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O que podemos tirar de lição do Coronavírus até o momento

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Já estávamos começando a deixar de usar o termo crise em nosso vocabulário, especialmente no mundo corporativo. De forma inesperada, surge um novo contexto: o Coronavírus - tecnicamente conhecido como Covid-19 -, que tem impactado globalmente milhões de pessoas e empresas. Nesse cenário caótico, faz-se necessário, mais do que nunca, que as lideranças coloquem em prática os soft skills, ou seja, competências e habilidades, como resiliência, planejamento, gestão de crise, comunicação e, sobretudo, tomada de decisão. O desafio é preservar tanto os profissionais quanto o negócio e toda a população.

Assim, é preciso agir de forma eficiente e rápida, para que os impactos não sejam maiores. Neste momento, o nível de consciência tende a subir, pois é fundamental cuidar do principal ativo das organizações, as pessoas, porém sem paralisar totalmente a empresa, uma vez que tais líderes também serão cobrados pela entrega de resultados e pelas demandas dos clientes. Uma missão bastante árdua, em meio a um panorama em que a principal estratégia no combate à propagação do vírus é a redução drástica da circulação de pessoas, com a suspensão das atividades de diversos setores, por iniciativa dos líderes ou por decretos governamentais.

Entretanto, muitas empresas não podem parar totalmente, ainda que se torne necessário manter os funcionários trabalhando no modelo home office. E é importante lembrar que boa parte desses colaboradores sequer experimentou essa modalidade, sendo algo novo e, por isso, desafiador. Estar em casa, juntamente com outros membros da família, possibilita diversas distrações que podem consumir a agenda, jogando a produtividade no chão. Dessa forma, é essencial criar estratégias e orientações, desde acordar no mesmo horário usual, manter a concentração e o foco nas demandas que devem ser entregues, com assertividade.

Além disso, eventos cancelados, casamentos adiados, suspensão de aulas em escolas e universidades, fechamento de fronteiras é a realidade que vivenciamos e vivenciaremos por semanas – ou talvez meses. E, claro, todas as cadeias produtivas da nossa economia serão impactadas e até mesmo repensadas. Mais do que nunca, adaptação e flexibilidade são extremamente importantes.

Outro grande desafio desse contexto é o fato de nós, que sempre vivemos em sociedade, sermos obrigados, por razões óbvias, a nos isolar. Por enquanto, a ordem do dia é se recolher e não se expor nas ruas ou demais estabelecimentos. A sensação de fragilidade, vulnerabilidade e impotência toma conta das pessoas, sem diferenciar idade, cultura, raça ou religião. Já não é mais um problema deste ou daquele país, mas algo generalizado, o que mostra que estamos todos no mesmo barco: ricos, pobres, letrados ou não estão sendo enterrados ao redor do mundo. Dessa forma, o momento atual traz a oportunidade de expandir nossa mente, exercitar o altruísmo e se preocupar com o bem de todos os seres, próximos de nós ou não.

Nesse contexto, entendemos que nossas ações refletem positivamente ou não no todo. Fazendo uma análise quanto aos brasileiros, somos calorosos, e ajudar faz parte do nosso DNA. A cada momento, aumenta a empatia, seja no apoio aos idosos com as compras nos supermercados ou farmácias para que eles não estejam expostos, seja nas empresas que liberam gratuitamente o acesso a treinamentos, livros e outros temas à população que está enclausurada em seus lares.

Portanto, assim como no ambiente corporativo, é preciso ter um trabalho integrado em nossa sociedade, atuando de forma multidisciplinar e em time. Só com o esforço de todos, veremos a melhora dos resultados. Essa talvez seja a principal lição neste momento. A vida – tanto no âmbito profissional quanto pessoal – é imprevisível. É preciso sempre agir com coerência, ética, agilidade e equilíbrio.

É oportuno, ainda, usar essa perspectiva para repensar nossas ações e o impacto de nossas decisões dentro das organizações ou na esfera pessoal. Já que estamos sendo forçados a parar, então por que não aproveitar deste momento para refletir sobre o que podemos mudar? O que podemos transformar, primeiramente, em nós, para que, depois, possamos impactar as mudanças, sejam elas nas empresas ou mesmo nas pessoas com as quais lidamos no dia a dia?

Por David Braga, CEO, Board Advisor e Headhunter da Prime Talent

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