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O que deixaram de te contar sobre a Geração Z

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Tecnologia, agilidade, diferenças culturais e autonomia são algumas das características relacionadas à Geração Z. Atualmente os nascidos entre o final da década de 90 e do ano de 2010 representam uma parcela de 2 bilhões de pessoas que já estão começando a dar os primeiros passos no mundo corporativo e em breve se tornarão a maior força de trabalho do mercado. Diante deste cenário, lhe faço o seguinte questionamento: a sua empresa está preparada para se comunicar com o grupo?

Provavelmente a resposta para a indagação acima será positiva, afinal, a temática é uma das mais abordadas no segmento de Recursos Humanos. Mas, ainda existe um dado pouco discutido capaz de auxiliar na jornada pelo conhecimento da Geração Z. A companhia de análises e previsões de tendências WGSN realizou recentemente uma pesquisa com jovens de 16 a 21 anos ao redor do mundo na qual houve a identificação de uma divisão no próprio grupo.

Na prática, tem a “Geração Eu” (voltada apenas para as necessidades individuais) e a “Geração Nós” (foco no pensamento coletivo) que apesar de apresentarem comportamentos similares são diferentes entre si. “A Geração Eu é a responsável pela maior parte dos integrantes da Z. Então, por ser a mais estudada também é o grande alvo de muitas marcas. Entretanto, a elaboração de um estereótipo vira um fator de risco porque impede a organização de enxergar as ambições do todo. Logo, a comunicação pode ficar ineficiente”, afirma Julia Faria, gerente de Vendas da WGSN.

De acordo com a gerente, a Geração Z tende a valorizar a estabilidade financeira devido a um desenvolvimento em meio a ambientes de crises com situações econômicas precárias. Por outro lado, o grupo revela um forte desejo pelo empreendedorismo. Para entender as nuances entre as divisões “Eu” e “Nós”, confira a tabela abaixo: 

Eu

Nós

- Procuram empregos onde encontram felicidade.


- O salário importa menos do que a flexibilidade da empresa.

- Procuram empregos onde encontram inclusão social. 


- A igualdade entre os colaboradores e a segurança na empresa são essenciais. Inclusive, apreciam pessoas desta geração em cargos de liderança. 

“Enquanto a 'Eu' permanece praticamente sempre online para alimentar os interesses pessoais, a 'Nós' reflete sobre o coletivo. Por esta razão, usam as redes sociais para disseminar propósitos de vida como diversidade e sustentabilidade. Portanto, é fundamental adaptar estes perfis a realidade corporativa”, explica Julia.

Por fim, uma sugestão da WGSN para quem pretende lidar com a Geração Z é não ficar em cima do muro. Ou seja, é preciso optar por um dos lados. Contudo, a escolha não deve interferir no DNA da marca. 

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