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Os desafios das empresas para o retorno ao escritório no pós-pandemia

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A Robert Walters, consultoria britânica de recrutamento e seleção para executivos, desenvolveu uma pesquisa na qual foram entrevistadas 2.000 empresas nos 31 países onde possui operações, com o tema "Retornando para o novo mundo do trabalho – Um guia para líderes empresariais."

No estudo, a empresa levantou a visão de líderes e tomadores de decisão sobre os principais desafios no retorno ao escritório no pós-pandemia. As organizações devem planejar cuidadosamente um conjunto de medidas de segurança que incluem a utilização de equipamentos, a reorganização de áreas compartilhadas, o estabelecimento de restrições de horários. Por esse motivo, empresas já começaram a formular um plano de retorno ao escritório e dividiram o mesmo em cinco fases:

Fase 1 - Abrindo escritórios

Preparar os escritórios para estarem de acordo com todas as restrições do COVID-19. Colaboradores podem se voluntariar para um retorno parcial. Os que escolherem retornar podem agendar uma visita ao escritório com o departamento de RH para garantir que a ocupação do local seja menor que 25%. Pessoas que usam transporte público para chegar ao trabalho poderão continuar exercentos suas tarefas de casa.

Fase 2 - Revezamento de equipes

Uma vez que as restrições do governo sejam menos rigorosas e a ocupação do escritório possa aumentar, os colaboradores podem se revezar nas idas em diferentes dias. Quem trabalha em casa até poderá seguir na mesma dinâmica, mas os colaboradores precisam avisar seus gestores que há o interesse e demonstrar que o trabalho a distância mantém sua produtividade alta.

Fase 3 - Horário flexível

Horas de trabalho flexíveis são implementadas para garantir que o trajeto ao escritório através de transporte público seja seguro, permitindo assim que todos os colaboradores possam retornar ao escritório durante essa fase. A ocupação do escritório ainda permanece menor que 50%.

Fase 4 - Aumentando a ocupação do escritório

O colaboradores são encorajados a retornar ao escritório em um número fixo de dias por semana, mas aqueles com preocupações de saúde são encorajados a ficar em casa. Ocupação sobe para 75%.

Fase 5 - Retorno completo ao escritório

Todos os colaboradores são encorajados a retornarem ao escritório quando a crise estiver efetivamente controlada. Contudo, maior flexibilidade para trabalhar de casa. Ocupação sobe para 90%.

A COVID-19 desafiou algumas das visões preconcebidas sobre a produtividade dos funcionários no escritório. Com uma grande parte da força de trabalho global realizando um trabalho remoto bem-sucedido, trouxe em questão os horários rígidos do escritório e as políticas de trabalho da maioria das organizações.

Por esse motivo foram discutidas no levantamento três possíveis mudanças que podem se tornar permanentes após a pandemia:

O escritório: 37% das organizações consideram diminuir o tamanho do escritório

Antes do novo coronavírus algumas empresas foram consideradas modelos a serem seguidos devido aos seus escritórios inovadores, oferecendo até algumas regalias como baristas, academias no local e salas de jogos. O que todos esses escritórios têm em comum é que eles são baseados em um plano de escritório aberto. Esse layout permite pouco espaço de distanciamento entre os trabalhadores. Alguns especialistas dizem que esse modelo pode ser redesenhado facilmente para garantir a segurança dos funcionários. Reduzir o espaço do escritório pode ser outra tendência dos locais de trabalho após a COVID-19 Atualmente, 37% dos organizações estão considerando uma redução no tamanho de suas instalações.

Trabalho remoto: 26% dos colaboradores não podiam trabalhar de casa antes da COVID-19, mas 88% esperam ter mais flexibilidade quando a pandemia terminar.

A COVID-19 lançou o maior experimento de trabalho remoto do mundo. O maior medo dos líderes de negócios foi a diminuição da produtividade, mas 32% dos profissionais pesquisados acreditam que sua produtividade permaneceu estável e 45% viram sua produção aumentar. As empresas podem ter que reavaliar seus modelos de trabalho. Na verdade 73% das empresas entrevistadas planejam permitir um trabalho remoto mais frequente. As organizações devem introduzir práticas de trabalho mais flexíveis.

"Embora a flexibilidade no trabalho tenha vindo para ficar, os líderes de negócios planejam proceder com cautela. Muitos entrevistados enfatizam a importância do contato presencial e comunicação aberta para manter um bom relacionamento com os colaboradores", comenta Leonardo de Souza, country manager da Robert Walters Brasil.

Liderança: 64% dos colaboradores acreditam que os líderes precisam focar mais nos resultados do que no tempo gasto para realizar uma tarefa.

A pesquisa mostra que, durante o isolamento, 72% dos gestores mediam a produtividade de sua equipe em base no volume de tarefas concluídas. Ao mesmo tempo, 48% usou a medida mais tradicional de horas trabalhadas. Para o trabalho remoto ser um sucesso no novo mundo do trabalho é importante que os líderes possam mudar para uma abordagem baseada em resultados e usar as metas alcançadas como forma de medida para o sucesso. Para muitas organizações, isso pode ser desafiador, 59% dos empregadores pesquisados acreditam que seus líderes seniores preferem formas mais tradicionais de trabalhar.

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