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O Trabalho Das Ongs Na Inserção De Jovens No Mercado

Jovens Talentos

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De acordo com levantamento recente do IBGE, que revelou que o desemprego no Brasil atingiu a faixa de 13,4 milhões de trabalhadores, mais de um quarto do total de pessoas que busca colocação no mercado de trabalho (27,3%) é formado por jovens de 16 a 24 anos. Diante da instabilidade econômica do país, o cenário não se mostra tão favorável aos profissionais com pouca ou nenhuma experiência, o que justifica o percentual. Exatamente por conta desse panorama, o trabalho de ONGs que auxiliam os jovens em sua carreira vem sendo cada vez mais destacado, valorizado e, por que não dizer, crucial.

Com o propósito de ajudar jovens em situação de vulnerabilidade social a garantirem seu espaço no mercado, as entidades oferecem cursos, programas e trabalhos que promovem o autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades até então não descobertas. Somado a isso, a Lei de Aprendizagem, há 20 anos em vigor no Brasil, determina que empresas tenham em seu quadro de funcionários uma equipe formada de 5% a 15% por jovens, cuja variação depende do porte da organização. Em muitos casos, essa é a forma do jovem ingressar no mercado de trabalho formal de modo que não precise interromper seus estudos. Ainda assim, é importante que esses jovens não sejam apenas inseridos no mercado de trabalho, mas estejam preparados para assumir responsabilidades.

Sob tal contexto, em 2007 surgiu o Instituto Ser +, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver o potencial de jovens em situação de vulnerabilidade social. Nele, a nova geração recebe suporte com projetos e parcerias que estimulam o estabelecimento de metas e incentivam o desenvolvimento de características como proatividade e empreendedorismo, de modo que os jovens se sintam realizados e motivados não só em aspecto profissional, mas também pessoal.

Wandreza Ferreira, diretora-executiva do Instituto Ser +, afirma que a importância do trabalho vai além de ensinar os jovens a identificarem suas aptidões e pontos fortes, uma vez que também promove sua autodescoberta como cidadãos: “A Geração Z cresceu acostumada ao ambiente digital e, desse modo, adaptou-se a ele às suas tecnologias ao desenvolver características como flexibilidade e dinamismo, algo que o mercado de trabalho preza. Mas nem todos tiveram a possibilidade de desenvolver essas habilidades, seja por falta de oportunidades, como acesso a educação de qualidade, seja por problemas estruturais, como a falta de incentivo familiar, vivência em ambientes violentos, entre outros fatores. Dadas as circunstâncias é necessário, antes de tudo, fazer com que esses jovens descubram e desenvolvam seus talentos e, consequentemente, a si próprios para que só então tenham as ferramentas necessárias para trilhar um caminho profissional de sucesso”.

No Ser +, o trabalho é feito com jovens de 15 a 29 anos. Segundo Wandreza, o trabalho no instituto é feito com cada jovem em sua individualidade, não como um todo. Ou seja, a condução dos projetos é designada de modo a atender as necessidades de cada um, assim fortalecendo o processo de descoberta e potencial.

A executiva reforça também a importância do trabalho do Instituto com o amparo da regulamentação da Lei de Aprendizagem, sendo, inclusive, um certificador. “Muitas empresas não têm o desejo de contratar os aprendizes. Porque, como o próprio nome diz, o aprendiz está em uma fase de aprendizado, ele não está totalmente pronto para as questões técnicas do trabalho. A Lei foi criada porque o trabalho e a aprendizagem em idades mais jovens é fundamentalmente importante e precisam caminhar juntos. Não dá para dissociar. Nesse sentido, as empresas podem aproveitar o programa de aprendizado de uma maneira superpositiva, desde que não o enxerguem apenas como uma cota”, aponta.

No Ser +, 38% dos jovens integrados a empresas conseguem a efetivação, dado relativamente alto, uma vez que “começam do zero” dentro das organizações, assim desenvolvendo sua formação de acordo com os valores da empresa onde atuam, já que não carregam consigo vícios do mercado. “É um fator motivador para o jovem. A trajetória de crescimento é um estímulo para sua carreira e futuro no trabalho. Muitas organizações hoje entendem o programa de aprendizagem para a formação, inclusive, de futuros líderes. A ideia, de fato, é que esse processo seja explorado como um ganho para todos os lados envolvidos. E a integração entre gerações nas empresas só traz benefícios, pois a troca é importante”, ressalta.

Dentro da metodologia do Ser +, o trabalho envolve o conhecimento de habilidades técnicas e interpessoais (hard e soft skills), como também engloba um trabalho em prol da autoestima do jovem. Nisso, se destaca o processo de voluntariado no Instituto. “O voluntariado contribui para o engajamento e motivação tanto de quem realiza o trabalho quanto de quem é beneficiado por ele. Além da troca de conhecimento, há toda uma vivência por trás. Há visitas, encontros de relação, e também projetos in company, no qual as empresas identificam perfis de colaboradores que se adequem aos seus valores e nisso se constrói, pelo voluntariado, um processo de mentoria. Voluntários mentores, através de uma plataforma, após um primeiro encontro presencial, interagem de uma maneira rica que contribui na formação do jovem”, explica a diretora.

Para quem se interessar em participar do voluntariado e conhecer mais sobre as práticas e programas do Instituto Ser +, acesse https://sermais.org.br/ e conheça todo o trabalho da entidade a favor de novos profissionais.

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