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Os cuidados para a sua carreira não virar confete após o Carnaval

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Quem nunca disse que “o ano só começa depois do Carnaval” que atire a primeira pedra. Maior e mais famosa festividade do Brasil, a atração reúne milhões de pessoas pelas ruas do país. Porém, mesmo no ritmo de alegria e festa dos milhares de bloquinhos e atrações carnavalescas espalhados por aqui e acolá, é preciso ter cuidado para não passar dos limites na folia.

Segundo o consultor e gestor empresarial Rafael Martins, por mais que o período de Carnaval seja muito esperado, ele pode representar um “verdadeiro caos mesmo às reputações mais sólidas”. O executivo pontua a importância de não se deixar levar por exageros presentes no festejo.

“Sempre há aqueles que se empolgam além da conta na comemoração. E quem extrapolar corre um risco considerável de ser exposto, seja em tom de brincadeira, com os famosos memes das redes sociais, ou de forma mais grave, pois vale lembrar que o Carnaval registra altos índices de casos de assédio”, diz.

Para Martins, é igualmente importante que as pessoas se atentem com a autoexposição. “São inúmeros os registros e fotos que as pessoas colocam em suas mídias sociais. E nem todas são bem aceitas pelo mercado de trabalho. Eu sempre reforço que as pessoas têm o total direito de usar as suas contas virtuais da maneira que bem entenderem. Porém, do mesmo modo as empresas têm o direito de utilizar essas mesmas contas como um filtro. Hoje, os negócios não se prendem somente ao seu LinkedIn. Quem você é no Facebook, no Twitter, no Instagram ou em qualquer rede do tipo, conta. Não troque a sua reputação por likes”, alerta.

No bloquinho corporativo, a harmonia é manter sua imagem

Enquanto muitas empresas sequer liberam os seus colaboradores durante o Carnaval (confira aqui o que a legislação diz sobre a folga na festividade), outras aproveitam a data para promover ações que engajem e motivem os seus colaboradores, como festas internas. De acordo com Rafael, entretanto, o clima de animação não justifica que funcionários façam o que bem entendam.

“Vejo muitas reclamações de profissionais que dizem não poder se soltar em festas e confraternizações corporativas. Mas, há uma linha tênue. Um gestor raramente vai questionar que você beba ou se solte um pouco mais nas brincadeiras, mas não é recomendável que você fique bêbado ou perca o bom senso. Em época na qual as habilidades comportamentais são tão valorizadas, precisar ser carregado na frente dos colegas e dos líderes não vai pegar bem. E a lógica não vale só para os empregados. Mesmo os gestores do negócio precisam ter noção de limite”, aconselha.

Não “sambe” com atestados falsos

“Vocês não fazem ideia de quantas pessoas ficam ‘doentes’ no Carnaval”. Martins traz à tona mais um dos ‘problemas comuns’ enfrentados por líderes durante os dias carnavalescos: o atestado falso.

“Em uma empresa que trabalhei, não havia folga no Carnaval. Não tinha nem a chegada após o meio-dia na quarta-feira de cinzas. Só que um dos colaboradores da equipe já tinha se preparado para folgar a semana toda para sair com uns amigos. Foi um baque para ele descobrir que a data não é feriado. Resultado disso, resumidamente: ele apresentou um atestado médico, carimbado e tudo, que o isentava de trabalhar na semana da festa. No documento, ele alegava estar com câncer. No fim, foi fácil descobrirmos a farsa”, relata.

Vale ressaltar que a entrega de um atestado médico falsificado é passível de demissão por justa causa, conforme determina o art. 482, ‘a’, da CLT. “Sou a favor da comunicação. Mesmo que a empresa se sinta lesada e afrontada, defendo que os líderes conversem com o colaborador e entendam o porquê de sua ação. É importante que seja feita uma análise: é um funcionário com histórico recorrente de ações negativas? Foi uma situação que não condiz com que o indivíduo costuma apresentar? É possível punir de uma maneira menos impactante, mas que ainda assim transmita uma mensagem a toda a equipe? Aconselho que cada caso seja avaliado”, finaliza.