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Palestrante Sim, Por Que Não?

Coluna 837

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Dentre as inúmeras habilidades necessárias para um profissional de hoje e do futuro, uma que se destaca e, cada vez mais, será necessária é a comunicação. Essa competência é imprescindível quer seja liderando, programando robôs para o convívio humano, negociando, ou, então, ao educar e transformar pessoas tecnicamente para profissões que ainda não existem, mas que farão parte de um breve futuro.

Daqui a alguns anos, conforme previsões da Singularity University, teremos o seguinte cenário:

- Diagnósticos baseados em inteligência artificial e recomendações terapêuticas serão usados na maioria dos centros médicos americanos;

- Carros voadores entrarão em operação em algumas cidades;

- Robôs domésticos se tornarão normais em alguns lares de renda média, sendo capazes de fazer leitura labial;

- Impressoras 3D conseguirão imprimir roupas e materiais para montagem de casas e prédios;

- Robôs conversarão naturalmente e atuarão como recepcionistas, assistentes de lojas e escritórios;

- Lidar com inteligência artificial aumentada será considerado um requisito para a maioria dos empregos;

- Em torno de 2028, robôs terão relacionamentos reais com as pessoas, dando suporte aos idosos, cuidando da higiene pessoal e preparação de alimentos;

- Estudiosos preveem que em 2032 os robôs serão comuns no ambiente corporativo, eliminando todo trabalho manual e interações repetitivas.

Perdidos em tantas alternativas, diante de um cenário no qual prevalecem a incerteza e a volatilidade, quais seriam as melhores alternativas de recursos para essa nova realidade que se avizinha, advindas do vertiginoso avanço da tecnologia?

Destacando a comunicação, mais precisamente, a atividade de palestrante, que pode ir desde apresentações em público ou por meio da própria tecnologia, com vídeos que podem impactar muitas pessoas, até as orientações e mentorias, que colaboram para mostrar possibilidades e gerar mudanças de atitudes e comportamentos nos participantes.

Qualquer que seja a ramificação ou tipo de palestrante, não há como fugir dessa condição. O líder palestrante utilizará seus talentos para esclarecer, orientar, gerar mudanças em todos os setores da sua própria empresa ou para a qual ele trabalha.

Antevejo alguns detalhes relacionados ao papel, carreira ou profissão de palestrante:

 - Um palestrante precisa ter um propósito de servir ao próximo. Por isso, ele deve ter algumas características como generosidade, gostar de gente e, ainda, saber que estará sempre a serviço de outras pessoas, para o seu esclarecimento ou mudanças.

- Precisa ter consciência do seu papel e da sua responsabilidade. Por este motivo, o profissional deve ter muito conhecimento e, mais do que isso, sabedoria, para gerar as mudanças que, de fato, o mundo precisará.

- Seu conteúdo deverá ser relevante, sendo ajustado de acordo com as necessidades dos respectivos públicos. É importante, durante o discurso, propor reflexões e tomada de consciência para novos pensamentos, desejos, decisões e ações.

- O profissional precisará dominar a habilidade de comunicação, sabendo estruturar e roteirizar suas apresentações. Outra competência necessária é a desenvoltura em contar histórias, utilizando bem a sua voz e expressões corporais, tendo sensibilidade para criar empatia com os diversos tipos de públicos.

- A visão de mercado, tendências e inovações serão fundamentais. Isso implica em conhecer as futuras dores das pessoas e organizações. Essa nova realidade exige uma preparação física, emocional e psicológica, devido às mudanças drásticas de comportamentos das pessoas com o mundo virtual, que acarretou em novos parâmetros de percepções, crenças e valores.

- Um palestrante do futuro não poderá parar nem no tempo. Por isso, ele precisará ter e mostrar a sua capacidade de se tornar conhecido, para depois se tornar útil e necessário e, em seguida, ser contratado. Atualmente, já é assim. Não adianta apenas desejar e sonhar, é preciso agir, estudar e aprender a envolver as pessoas, como se fosse uma luz a iluminar caminhos ou uma seta da bússola apontando sempre na mesma direção. Este direcionamento são os de valores, tomada de consciência, solução dos problemas e do estímulo para as mudanças esperadas.

A flexibilidade, o estudo e as adaptações para inovações, assim como, o entendimento das tendências e sua antecipação das necessidades, quer sejam nos aspectos técnicos ou sociais, é que darão o tom da sua utilidade e respectivo sucesso nesse papel de transformador de pessoas.

Cabe a você perceber que poderá ser uma pessoa preparada para isso ou, então, ser um bom ouvinte para aprender e tomar as suas decisões a partir das orientações e influência de outras pessoas. Talvez, um bom equilíbrio seja você fazer o que faz, ter a sua especialização e complementá-la com a habilidade de ser um bom palestrante. Seu futuro lhe agradecerá por isso.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação. É um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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