- Início

- Conteúdo

“O RH faz com as pessoas, e não para elas”, diz head of people da CI&T

Compartilhe Este Post

A cada nova onda tecnológica o mercado volta seu olhar a fim de entender como é possível abraçá-la. Há uma máxima, nada recente, de que à frente de qualquer tecnologia está o ser humano – e ela é totalmente válida nos processos de transformação digital das organizações.

De acordo com a pesquisa Tendências para Transformar Sua Empresa em 2020, encomendada pela CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital, e feita em parceria com a Opinion Box, 92% dos altos executivos afirmam ser necessário investir nas pessoas para alcançar o sucesso.

Para isso ocorrer, a cultura da empresa tem muito impacto no negócio para 85% dos respondentes. De acordo com Carlas Borges, Chief People Officer da CI&T, não trata apenas de habilitar a organização para o uso de novos recursos digitais, mas, principalmente, capacitar as pessoas para isso.

“A grande transformação deve acontecer de dentro para fora. Cada profissional deve entender o seu momento, se conhecer de fato. E a companhia deve possuir uma cultura sólida, com propósito e valores claros, que alinha as pessoas com o que a companhia está buscando, criando conexão real entre ambas. Só assim é possível criar senso de pertencimento, o que naturalmente se transforma em paixão pelo o que se faz e na busca pela superação de resultados”, ressalta.

Nesse contexto, de acordo com a profissional, o RH deve sair dos bastidores e entrar em cena, assumindo um papel mais estratégico. Ele deve redesenhar, junto às áreas de negócios, um novo perfil de pessoas e novos processos necessários para prepará-las para a mudança cultural e operacional.

“Logicamente, é um processo complexo, que exige profunda transformação no modelo de atuação de ponta a ponta para que a nova forma de trabalho realmente se estabeleça. É preciso coragem para desconstruir aquilo que estamos habituados a fazer há anos e começar a fazer de maneira disruptiva”, completa.

O foco, assim, é criar uma estrutura para conviver com mundos diferentes e, sobre uma base forte, construir a capacidade de adaptação e experimentação com velocidade. Para a Chief People Officer da CI&T, as atividades de gestão de mudança de cultura de uma empresa dependem muito da transformação de algum aspecto dos indivíduos que ali atuam.

“Não basta a empresa comunicar a nova cultura em seus canais corporativos e pedir aos líderes seniores que modelem a cultura desejada. O maior impacto na transformação de cultura corporativa ocorre quando esses líderes absorvem e colocam em prática essas novas qualidades desejadas na forma como gerenciam as pessoas e os negócios”, pontua.

Segundo o Gartner, as organizações que apostam nessa mudança podem alcançar um alto alinhamento de cultura da força de trabalho, resultando em um aumento de 9% no desempenho da receita e em um crescimento de 22% no desempenho de seus funcionários.

O RH, portanto, passa a ter um papel “Skin in the Game”, sendo aquele que faz com as pessoas, e não para elas. Essa jornada, segundo ela, deve ter em seu radar três principais pilares: Liderança, Modelos de RH e Cultura.

Em entrevista exclusiva ao RH Digital, primeiro volume do RH Premium de 2020, a executiva, integrante do “HR Influencers Latam 2019”, segunda edição do único ranking latino-americano composto por especialistas e líderes de RH que, com seu conhecimento e experiência, influenciam e enriquecem o trabalho de muitos profissionais da região, falou sobre transformação digital, competências, as dores do mercado e o papel do RH frente a essa jornada.

Acompanhe esse e outros conteúdos no RH Digital, disponível para download aqui.

Você também vai gostar