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Pesquisa Revela: Brasileiros Continuam Gastando Mais Do Que Ganham

FINANÇAS

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A maioria dos brasileiros gastou mais do que devia em 2018, segundo levantamento feito pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em conjunto com o CDNL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o Banco Central do Brasil. Especialistas em finanças dizem que isto pode estar ligado a compras por impulso e recompensas emocionais. 

O estudo apontou que 73% das pessoas não tiveram orçamento suficiente para quitar os compromissos financeiros que assumiram. Além disso, afirma que a única forma de não entrar no vermelho é cortar gastos com lazer (bares e restaurantes), comprar produtos mais baratos, fazer pesquisa de preço, e reduzir compras de vestuário e presentes. 

Para o professor de finanças Bruno Faria, da Haos Treinamentos, isso acontece porque os brasileiros ainda têm o hábito de gastar e não de poupar dinheiro, tanto por questões culturais quanto por questões emocionais.  

“Historicamente, não temos a cabeça de poupadores. Nós ainda temos costume de associar sentimento a valor de presentes, por exemplo. Está na hora de fazermos uma disrupção e começar a separar as emoções na hora de decidir entre comprar e poupar”, explica Bruno. 

O professor alerta que a desorganização ou a falta de planejamento financeiro pode afetar as pessoas em diversas áreas da vida. “Sem organização financeira, fica difícil alcançar objetivos. As pessoas sonham e depois se frustram. Isso pode impactar o dia a dia e, consequentemente, a felicidade delas”, afirma Bruno.

Acompanhe seus gastos de perto 

Por outro lado, o levantamento do SPC Brasil mostrou que 63% das pessoas começaram a administrar as próprias finanças, um aumento 8% em relação ao ano anterior. “Este pode ser um sinal de que estamos adotando novos comportamentos”, comenta o especialista. 

Entre os 36% que não planejam o mês, as alegações mais comuns são de que os gastos podem ser administrados “de cabeça”, não conseguem ter disciplina para exercer a tarefa, preguiça ou falta de tempo. 

Para Bruno, o ideal para esta mudança de comportamento seria incluir a disciplina educação financeira nas escolas e envolver as crianças em conversas sobre o tema dentro de casa. 

Fique atento aos gastos 

A principal dica do especialista é fazer uma autoavaliação e entender quais são as necessidades reais de consumo conforme seu momento na vida e seu objetivo futuro. Livros, cursos e informações buscadas na internet podem ajudar o consumidor a controlar as emoções no momento da compra. 

“Cuidar das finanças não significa somente poupar e, sim, usar corretamente o dinheiro que circula em suas mãos. Assim, ou você vai economizar ou vai investir com consciência. Isso te ajuda a ter uma vida mais equilibrada. Se não der certo, não repita nem pare, crie outro método para alimentar essa quebra de hábitos”, conclui Bruno.  

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