.

Segundo o ministério do trabalho, entre os meses de janeiro e junho deste ano 227.626 jovens foram contratados como aprendizes no Brasil. O potencial de contratação é de 953.721. Em São Paulo o potencial de contratação é de 313.212 e até o mês de junho foram contratados 65.634 jovens. Ainda há muito espaço para desenvolvimento do programa, inserindo cada vez mais jovens.

Segundo o IBGE, no segundo trimestre de 2018, a taxa de desocupação entre a faixa etária analisada foi de 26,6%, muito acima da média nacional, que é de 12,4%. São aproximadamente 4,154 milhões de jovens que estão sem emprego no Brasil.

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