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O Que Os Colaboradores Esperam De Seus Líderes?

LIDERANÇA

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Boa parte da população passa no mínimo 12 horas dedicando seu tempo útil a alguma empresa. Essas mesmas pessoas querem se sentir seguras, amadas, desafiadas e importantes - crescendo e contribuindo!

Ser capaz de promover um ambiente que acolha e responda a essas necessidades pode parecer uma grande exigência para os líderes. Mas, na prática, acredito que é o único meio das empresas progredirem em suas iniciativas de retenção de talentos e ao mesmo tempo inovarem e prosperarem seus negócios.

A verdade nua e crua é que as empresas precisam ser mais profundas em suas iniciativas e menos rasas ao tratar de um assunto tão importante: o desenvolvimento humano.

Existe um investimento gigantesco em capacitação técnica, fóruns e tecnologias. Tudo para aumentar a agilidade dos processos, sistema ágil, múltiplas conexões de plataforma, internet 4.0 (já chegando a 5.0), milhares de informações por minuto. Há um forte estímulo às conexões externas: todo o conhecimento está a um clique e nós vivemos em uma era em que não existe mais nada a que não consigamos ter acesso; basta "dar um Google" e pronto. Certo?

Essa busca excessiva e obsessiva pela conexão, na prática, desconecta e estimula as pessoas a entrarem no piloto automático.

Embora o mundo pareça mais extraordinário com tanta inovação, vemos um crescente número de pessoas depressivas, com crise de ansiedade e desmotivadas.

As empresas precisam investir na Liderança Centrada, que se baseia em respeitar o ser humano de forma integral, equilibrando vida pessoal e profissional, contribuindo e investindo na inteligência emocional de suas equipes. Cuidar das emoções é o investimento com maior retorno para a empresa e consequentemente para uma sociedade melhor.

Os líderes precisam ser capacitados para lidarem com suas emoções. Verem causa no que fazem, sentirem-se inteiros como pessoas e, a partir da sua própria perspectiva de sucesso pessoal, serem o exemplo de desenvolvimento de suas equipes.

Não dá para fingir que isso não é relevante e continuar investindo em competências técnicas enquanto o mundo está clamando por sentimentos primários, como amor, conexão, pertencimento, entre outros. Investir em autoconhecimento dos colaboradores e no desenvolvimento comportamental e emocional é, para mim, a chave para o sucesso futuro das empresas.

Vivemos isso diariamente na ELAS, nossa escola de liderança e desenvolvimento voltada para mulheres que buscam assumir posições de destaque nas empresas ou na sociedade. Os resultados são extraordinários, por isso falamos com tanta convicção.

Eu e Carine Roos, inconformadas com a forma convencional dos estímulos às mulheres para estarem em posições de comando, criamos uma escola que ensina as pessoas, dentro e fora de empresas, a tomarem consciência dos seus talentos, se reconectarem com sua essência, se conectarem com pessoas antes desconhecidas e criarem vínculos verdadeiros de amor, entenderem o que é inegociável em suas vidas e seus projetos pessoais. Nosso objetivo é estimular essas mulheres a serem pessoas melhores, como esposas, mães e, principalmente, líderes - algo que, para muitos, pode parecer filosófico.

Embasamos nossa convicção em resultados concretos dos impactos promovidos por essa nova abordagem de desenvolvimento da liderança centrada na saúde mental e emocional dos colaboradores.

Depois da certificação de mais de 400 mulheres, parte delas em grandes empresas, temos mais de 30% sendo promovidas em menos de 6 meses, com uma redução de stress de 50%, aumento da Assertividade e Produtividade de 45%, superação de bloqueios, capacidade de exercer influência, entre muitos outras competências emocionais que medimos que ultrapassam evoluções acima de 30%.

Imagine um time com esses avanços pessoais ao mesmo tempo? Os resultados são gratificantes, pois sabemos que as pessoas estão mais felizes e os negócios, mais prósperos.

Qualquer empresa, a partir das decisões de seus líderes, pode mudar um cenário tão desafiador de desengajamento de suas equipes, basta dar um passo concreto reintegrando as pessoas e investindo na inteligência emocional delas.

O retorno sobre esse investimento será alto!

Por Amanda Gomes, especialista em análise comportamental e cofundadora da ELAS, primeira escola de liderança feminina do Brasil.

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