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O Que Você Precisa Saber Para Internacionalizar A Sua Empresa

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Quando ouvimos alguém falar ou lemos alguma notícia sobre a internacionalização de uma empresa, parece um processo grande e, praticamente, impossível para os pequenos negócios, não é mesmo? Afinal, como esse empresário conseguiria estabelecer-se em outro país? É preciso ter uma consultoria?

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que empresários "comuns" são capazes de internacionalizar o negócio, contanto que estejam realmente dispostos, acompanhem de perto e façam todo o processo de forma correta. A primeira pergunta que gosto de fazer é: por que devo levar a minha companhia para o mercado americano? Foi esse questionamento que fiz - há três anos - quando entendi que seria possível ter uma filial da minha empresa nos Estados Unidos. Ou seja, atualmente o meu grupo conta com a MCM Brand USA, localizada na Flórida, que cuida localmente das marcas brasileiras que querem chegar aos EUA, nacionalizando as estratégias de comunicação e vendas.

Estamos falando de uma grande potência e todos nós sabemos disso, mas qual interesse eles teriam em abrir as portas para companhias de outros países? A resposta é simples: geração de empregos e tributos novos como receita. Para terem uma ideia, o processo da minha empresa começou quando fui selecionada pelo programa Sebrae no Pódio para uma imersão e benchmarking em Londres, onde conheci diversas agências internacionais, programas do governo brasileiro para internacionalização e a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (APEX).

Ao voltar para o Brasil, fui convidada para participar de um painel sobre compras em diversidade em um evento da WeConnect. Trata-se de uma ONG que trabalha com o empoderamento feminino. Para a minha "sorte", quem abriu o evento foi o Ricardo Zuniga, cônsul geral americano que apresentou o Select USA - programa de fomento de negócios do governo americano com interesse em levar empresas do mundo todo para os Estado Unidos. Como eu já tinha esse foco para o meu negócio, me inscrevi no processo e, desde então, tenho me preparado para estar no maior mercado de consumo do mundo.

Para que o seu objetivo se concretize, é preciso analisar alguns pontos e, um deles é, por exemplo, quem vai tocar a empresa no exterior? Você mesmo? Se não, teria alguém de confiança e tão imerso no seu negócio quanto você? A escolha de termos uma filial na Flórida se deu por encontrar em uma amiga de muitos anos a possibilidade de termos um negócio juntas. Participamos de diversos congressos nos Estado Unidos e entendemos dia a dia onde podemos ser mais fortes e como alcançar este objetivo, além de compartilhar a nossa experiência com os novos clientes que buscam internacionalizar a companhia.

Após responder todos os questionamentos feitos acima, é preciso que conheça bem o seu negócio no Brasil e estude também o seu mercado nos Estados Unidos. Portanto, veja se tem espaço para o seu produto ou serviço. Na sequência, invista tempo e dinheiro em pesquisa e planejamento antes de apostar no plano de expansão, encontre parceiros sérios e comprometidos. Mas, atenção: não invista o que não tem e cultive a paciência, pois o processo de internacionalização dura, em média, um ano.

Pode parecer clichê, porém, toda empresa precisa de um business plan e um marketing plan, exatamente para ter certeza de que a proposta para em pé e que tem como sair do chão, se for preciso. Quando estiverem prontos ou quase, pegue ambos os planos e compartilhe com pessoas que já tiveram essa experiência, pois isso o ajudará a ter cada vez mais clareza.

Quanto a ter ao seu lado uma consultoria especializada, é o mais indicado, exatamente para não errar no planejamento tributário e contábil e respeitar sempre a cultura local. Afinal, às vezes o barato pode sair caro. Por fim, descubra o que o governo brasileiro tem para lhe oferecer e ajudar no crescimento porque eles têm interesse no negócio caso você seja realmente bom.

Sonhe alto e trabalhe duro. Os Estados Unidos é repleto de grandes oportunidades.

Por Mônica Schimenes, fundadora e CEO da MCM Brand Group, grupo de comunicação integrada.

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