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O Que Mudou No Relacionamento Profissional Do Ser Humano?

Coluna

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Há tempos o grande tema de administração de empresas é o cenário de grandes mudanças. O grande progresso científico trouxe tecnologias inimagináveis no “tempo em que Don Don jogava no Andaraí”!

Não posso concordar com o samba do Dudu Nobre que “a vida era mais fácil de viver”; os recursos disponíveis e, sem os quais não se vive hoje em dia, tornaram a vida muito melhor. Duvido que o Don Don possuísse um automóvel para ir aos treinos, uma academia para o preparo físico e, seu passe jamais se aproximaria do valor do passe do Neymar, por melhor que fosse seu futebol. Naquela época não havia transmissão ao vivo e a cores para o mundo todo.

Mas, as facilidades que melhoraram muito a vida, também mudaram as necessidades do ser humano.

Acredito mesmo que as novas exigências intelectuais da vida e das profissões, levaram os homens a novas necessidades pessoais.

Exemplos: - Os “operários” de uma fábrica de automóveis precisam saber como operar um robô, muito mais
complicado do que operar um torno ou, uma fresa.
- Um bancário precisa saber com acessar os sistemas aplicativos para informar o saldo de uma
conta corrente, muito mais complicado do que pegar uma ficha no arquivo; e assim por diante.

A capacidade que se adquiria com a prática passada de pai para filho já não é suficiente para garantir um bom emprego; os profissionais necessitam frequentar uma escola técnica.

As atividades braçais são cada vez mais reduzidas e, o maior uso do intelecto mudou as exigências pessoais. A alienação é quase impossível e, as necessidades no relacionamento profissional e, até mesmo dentro de casa, vão muito além de fazer as coisas ou obedecer superiores sem saber por quê.

A rapidez das mudanças cria enormes conflitos quando quem comanda não se atualizou e, procura agir como “na sua época”. Não se consegue mais obter colaboração sem esclarecer os por quês, mas por outro lado, a
participação inteligente é mais do que benvinda, pois agrega valores significativos ao esforço aplicado na direção certa.

Compete ao Diretor de RH tornar o relacionamento profissional o mais explicito possível, com normas e políticas claras e conhecidas por todos, incluindo desde o Plano de Cargos e Salários, sistema de Planejamento e Avaliação de Desempenho e, as regras de Administração de Pessoal, treinando os gerentes das atividades e, acompanhando a correta aplicação dessas diretrizes.

Os tempos em que “manda quem pode, obedece quem tem juízo” já se foram. Hoje só prospera em atividades grupais quem tem “seguidores espontâneos” que, como bem afirmou Warren Blank (The Leadership Group) é que caracteriza um líder.

Por Vicente Graceffi, consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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