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Os primeiros 40 dias de COVID-19

Coluna 478

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Já se passaram 40 dias desde que tivemos nossas vidas abruptamente impactadas pelo Covid-19 e iniciamos o tal distanciamento social.

Num primeiro momento, as empresas correram para cuidar da saúde de seus colaboradores e familiares. Era a questão mais essencial e envolvia não apenas ações de orientação e de suporte para higienização e cuidados em geral, mas também uma mudança na forma de trabalhar e viver. Um enorme contingente de pessoas passou, da noite pro dia, a trabalhar de casa, em regime de home office.

Escolas foram fechadas, seguido das casas de shows, teatros, academias, restaurantes, shoppings e o comércio em geral. Apenas atividades essenciais se mantiveram funcionando.

Reuniões virtuais e serviços de delivery nunca foram tão utilizados.

Trabalhadores domésticos (mensalistas ou diaristas) foram colocados de férias ou dispensados. Avôs e avós não podiam mais ajudar a cuidar dos netos.

Todos tivemos que aprender a administrar tudo isso. Continuar produzindo e realizando as tarefas do trabalho absorvendo as atividades de cunho familiar / doméstico.

As duas primeiras semanas foram caóticas. Todos sofreram, em graus diferentes!

Maioria das empresas perderam uma fatia relevante de seu faturamento. Inadimplência cresceu. Clientes pediram adiamento de faturas ou cancelamento de contratos.

As pessoas ficaram angustiadas, inseguras, com medo... Dúvidas diversas tomaram conta de nossos pensamentos, de nossas mentes. Muitos sentiram-se perdidos frente a tanta imprevisibilidade.

Ocorre que depois dos primeiros 20 dias parece que as pessoas aprenderam a viver nesse “novo caos”, nesse novo contexto. Hábitos mudaram, mas as incertezas continuavam, e as pessoas talvez estivessem até mais confusas por conta da proliferação de fake news. Talvez as disrupções e a volatilidade, presentes de forma tão intensa nos últimos anos, tenha nos ajudado nesse momento.

No âmbito empresarial, muita coisa mudou. Para muitos a transformação digital acelerou. A valorização das pessoas e das parcerias aumentou. A mudança na forma de avaliar produtividade é outra agora! A relações empresas e empregados não será mais a mesma!

Fica também evidente que as competências críticas dos profissionais que precisamos, são aquelas relacionadas a capacidade de se adaptar rapidamente as mudanças. De enxergar o todo, de ter flexibilidade, inteligência emocional. De gerir e lidar com conflitos e ambiguidades! De ter coragem e criatividade para buscar as soluções possíveis e compatíveis com aquelas que o momento exige!

Apesar dos pesares, vejo muitas pessoas que continuam angustiadas, e nem poderia ser diferente, mas que estão conseguindo levar isso com um olhar mais saudável e positivo. Que continuam no “olho do furacão”, mas já começam a pensar no depois! Já voltam a olhar para o futuro, tendo ciência de que as coisas não voltarão a ser como antes, mas sim que estaremos diante de um “novo normal” no mundo.

Apesar de todo o caos, ouço relatos de lições positivas. Famílias que nunca tiveram a oportunidade de conviver de forma tão intensa e, por tanto tempo juntas, criam novos laços.

Ouço também relato de pessoas que estão se reinventando em todas as dimensões da vida. Valorizam coisas que até então eram irrelevantes.

Muitos estão aproveitando esse período para acelerar seu aprendizado e seu desenvolvimento profissional, consumindo como nunca cursos e conteúdos que não tinham acesso até então.

Claro que não está sendo fácil, e pode até parecer estranho, mas acho que muita gente vai sentir falta desse período!

Mas e você? Como tem sido esse período pra você e sua família?

E na sua empresa?

Sucesso e até breve!

Por Milton Camargo, sócio co-fundador do Grupo Empreenda, consultor & palestrante. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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