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Os Ceos Esperam Muito Além Do Capital Humano...

Coluna 281

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Quem nunca ouviu frases como “empresas são feitas de pessoas”, ou “o quem vem primeiro, pessoas ou clientes?”. Digo-lhes que essas célebres frases não retratam a importância da área de Recursos Humanos no universo corporativo. A atuação e o papel da área de RH deveriam ser muito mais valorizados. Mas, infelizmente não é a realidade.

Poderia elencar vários fatores, porém o que tenho constatado é que o principal empecilho é a própria conduta dos profissionais do segmento. Por mais que o discurso seja de um RH voltado ao negócio e tal, na prática não é o que tem acontecido (apesar de uma nítida evolução).

Há anos, os principais Congressos levantam a bandeira da necessidade de um RH mais estratégico e parceiro do CEO no negócio, deixando de ser apenas operacional.Contudo, o discurso mostra-se incompatível com as práticas da própria área. Quer um exemplo?

Programas de sucessão. Quantos RHs levantam essa bandeira dentro da empresa, mas ainda não tem sequer seu sucessor identificado? E os PDIs? Os colaboradores de RH não deveriam ter seus PDIs também?

Você já parou para refletir porque muitos líderes de RH não são genuinamente da área, e sim, oriundos de finanças ou operações? Não vamos discutir se isso é bom ou ruim, mas tem sido uma tendência em muitas corporações.

Claro que não devemos generalizar, porém vejo muitos RHs acuados. De um lado os executivos os cobram pela efetividade das ações, que muitas vezes não estão vinculadas com a estratégia da empresa (ou pelo menos não é percebida como). Do outro, os colaboradores também cobram os RHs pela sua estagnação de carreira e pelo comportamento “inadequado” dos líderes. Por sua vez, processos de recrutamento e seleção costumam ser muito criticados, tanto pelos executivos das áreas / negócios como pelos candidatos, que questionam as dinâmicas, o sistema e a falta de feedback claro e transparente no final.

Essa “cobrança” toda deve-se a forte revolução que ocorre no mundo corporativo. Novas circunstâncias surgem a todo momento. As profissões passam por fortes transformações. Soluções disruptivas impactam negócios tradicionais da noite para o dia. E o RH? Como fica no meio disso tudo?

Na minha opinião, esta é a grande oportunidade do segmento assumir seu novo papel, virando co-autor da estratégia da empresa. Entendendo o negócio e sendo o propulsor desse processo de mudanças. Os CEOs pedem um RH mais efetivo! Quer oportunidade melhor que essa?

Os profissionais necessitam entender que não podem ser “apenas” suporte e que devem virar protagonistas no negócio. Precisam ter clareza de que o papel do RH não se limita a cuidar do capital humano apenas dentro das paredes da empresa. Existem diversas oportunidades junto a clientes, distribuidores, revendedores, comunidades, etc.

Claro que só é possível dar esse passo, se os processos básicos e a infraestrutura de RH estiverem redondos. É impossível contribuir na linha de frente da companhia se a folha de pagamento não estiver sendo processada no tempo hábil, concorda?

Mas, você pode estar pensando…

Nosso RH já entende do negócio, garante a excelência dos processos e políticas, tomamos do nosso próprio remédio em questões como sucessão e PDI… e mesmo assim não conseguimos influenciar de maneira assertiva o negócio e os executivos da empresa.

O que fazer?

Esse será o tema de meu próximo artigo.

Por Milton Camargo, sócio co-fundador do Grupo Empreenda e EdE. É um dos colunistas do RH Pra Você.

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